Meu amigo médico
Sempre admirei o Dr. Ricardo. Sua voz calma, o jeito atencioso com os pacientes, a aura de sabedoria que o cercava… Ele era o porto seguro daquela UBS. Eu, com meus trinta anos recém-completados e a inexperiência gritante, me sentia um tanto deslocado, mas ele sempre me estendia a mão, com um sorriso gentil e palavras de incentivo. Nunca imaginei que essa admiração pudesse tomar um rumo tão… inesperado.
Tudo começou com um happy hour depois do trabalho. Uma cerveja, outra, e a língua começou a se soltar. Falamos sobre tudo: a pressão do dia a dia, os casos mais complicados, até mesmo sobre nossos medos e inseguranças. Em um momento de sinceridade, talvez impulsionado pelo álcool, confessei minha virgindade. Ricardo me olhou com uma expressão que não consegui decifrar. Surpresa? Curiosidade? Talvez um pouco dos dois.
"Não há nada de errado nisso," ele disse, com a voz suave de sempre. "Cada um tem seu tempo."
Mas havia algo mais em seu olhar. Uma intensidade que me deixou desconcertado. A conversa fluiu para outros assuntos, mas aquela confissão pairava no ar, como uma promessa silenciosa.
Nos dias seguintes, percebi que Ricardo me olhava diferente. Seus toques, antes puramente profissionais, agora carregavam uma leve carga elétrica. Um roçar de mãos ao pegar um prontuário, um braço que se estendia um pouco mais do que o necessário ao me mostrar algo no computador. Pequenos gestos que incendiavam minha imaginação.
Uma semana depois, ele me convidou para jantar em sua casa. Aceitei, hesitante, mas com o coração batendo forte no peito. O jantar foi delicioso, a conversa agradável, mas a tensão era palpável. Depois da sobremesa, ele me ofereceu uma taça de vinho e me convidou para sentar no sofá.
"Preciso te contar uma coisa," ele disse, a voz um pouco mais grave do que o normal. "Eu… eu gosto de homens."
A revelação não me chocou tanto quanto eu esperava. Na verdade, senti um alívio. Era como se as peças de um quebra-cabeça começassem a se encaixar.
"Eu… eu nunca estive com outro homem," respondi, a voz embargada.
Ricardo se aproximou, pegou minha mão e a beijou delicadamente. "Eu sei," ele sussurrou. "E eu não vou te pressionar a fazer nada que você não queira."
Mas eu queria. Queria experimentar, queria descobrir, queria me entregar àquele homem que tanto admirava.
E então, aconteceu. Nossos lábios se encontraram em um beijo lento, hesitante, mas carregado de desejo. Um beijo que me fez esquecer de todos os meus medos e inseguranças. Um beijo que me fez sentir vivo.
O beijo se aprofundou, as mãos começaram a explorar, as roupas a cair. Ricardo era gentil, atencioso, preocupado em me fazer sentir confortável. Ele me guiou com paciência, me ensinando os prazeres que eu nunca havia experimentado.
Quando ele tocou em mim pela primeira vez, senti um choque percorrer meu corpo. Um misto de excitação e medo. Mas a voz suave de Ricardo me acalmou, me incentivou a relaxar e me entregar.
E eu me entreguei. Me entreguei ao prazer, me entreguei ao desejo, me entreguei a Ricardo.
Ele beijou meu corpo inteiro, explorando cada curva, cada centímetro de pele. E então, ele chegou ao ponto crucial. Com cuidado e delicadeza, ele me tomou em sua boca.
A sensação foi avassaladora. Um turbilhão de prazer que me fez gemer alto. Eu nunca havia sentido nada parecido.
Depois de um tempo que pareceu uma eternidade, ele me preparou para o próximo passo. Com cuidado, ele me virou de bruços e me penetrou.
A dor foi intensa, mas passageira. Logo, o prazer tomou conta, me envolvendo em uma onda de êxtase. Ricardo se movia com ritmo e precisão, me levando ao limite.
Quando chegamos ao clímax, juntos, senti como se o mundo inteiro explodisse em cores. Uma sensação de liberdade e plenitude que eu nunca havia experimentado antes.
Depois, deitamos abraçados, ofegantes, em silêncio. O silêncio era confortável, preenchido pela cumplicidade e pelo desejo satisfeito.
Naquela noite, perdi minha virgindade. E ganhei algo muito mais valioso: a confiança e o carinho de um homem que me mostrou um mundo novo de possibilidades.
Ainda trabalho na UBS com o Dr. Ricardo. As coisas mudaram entre nós, é claro. Existe uma intimidade, um segredo compartilhado que nos une. Mas, acima de tudo, existe o respeito e a admiração que sempre senti por ele. E, quem sabe, talvez um pouco de amor.
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Comentários (3)
Ronaldo: Muito bonito o conto. Parabéns
Responder↴ • uid:1ds5xtu3guceMiojo: Q lindooooooo
Responder↴ • uid:1e82a7n4k6xbKaike: Mas só ocorreu uma vez? Bela história.
Responder↴ • uid:1e3u0sw2gtip