A Negona Rabuda e Seu Aroldo
O velho português Aroldo vai conseguir comer o rabo e a bucetinha deliciosa da Deusa do Ébano Fabíula enquanto o namorado está lesionado? Descubra já!
A Rua da Matriz, encravada em um dos bairros mais pulsantes da Zona Norte do Rio de Janeiro, vivia sob a regência do calor úmido que subia do asfalto rachado. Era o verão do ano anterior, e o ar cheirava a maresia distante, café queimado nas padarias de esquina, cerveja gelada espumando nos copos americanos e o eterno cheiro de amaciante barato que subia das lajes repletas de varais. Naquela rua, o tempo parecia obedecer a um ritmo próprio, ritmado pelo estalo seco das pedras de dominó sobre as mesas de plástico amarelecidas pela ação do sol.
Contudo, por mais acirrada que estivesse a partida na esquina, o mundo parava invariavelmente no mesmo horário.
Surgindo da dobrada do quarteirão, Fabíula não caminhava; ela desfilava sobre o pavimento irregular como se a rua fosse a sua passarela particular. Aos 28 anos, a jovem era a encarnação viva de uma escultura lapidada na madeira mais nobre e escura. Uma verdadeira deusa do ébano. Seu tom de pele, reluzente e macio, parecia absorver a luz do sol carioca e devolvê-la em forma de um brilho dourado e aveludado. Os cabelos, uma cachoeira imensa de caracóis pretos e definidos, desciam pelas costas com um peso gracioso, beirando a curva sinuosa do quadril.
((imagem de Fabíula em anexo foto 1))
Fabíula tinha a postura altiva e o semblante severo de quem não dava trela a ninguém. Técnica em enfermagem e cuidadora de idosos por vocação, trajava quase sempre o uniforme branco da profissão ou roupas sóbrias quando fora do serviço. A fisionomia séria impunha um respeito imediato; seu olhar firme e a boca desenhada em traços eretos desestimulavam qualquer tipo de piadinha de mau gosto. Ela não dava ousadia, não sorria para estranhos e cruzava o bairro com a dignidade de uma rainha protegendo sua coroa.
Mas nem a postura mais austera do mundo conseguia camuflar a geografia monumental de seu corpo. Fabíula era uma mulher imponente — aquilo que no vocabulário popular do Rio de Janeiro chamavam de “cavalona”. As coxas, grossas e rijas, roçavam suavemente uma na outra a cada passo, sustentando uma cintura incrivelmente fina que desaguava no detalhe mais avassalador de toda a sua anatomia: sua bunda. Era uma anca perfeita, redonda, firme e absurdamente volumosa, que parecia ter vida própria. A cada passada, aquele traseiro colossal rebolava num balanço cadenciado, desobedecendo à gravidade e paralisando o trânsito de pedestres.
Sentado no seu habitual caixote de madeira ao lado da mesa de dominó, Seu Aroldo esquecia o jogo. Aos 66 anos, o português era uma figura folclórica na vizinhança. Usava sempre suas inseparáveis calças de sarja estilo chino — na maioria das vezes num tom bege surrado, mas que alternava ocasionalmente por variações em azul-escuro ou cinza. Havia, contudo, uma característica pecularíssima em suas calças que não passava despercebida pelos rapazes da rua: o corte e o caimento do tecido, sempre ajustado, deixavam desenhados e nitidamente divididos os seus grandes e proeminentes testículos. Seu Aroldo exibia, sem nenhum pudor, que trazia na entreperna um par de ovos chamativos e volumosos, que pesavam no pano da sarja à vista de todos.
No entanto, quando Fabíula surgia na calçada, o velho esquecia a própria anatomia, a partida e os amigos. Ele ajustava os óculos no nariz, inclinava o corpo para a frente e tragava o ar com desespero.
— Minha Nossa Senhora, que espectáculo de mulher! — sussurrou o português, com o sotaque cerrado de sua terra natal, os olhos arregalados sem piscar uma única vez enquanto acompanhava o balanço hipnótico daquele rabo monumental.
— Lá vem a patroa do Sandro, Aroldo! Cuidado para não babar na camisa, velhote! — debochou Valtinho, um dos parceiros de dominó, jogando uma pedra de quina na mesa.
— Jesus tem misericórdia! Eu ainda vou comer essa mulher! — disparou Seu Aroldo, batendo com a palma da mão na própria coxa, sem tirar os olhos da curva das nádegas da jovem que dobrava a esquina.
A roda de velhos caiu na gargalhada. Zé do Bar, rindo com os poucos dentes que lhe restavam, assentiu com a cabeça:
— Sonhar não paga imposto, tuga! Mas aquela ali é brava. Nem olha na cara de ninguém. Tu vai infartar antes de conseguir dar um oi.
— Vocês não percebem nada do assunto — rebateu o português, ajeitando a calça de sarja no gancho e respirando fundo, o peito estufado de luxúria.
— Eu tenho este fetiche que preciso realizar antes de morrer. Ainda mais que negona... dizem que têm a vagina quente como labareda!
A gargalhada foi geral na esquina, mas, por trás da zombaria dos velhos, o olhar de Seu Aroldo permaneceu aceso, queimando num desejo denso, quase obsessivo.
O que a vizinhança da Rua da Matriz via — a enfermeira séria, inatingível e distante — era apenas metade da verdade. A outra metade pertencia a Sandro e às quatro paredes da casa simples onde os dois moravam juntos há poucos meses.
Embora já dividissem o mesmo teto, o mesmo teto sobre o qual as roupas secavam no varal e as contas se acumulavam na mesa da cozinha, Fabíula fazia questão de dizer que eram apenas namorados. Para a sua criação tradicional, a palavra “casamento” só ganharia validade após as bênçãos do padre na igreja, com véu, grinalda e festa para a família.
Sandro, de 26 anos, era o oposto da sobriedade da companheira. Carioca raiz, alto, corpo trabalhado no bronze da praia e no esforço das partidas de futebol, era um sujeito comunicativo, boa-praça e abertamente safado. Sandro era um “putanheiro” de primeira linha: assanhado, garanhão, com uma mente transbordante de ideias eróticas e uma linguagem escrachada.
Essa natureza devassa de Sandro encontrou em Fabíula o par perfeito. Longe dos olhares do bairro, no instante em que a porta de casa se fechava, a enfermeira reservada dava lugar a um vulcão em erupção. Na intimidade, Fabíula desnudava-se de toda a compostura e revelava uma sexualidade voraz, insaciável e profundamente performática. Ela adorava a safadeza do namorado; o fogo que queimava nela era tão intenso quanto o dele.
Sandro era um pervertido criativo, e a adrenalina era o tempero favorito do casal. Não se contentavam com o colchão do quarto. Transavam no banco traseiro do carro estacionado em ruas escuras, nas dunas isoladas da praia ao cair da noite e, com frequência, na varanda de casa, sob o luar, aproveitando o sobressalto de que algum vizinho — como o próprio Seu Aroldo — pudesse estar espiando pelas frestas do cobogó. O risco de serem pegos transformava cada gemido de Fabíula em algo mais úmido, mais desesperado, mais visceral.
Contudo, fora da cama, o tempo de Sandro dividia-se entre o trabalho incerto e sua maior paixão: a pelada. O futebol de várzea e a linha de passe na areia da praia eram sagrados para o rapaz. Era o único momento da semana em que Sandro esquecia completamente a existência daquela preta espetacular, deixando-a entregue à sua própria rotina por horas a fio.
Foi justamente num desses períodos de folga de Fabíula que a crise financeira bateu à porta. Ela havia sido desligada recentemente do hospital onde trabalhava como técnica de enfermagem devido a um corte de gastos no quadro de funcionários. Precisando urgentemente complementar a renda da casa, que agora dependia exclusivamente do modesto salário de Sandro, a jovem começou a distribuir currículos em clínicas, postos de saúde e a espalhar para conhecidos que estava disponível para serviços particulares de cuidadora de idosos.
Enquanto as chamadas de emprego não vinham, Fabíula aproveitava os dias ensolarados para espairecer. Vestia seus microbiquínis de fita ou cortininha, amarrava uma canga leve na cintura e caminhava até a praia.
E Seu Aroldo, sempre atento do seu posto na esquina, não deixava a oportunidade passar.
Quando o português percebia o rumo que Fabíula tomava — percebendo a canga balançando no quadril e a bolsa de palha no ombro —, ele inventava uma desculpa, abandonava o dominó e a seguia a uma distância segura. Na areia dourada, sob o sol escaldante do Rio, Aroldo sentava-se sob a sombra de um quiosque distante, munido de um coco gelado, para saborear a vista.
((Imagem em anexo de Fabíula na praia foto 2))
Fabíula espalhava óleo bronzeador por todo o corpo. O bronzeador fazia a pele escura reluzir como bronze polido sob os raios solares. Ela se deitava de bruços sobre a canga, desamarrando as alças do biquíni nas costas. Aquela posição oferecia ao velho português uma visão celestial e torturante: a bunda monumental de Fabíula, contida apenas por um fiapo de tecido que se perdia entre as nádegas carnudas, ficava completamente exposta, voltada para o céu como uma oferenda.
Seu Aroldo babava. O suor frio descia por sua testa enquanto ele ajeitava o volume avantajado em suas calças de sarja. Em certos dias, a tentação era tamanha que o velho levantava-se, apoiava as mãos nas costas simulando uma caminhada matinal para exercitar as pernas e passava a poucos centímetros da canga de Fabíula, só para ver de perto as dobras, o brilho do óleo e a perfeição daquele traseiro. Fabíula, de olhos fechados e fones de ouvido, nada percebia, entregue ao calor do sol.
Quando ele não podia segui-la até a praia, ficava na expectativa angustiante de sua volta. Postava-se na esquina com sua trupe de velhos até ver a figura da deusa despontar na rua. Ela voltava com os cabelos úmidos, a canga levemente molhada na altura do biquíni minusculo, marcando cada curva de suas ancas.
— Essa mulher sentando no meu membro... depois disso eu poderia até morrer feliz! — murmurava Aroldo entre os dentes, apertando os punhos, enquanto os amigos riam de seu delírio.
— Tira o olho, tuga! Aquilo ali não é pro teu bico, não! — caçoava Valtinho.
Mas o destino, caprichoso e imprevisível, estava prestes a embaralhar as pedras daquele jogo.
A vida do casal sofreu um baque dramático num domingo de sol a pino. Era dia de decisão no campeonato de várzea do bairro, e Sandro entrou em campo com a garra de sempre. Num lance disputado no alto, ao saltar para cabecear a bola com o zagueiro adversário, Sandro perdeu o equilíbrio no ar e caiu de mau jeito, com todo o peso do corpo sobre a perna direita estendida.
O estalo foi audível da arquibancada de cimento. Um grito agudo de dor cortou o campo. Sandro foi levado sibilando de dor para a emergência do hospital público mais próximo. O diagnóstico foi impiedoso: ruptura muscular de Grau 3 na região da virilha e dor severa no quadril. O médico foi taxativo — afastamento total do trabalho, repouso absoluto na cama por semanas, uso obrigatório de muletas para pequenas locomoções internas e proibição estrita de qualquer tipo de esforço físico ou relação sexual até a cicatrização completa dos tecidos.
Para Sandro, a notícia foi uma sentença de morte. Ficar acamado, sem poder jogar bola e, pior, sem poder encostar no corpo de sua “preta”, era uma tortura inenarrável. Para Fabíula, a situação gerou um desespero financeiro e emocional imediato: além de não ter renda, agora precisava cuidar de um homem adulto e frustrado dentro de casa.
Naquela mesma semana, enquanto Fabíula trocava as compressas frias na virilha de Sandro, que resmungava de dor no sofá da sala, o telefone celular dela tocou.
O número era desconhecido. Fabíula atendeu com a voz profissional de costume:
— Alô? Pois não?
— Boa tarde. Fala a senhora Fabíula? — perguntou uma voz masculina, ligeiramente idosa, com um tom pausado.
— É que me deram o seu contacto... Disseram-me que a senhora é técnica de enfermagem e cuidadora de idosos, e que estaria à procura de trabalho.
O coração de Fabíula deu um salto de alívio.
— Sim, sim! Sou eu mesma! Atendo domiciliar, tenho vasta experiência hospitalar e referência. Com quem eu falo?
— Fala o senhor Aroldo. Eu moro aqui mesmo na Rua da Matriz, número 142. Preciso urgentemente de uma profissional para cuidar de mim por uns tempos. Teve um percalço com a minha saúde. A senhora poderia vir aqui amanhã de manhã para conversarmos?
— Meu Deus, Seu Aroldo! Claro que posso! O endereço é super perto da minha casa, perfeito para mim. Amanhã às oito horas estarei aí, com certeza!
Ela desligou o telefone rindo de felicidade. Correu para o quarto e deu um beijo carinhoso na testa de Sandro, que dormia sob o efeito dos analgésicos. A sorte parecia estar mudando; a proximidade do trabalho permitiria que ela trabalhasse e ainda desse um pulo em casa no horário do almoço para checar a medicação do namorado.
Na manhã seguinte, Fabíula vestiu uma calça jeans sóbria, mas que inevitavelmente desenhava suas formas, uma blusa branca alinhada e prendeu os cachos volumosos num coque elegante. Caminhou até o número 142. Era uma casa antiga, com fachada de azulejos portugueses levemente desgastados e um pequeno portão de ferro trabalhado.
Ela tocou a campainha. Instantes depois, ouviu-se o som arrastado de passos e o ruído metálico de muletas batendo no piso de taco.
A porta abriu-se devagar. Quando a figura do contratante apareceu no portal, Fabíula curvou levemente as sobrancelhas, surpresa.
Lá estava o velho da esquina. Ele vestia sua tradicional calça de sarja bege — que desenhava sem pudor o volume saliente entre suas pernas — e apoiava-se pesadamente sobre um par de muletas de alumínio, com uma faixa elástica e imobilizadores visíveis no tornozelo e no joelho esquerdo.
Fabíula piscou os olhos, reconhecendo imediatamente a fisionomia do homem que tantas vezes a encarara da mesa de dominó com um olhar faminto. Mas manteve a compostura profissional.
— Olá, bom dia. Sou a Fabíula. Vim por conta da oportunidade de emprego.
Seu Aroldo abriu um sorriso largo, revelando dentes bem cuidados, enquanto seus olhos percorriam rapidamente o rosto e o pescoço da jovem antes de se fixarem em seus olhos.
— Olá, minha filha! Sim, sim, entra, por favor. Fui eu mesmo que liguei! Podes entrar, a casa é tua.
Fabíula deu dois passos para dentro do hall de entrada, sentindo o aroma de sabão de barra e móveis antigos. Ela olhou para o velho com uma ponta de desconfiança e curiosidade.
— Deixe eu te fazer uma pergunta, Seu Aroldo... O senhor não é aquele senhor que fica sempre ali na praça, no dominó? Tenho a nítida impressão de já ter visto o senhor por lá várias vezes.
O português deu uma risadinha simpática, fingindo modéstia enquanto ajeitava o peso do corpo sobre as muletas.
— Sim, minha filha. É verdade. Fico muito na praça a prosear com os outros velhos e a esperar que o tempo passe. É o meu único entretenimento.
— E o que foi que aconteceu com o senhor? — perguntou ela, verdadeiramente intrigada, pois a imagem que guardava daquele homem na rua era a de um idoso extremamente forte, vigoroso e ereto.
Aroldo soltou um suspiro dramático, franzindo o rosto como se sentisse uma dor profunda.
— Ah, infelizmente caí esta semana ao voltar para casa à noite... Dobrei o pé num buraco da calçada e tive umas torções chatas no tornozelo e no joelho. Como não tenho familiares aqui no Brasil, fico completamente perdido. Preciso de ajuda para fazer as coisas básicas da casa e cuidar da medicação.
Tudo mentira. Uma invenção sórdida e arquitetada friamente dias antes, quando Aroldo soubera por um vizinho que Fabíula estava desempregada. O velho havia comprado as muletas e a faixa numa farmácia de ortopedia no centro da cidade apenas para encenar aquele espetáculo e ter, finalmente, a mulher dos seus sonhos trancada dentro de sua casa.
Fabíula acolheu a história com a empatia típica de sua profissão.
— Entendi, Seu Aroldo. Eu sinto muito pelo ocorrido. Mas não se preocupe, eu estarei aqui para ajudar o senhor no que for preciso para a sua recuperação.
Os olhos do português brilharam com uma fagulha maliciosa que ele mal conseguiu disfarçar.
— E já podes começar hoje mesmo, minha filha?
— Sim, claro! Eu já vim preparada para começar agora.
A jornada de trabalho começou imediatamente. Ao caminhar pelos cômodos para reconhecer o ambiente, Fabíula ficou francamente impressionada. A casa era impecavelmente organizada: os móveis de madeira de lei brilhavam, a cozinha era limpa e havia apenas uma camada fina de poeira sobre as prateleiras mais altas. Para ela, era difícil acreditar que um senhor sozinho mantivesse um espaço tão amplo e antigo em ordem.
— Minha filha — disse Aroldo, manquetando atrás dela —, o teu trabalho aqui será manter esta ordem, preparar o almoço e, claro, auxiliar-me nas minhas limitações físicas, pois com estas pernas e estas muletas não consigo fazer quase nada sozinho.
— Pode deixar comigo, Seu Aroldo. Vamos começar acomodando o senhor confortavelmente.
Fabíula conduziu o velho até a sala de estar, onde havia uma poltrona larga de couro marrom. Ela segurou Aroldo firmemente pelos braços e pela cintura para ajudá-lo a sentar-se devagar.
Nesse exato momento de proximidade física, Fabíula sentiu o corpo do velho tencionar. Aroldo, aproveitando que a cabeça de Fabíula estava ao lado da sua, aproximou o rosto sutilmente do pescoço dela, puxando o ar com força pelo nariz para inspirar o perfume doce que emanava da pele negra da jovem. O roçar do fôlego quente de Aroldo no seu cangote fez os pelos dos braços de Fabíula se arrepiarem. Ela recuou um passo rapidamente, encarando-o. O velho disfarçou imediatamente, soltando um gemido frouxo de dor fictícia na perna.
“Será que ele fez por mal ou foi só desequilíbrio?”, pensou a jovem, tentando afastar a desconfiança para manter a postura profissional.
Enquanto Fabíula pegava um espanador e um pano úmido para limpar os móveis da sala, Aroldo permanecia imóvel na poltrona. Seus olhos pequenos e vivos pareciam duas brasas acesas. Ele não disfarçava. Acompanhava cada movimento da bunda de Fabíula. Quando ela se inclinava para limpar uma mesa baixa, o jeans esticava-se ao limite, desenhando a perfeição anatômica de suas nádegas. O português engolia em seco, a respiração ficando cada vez mais curta e arfante.
Passou-se cerca de uma hora até que o plano de Aroldo entrasse em sua fase crucial.
— Fabíula... minha filha... — chamou ele, com uma voz manhosa e debilitada. — Preciso da tua ajuda urgente. Preciso ir ao banheiro para urinar.
— Claro, Seu Aroldo. Vamos lá.
Ela caminhou até a poltrona, ofereceu o ombro como apoio e o ajudou a levantar-se. Devagar, passo a passo, o velho mancou apoiado nela até o banheiro social da casa. O ambiente era revestido de azulejos brancos antigos.
Ao chegarem diante do vaso sanitário, Fabíula posicionou Aroldo de frente para a louça e deu um passo para trás, ficando exatamente às costas dele para dar-lhe privacidade.
Aroldo permaneceu imóvel, em pé, segurando as duas muletas com força nas mãos.
— Pode fazer suas necessidades, Seu Aroldo. Estou aqui atrás aguardando.
— Ah, minha filha... assim não consigo — disse o velho, com o tom mais inocente que conseguiu forjar.
— Não tenho como baixar as minhas calças. Se eu soltar uma das muletas para abrir o botão e puxar a calça, perco o equilíbrio e caio de cabeça no chão.
Um estalo de dúvida ecoou na mente de Fabíula. Uma pergunta lógica e perturbadora surgiu instantaneamente: “Se ele mora sozinho e caiu há dias, como é que ele estava fazendo xixi antes de eu chegar aqui?”
No entanto, a necessidade do emprego, o medo de ser vista como uma profissional cheia de não me toques e o fato de já ter cuidado de dezenas de idosos em situações muito piores em hospitais falaram mais alto. “É apenas o meu trabalho”, repetia para si mesma. “Ele é um velho doente e indefeso. Já vi centenas de corpos masculinos no hospital. Isso não é nada.”
Sem olhar diretamente para a frente, mantendo o rosto levemente virado de lado para preservar o pudor do homem, Fabíula aproximou-se pelas costas de Aroldo. Suas mãos habilidosas desceram até a cintura da calça de sarja bege. Ela desabotoou o fecho, abriu o zíper e, com um movimento firme, puxou a calça de sarja e a cueca de algodão para baixo, até a altura das coxas do velho.
A bunda pálida e um pouco flácida do português ficou exposta, mas o que estava na frente permanecia oculto para ela.
— Está bom assim, Seu Aroldo? — perguntou ela, querendo dar um passo para trás.
— Mais ou menos, minha filha... — respondeu Aroldo, a voz já embargada por uma trepidação estranha.
— Eu... eu preciso apontar para urinar. Senão vou sujar a roupa toda e o chão do banheiro.
— Então vamos fazer o seguinte, Seu Aroldo: por que o senhor não se senta no vaso sanitário? Fica mais seguro para o senhor.
— Isso dói muito, minha filha! — atalhou o português rapidamente, com a resposta pontiaguda na ponta da língua.
— Quando me sento, é uma dificuldade e uma dor enorme para me levantar por causa do joelho travado! Não posso dobrar a articulação!
O ar no banheiro pareceu ficar subitamente mais denso, mais quente. Fabíula sentiu-se completamente encurralada pela arquitetura daquela situação. A lógica do idoso parecia implacável, e ela não tinha argumentos profissionais para recusar sem parecer melindrada.
— Tá certo, Seu Aroldo... — suspirou ela, resignada, decidida a encerrar aquilo o mais rápido possível.
— Vou continuar aqui atrás. O senhor vai me direcionando e guiando.
Fabíula estendeu a mão direita por baixo do quadril do velho. As pontas de seus dedos longos e bem cuidados tatearam a virilha tensa de Aroldo até encontrarem a carne do pênis.
Ao sentir o toque da mão macia e quente da jovem em sua pele, Aroldo soltou um suspiro profundo e audível — um arfar involuntário de puro êxtase que ecoou pelas paredes de azulejo do banheiro. Percebendo que quase saíra do personagem, o velho tossiu seco e tentou disfarçar, mas o seu corpo já não respondia ao seu comando racional.
A primeira coisa que impressionou Fabíula no tatear cego de sua mão foi o volume. Mesmo completamente mole, o pênis do português possuía uma espessura e um peso fora do comum. Era uma peça maciça, grossa, que preenchia generosamente a palmada de sua mão.
— A-a-aí, minha filha... — balbuciou Aroldo, a respiração totalmente desregulada.
— Levante ele só um pouco... por favor...
Fabíula, mantendo os olhos rigidamente fixos nas paredes de azulejos para não olhar diretamente para a nudez do patrão, ergueu o membro do velho, direcionando-o para o centro da bacia do vaso sanitário.
— Está bom assim, Seu Aroldo?
O português já não conseguia articular palavras inteligíveis. O calor da mão de Fabíula segurando seu pau era uma sensação que ele havia desenhado em suas fantasias mais secretas por meses. Ele apenas concordou com a cabeça, emitindo um grunhido fraco na garganta.
O jato de urina finalmente começou a cair na água do vaso. Contudo, a combinação fatal entre a proximidade do corpo escultural de Fabíula, o cheiro de seu perfume e, acima de tudo, o toque contínuo e firme de seus dedos na pele do pênis do velho detonou uma reação biológica incontrolável.
No meio do processo, a carne sob a mão de Fabíula começou a se modificar.
O membro, antes mole e flexível, começou a ganhar uma rigidez espantosa. As veias pulsaram sob os dedos da jovem. O pênis de Aroldo foi se expandindo, engrossando e esticando com uma força surpreendente para um homem de sua idade, tornando-se uma barra de ferro emaranhada em calor humano. Em questão de segundos, a mão de Fabíula já não conseguia fechar a circunferência daquele mastro ereto.
A enfermeira arregalou os olhos, em choque. Ela sentiu a pulsação viva e rija da ereção brutal do velho queimando na palma de sua mão.
— Acabou, Seu Aroldo?! — perguntou ela, com a voz falhando, incrédula com a grossura, o tamanho e a rigidez inacreditável daquele cacete que se erguia potente sob o seu domínio.
Aroldo estava com a cabeça jogada para trás, os olhos quase virados, preso no ápice da excitação física.
— Preciso... preciso só que balance, minha filha... — pediu ele, num sussurro rouco, quase sem ar.
Fabíula, paralisada pelo mistério daquela situação e pelo choque de ter na mão uma pica tão colossal quanto rija, deu dois impulsos leves, balançando a coisa grossa e dura para enxugar as últimas gotas.
— Tá bom assim, Seu Aroldo?! — perguntou ela, o coração batendo no peito como um tambor de desfile.
— Tá... tá... tá s-sim, minha filha... — respondeu o português, soltando um gemido grave e prolongado que vazou entre seus dentes fechados, entregando sem nenhum pudor o prazer absoluto que devorava a sua alma.
O ar interior do pequeno banheiro de azulejos brancos parecia ter densidade de xarope. O cheiro de sabão de coco barato misturava-se ao suor denso que brotava da testa do velho português. A urina finalmente cessara de cair na água da bacia, mas o silêncio que se seguiu não trouxe nenhum alívio. Na mão direita de Fabíula, o membro de Seu Aroldo permanecia ereto, pulsando com uma força inacreditável, rijo como a madeira de lei de uma portada antiga, recusando-se obstinadamente a ceder.
Fabíula tentou com a mão esquerda suspender o cós da calça de sarja bege e da cueca de algodão para fechar o zíper, mas encontrou uma barreira intransponível. A pica do português, volumosa e apontada para o alto feito uma lança, chocava-se contra o pano esticado. Não havia ângulo, não havia folga. Guardar aquele mastro de volta na vestimenta do idoso sem quebrar o zíper ou machucar o tecido exigiria um esforço tático que a jovem nunca imaginara precisar aplicar em um paciente.
— Desculpa, minha filha... — murmurou o português, arrastando as palavras com um tom de falso embaraço, a cabeça inclinada para trás enquanto seus olhos pequeninos fitavam o teto para disfarçar o êxtase.
— Eu fico assim algumas vezes... É uma coisa do meu organismo, não sei bem o que acontece. Mas daqui a pouco passa. Acho que vais ter que a guardar com a mão...
Fabíula mordeu o lábio inferior, sentindo o peito descer e subir num ritmo acelerado. Viu-se completamente sem saída. A única forma de encerrar aquela cena constrangedora e libertar-se daquele espaço confinado era cumprir a ordem. Sem se mover de trás de Aroldo, mantendo o olhar desviado para as juntas do azulejo, ela espalmou a mão inteira sobre a haste quente e pulsante da pica do velho.
O toque foi avassalador. Ao envolver os dedos em volta da carne rija, Fabíula teve a confirmação física do que a vista desconfiara: a circunferência do pênis do português era colossal. Seus dedos médios e polegar não se tocavam; havia um espaço de quase dois dedos para fechar a pega. A rigidez era absoluta, uma barra de carne latejante que parecia ignorar os 66 anos de seu dono.
Aroldo, sentindo a palmar macia e feminina apertar o seu pênis para empurrá-lo para baixo, soltou um gemido profundo que subiu da garganta. Para mascarar o som do prazer abjeto, o velho soltou uma sequência de tosses secas e forçadas, curvando o tórax levemente.
— Ahm... huff... esta tosse chata... — mentia ele, enquanto os olhos se fechavam em deleite puríssimo.
Fabíula empurrou a pica para dentro do gancho do calção com uma combinação de força e destreza, dobrando o membro rijo com dificuldade contra a virilha do velho. O pau não dava trégua, resistindo até o último centímetro, mas a enfermeira finalmente conseguiu encaixar o volume e subir o zíper de metal, fechando o botão de mola da calça de sarja.
— Pronto, Seu Aroldo. Está guardado — disse ela, dando três passos rápidos para trás e limpando a palma da mão na própria calça jeans, numa reação instintiva.
Aroldo virou-se devagar sobre as muletas. O rosto do português trazia uma expressão estampado de pura gratidão devassa, uma estase que ele tentava disfarçar sob a máscara da velhice debilitada. Seus olhos brilhavam como dois diamantes negros.
— Muito obrigado, minha filha... Não sei o que seria de mim sem a tua bondade — disse ele, a voz ainda vacilante.
Ela conduziu o velho de volta à sala, acomodando-o na poltrona de couro. Fabíula tentou recompor a aura profissional, mas a pulsação do seu próprio corpo havia saído do tom. Ela pegou o pano, o balde e seguiu para os afazeres domésticos, tentando apagar da mente a memória tátil daquela peça brutal.
Contudo, Seu Aroldo não dava brechas. Do seu posto na sala, o velho mantinha os olhos cravados em cada passo da jovem. Eram olhares penetrantes, pesados, que atravessavam o ar e deixavam Fabíula visivelmente desconcertada. Cada vez que ela se abaixava para espanar o rodapé ou se esticava para limpar um quadro, sentia as pupilas do português queimando suas nádegas.
Por volta das onze e meia, Fabíula foi para a cozinha preparar o almoço. O calor do fogão somado ao mormaço do meio-dia carioca fez com que ela retirasse o jaleco leve, ficando apenas com uma calça de sarja branca fina e uma regata. A calça branca, colada ao corpo escultural, era um convite à perdição: a calcinha de fita que ela usava por baixo marcava nitidamente a divisória das duas bandas do seu traseiro fenomenal, desenhando cada contorno de sua anca sem nenhuma margem para a imaginação.
Aroldo, percebendo a oportunidade, colocou as muletas debaixo dos braços e começou a transitar lentamente pela casa em direção à cozinha.
— Ahm... Fabíula, minha filha... Deu-me uma sede terrível. Importas-te de me dar um copo d’água? — inventou o velho, arrastando os pés até parar a menos de um metro das costas da moça.
Quando Fabíula se virou para pegar o copo no armário alto, o rebolado de seu quadril passou a centímetros do rosto do português. Aroldo ficou alucinado. O contraste da pele de ébano contra o tecido branco e a marca perfeita da lingerie deixaram o velho em transe. Ele bebeu a água com golpes lentos, sem remover os olhos da cintura fina e da curva das coxas da cuidadora.
Servido o almoço — um ensopado simples de carne com mandioca —, os dois sentaram-se à mesa da sala de jantar. Enquanto Aroldo mastigava devagar, Fabíula, impulsionada pela curiosidade natural da profissão, decidiu puxar conversa para quebrar o clima tenso que se acumulava na casa.
— Seu Aroldo... como é que o senhor veio parar aqui no Brasil? O senhor não tem mesmo nenhum parente, nenhum filho, ninguém por perto?
O português pousou o garfo, olhou para a janela iluminada pelo sol e soltou um suspiro nostálgico.
— Ah, minha filha... Esta é uma história longa. Eu cheguei a este país muito jovem, com pouco mais de vinte anos, vindo de uma aldeia pequena perto de Trás-os-Montes. Vim em busca de melhoria de vida, fugindo da miséria e do trabalho duro na roça. Trabalhei a vida toda no comércio, no cais do porto, em padarias... Juntei tostão sobre tostão até conseguir comprar esta minha casinha. Depois de muitos anos de labuta, aposentei-me e fiquei por aqui, sozinho.
— E nunca quis se casar, Seu Aroldo? Não teve uma companheira para dividir a vida? — perguntou Fabíula, apoiando o queixo na mão.
O velho deu um sorriso de canto de boca, um brilho de safadeza cruzando suas íris.
— Não... Fiquei tão focado no trabalho e em juntar o meu dinheirinho que nunca dei prioridade a isso. Quando era mais jovem, claro, ficava com uma e com outra, aproveitava a vida nocturna do Rio de Janeiro, mas nada duradouro, nada sério. E assim o tempo passou... E agora sou este velho solitário que vés aqui.
A conversa fluiu por mais algum tempo, amenizando a atmosfera. As horas foram correndo na calma quente da tarde até que o relógio de parede marcou quatro horas — o fim do expediente de Fabíula.
Antes de recolher suas coisas, a jovem foi até o banheiro e organizou o espaço. Voltou à sala, onde Aroldo lia um jornal antigo.
— Seu Aroldo, já estou de saída. Deixei a cadeira plástica posicionada dentro do box do chuveiro para o senhor tomar seu banho mais tarde, caso queira. Fica mais fácil para o senhor se lavar sem forçar o joelho.
O velho fez um rosto contrito, cheio de dor ensaiada.
— Não sei, minha filha... É uma dor terrível quando me tento sentar ou levantar. Mas irei tentar, sim. Muito obrigado.
— Tá bom. Vou indo, Seu Aroldo. Até amanhã e se cuida, viu?
— Até amanhã, minha filha. Vai com Deus.
O caminho de volta para casa foi uma caminhada de puro torpor para Fabíula. O asfalto da Rua da Matriz estalava sob o calor do final da tarde, mas o calor que a queimava por dentro era de outra natureza. Ela não conseguia tirar a imagem daquele banheiro da cabeça. A lembrança do toque — da carne dura, grossa, espessa e pulsante da pica do português preenchendo a palma de sua mão — fazia seu ventre contrair em espasmos involuntários.
Fabíula chegou em casa morrendo de tesão. Havia dias que ela não transava. Desde o acidente de Sandro no futebol, a rotina do casal se resumiu a compressas, remédios e reclamações de dor. A ausência de sexo para uma mulher vulcânica como Fabíula era uma tortura física. O fogo acumulado durante semanas, alimentado pela adrenalina e pela estranheza do evento com o velho, consumia suas entranhas.
Ela entrou em casa de mansinho. Sandro estava no quarto, adormecido sob o efeito de um relaxante muscular forte, roncando baixo com a perna enfaixada sobre um travesseiro.
Fabíula foi direto para o banheiro social. Trancou a porta por dentro. O espelho refletia suas bochechas coradas e o olhar nublado pela luxúria. Sem fazer barulho, ela tirou a calça branca e a calcinha de fita, jogando-as no cesto. Sentou-se na borda do vaso sanitário, separou as coxas grossas e desceu as mãos para a própria virilha.
A buceta de Fabíula estava encharcada, quente como labareda, exatamente como Aroldo fantasiara na esquina.
Ela começou a se tocar. Os dedos longos deslizaram pelos lábios carnosos e mios, encontrando o clitóris intumescido. Ela fechou os olhos e soltou um arfar contido. Na sua mente, a imagem de Sandro misturava-se perigosamente com a memória daquela pica gigante e rija que ela segurara horas antes. A fantasia da carne proibida e da transgressão acelerou seu pulso.
Fabíula enfiou dois dedos fundos dentro de si mesma, trabalhando a siririca num ritmo frenético e ritmado. Ela usava a outra mão para abafar a própria boca com a manga da blusa, contendo os gemidos graves que queriam explodir por toda a casa para não acordar o namorado incapacitado no quarto ao lado. O quadril rebolava no ar, buscando o contato rápido e faminto dos dedos.
— Ahn... hummm... — abafava ela contra o tecido.
Após alguns minutos de fricção intensa e desesperada, um orgasmo violento varreu o corpo de Fabíula. As coxas tremeram, a buceta pulsou forte em volta dos seus próprios dedos e uma onda de calor morno inundou sua virilha. Ela encostou a cabeça na parede de azulejos, respirando fundo até o fogo diminuir e a calma retornar ao seu espírito.
Lavou-se, vestiu uma roupa leve e foi cuidar de Sandro, mantendo a fachada de namorada dedicada.
Na manhã seguinte, por volta das sete e meia, Fabíula chegou novamente ao número 142 da Rua da Matriz. Ao tocar a campainha, notou uma demora incomum. Quando a porta finalmente se abriu, o semblante de Seu Aroldo era o retrato da miséria humana: o velho mantinha a boca entreaberta num esgar de dor, a testa suada e o braço direito colado ao corpo, além de permanecer apoiado nas muletas de forma desajeitada.
Fabíula assustou-se imediatamente.
— Meu Deus, Seu Aroldo! O que aconteceu com o senhor?! O senhor está com uma cara péssima!
O português soltou um gemido lamentável, pisando falso com a perna boa.
— Ah, minha filha... Nem te conto! Ontem à noite, quando fui tentar tomar banho naquela cadeira que me deixaste... Ao tentar levantar-me da cadeira para me enxaguar, a dor no joelho foi tão forte que perdi o equilíbrio. Para não cair de cara no chão de azulejo e rachar o crânio, acabei por atirar o corpo para o lado e meti o braço da frente. O impacto foi todo sobre o meu braço e ombro direito... Fiquei estendido no chão uma eternidade até conseguir me arrastar! Agora estou com dores terríveis no braço também...
Tudo, absolutamente tudo, era mais uma mentira descarada e sórdida. O velho não havia caído em lugar nenhum. Passara a noite perfeitamente bem, tomando um bom vinho e arquitetando o próximo passo do seu plano maquiavélico para desfrutar da presença e do corpo de Fabíula.
A moça sentiu uma onda instantânea de culpa esmagar seu peito.
— Meu Deus, Seu Aroldo! A culpa foi minha! Eu não devia ter deixado o senhor sozinho para tomar banho sabendo que o senhor estava debilitado! Me desculpa, por favor!
Aroldo estendeu a mão esquerda, tocando suavemente no antebraço da jovem com um ar paternal manipulador.
— Não, minha filha... Não te culpes. Tu fizeste o teu trabalho e foste para a tua casa. A culpa foi da minha teimosia. Não te preocupes com isso agora. Vai fazer as tuas tarefas e deixa estar que eu me vou arranjando como posso.
Aquela atitude generosa do velho fez com que Fabíula se sentisse ainda mais em dívida com ele. Ela assentiu e foi rapidamente para os afazeres.
Contudo, assistir a Fabíula trabalhar era um suplício de prazer para o português. A jovem vestia no dia de hoje um short jeans justo e uma regata colada. Aquele corpo descomunal, espetacular e rijo rebolava pela casa enquanto ela passava o espanador, varria a varanda e arrumava a cama do idoso. Aroldo suava frio na poltrona. O movimento das nádegas gigantes de Fabíula, balançando livremente sob o jeans curto, fazia a pressão do velho subir e o sangue migrar em massa para a sua entreperna.
Não demorou vinte minutos para que a engrenagem do plano do português entrasse em ação.
— Fabíula... minha filha... — chamou ele, com a voz fraca. — Preciso de ir ao banheiro urinar de novo... Mas com este braço magoado e a perna travada, não sei como vou fazer.
— Já estou indo, Seu Aroldo!
Ela correu para a sala e o amparou, levando-o passo a passo até o banheiro.
Chegando diante do vaso, a cena do dia anterior se repetiu, mas com uma carga de tensão multiplicada. Fabíula, sentindo-se responsável pela suposta queda do homem, posicionou-se atrás dele e desceu a calça de sarja e a cueca.
Assim que a mão de Fabíula deu o primeiro toque na pele do pênis de Aroldo para direcioná-lo, o corpo do velho reagiu instantaneamente. Antes mesmo que a primeira gota de xixi saísse, a pica do português começou a se expandir com uma velocidade assustadora, endurecendo como pedra e apontando rigidamente para o teto do banheiro.
Fabíula sentiu aquele volume monstruoso aquecer e crescer sob a palma de sua mão, espessando-se até atingir a capacidade máxima.
— Minha Nossa Senhora... — murmurou ela involuntariamente.
Aroldo olhou de relance para o teto e soltou um suspiro dramaticamente aflito.
— Minha filha... Vou precisar de mais uma ajuda... Eu não vou conseguir urinar assim... Com a pica apontada para o teto, vou sujar a minha cara e o teto do banheiro todo!
Fabíula, segurando aquele mastro ereto e pulsante que parecia ter vida própria, arregalou os olhos.
— E agora, Seu Aroldo?! O que é que eu faço?!
— Tens que a posicionar para baixo, minha filha... Tens que empurrar a pica para baixo com força para apontar para o vaso!
Sem escolha, impulsionada pelo dever profissional e pelo pânico da situação, Fabíula deu um passo à frente, quase abraçando o português pelas costas. Ela colocou as duas mãos cheias sobre a pica rija de Aroldo. O toque de quatro mãos femininas e macias na haste ereta arrancou soluços e gemidos fundos do peito do velho. Fabíula aplicou força muscular, dobrando a pica para baixo contra a resistência violenta do pênis ereto do idoso.
Sem olhar para a frente, ela perguntou com a voz trêmula:
— Está bom assim, Seu Aroldo?!
— Está... está sim, minha filha... — balbuciou o velho, à beira de um colapso de prazer.
A urina finalmente começou a fluir. Enquanto o jorro caía no vaso, Fabíula sentia nas duas mãos as latejadas fortes, a pulsação do sangue e a quentura absurda daquele pênis colossal. Ela simplesmente não conseguia acreditar que um senhor de 66 anos, supostamente alquebrado e machucado, possuísse uma arma biológica daquela magnitude na entreperna.
— Por favor... podes balançar? — pediu o português, arfando pesado.
Fabíula atendeu prontamente. Com as duas mãos cheias, ela deu duas sacudidas firmes no pênis do velho, enxugando o canal, e foi empurrando o mastro rijo de volta para dentro da cueca com imensa dificuldade física.
Assim que saíram do banheiro e ela o ajudou a sentar-se na borda da cama do quarto de hóspedes, Aroldo olhou para ela com olhos pidões e um semblante sofrido.
— Fabíula... será que tu poderias me dar um banho agora? Para ser mais exacto... agora mesmo?
Fabíula encarou-o, ainda recuperando o fôlego depois de ter segurado aquele mastro com as duas mãos.
— Mas agora, Seu Aroldo? Logo de manhã?
— Sim, minha filha... Ontem não tomei banho direito por causa da queda, fiquei deitado no chão frio e passei a noite toda a suar de dor... Estou a sentir-me imundo, com o corpo pegajoso. Se for mais fácil para ti, não preciso de ir ao banheiro. Podes dar-me um banho de leito aqui mesmo na cama... Passas só um pano molhado pelo meu corpo.
Fabíula olhou para o velho e, lembrando-se da culpabilidade que sentia pela queda da noite anterior, acabou concordando.
— Está bem, Seu Aroldo. O senhor tem razão. Vou preparar as coisas.
Ela foi até a área de serviço, pegou uma bacia com água morna, sabonete neutro e duas toalhas macias. Voltou ao quarto, forrou o colchão com toalhas secas e ajudou Aroldo a se deitar de costas.
Com cuidado, Fabíula começou a desabotoar a camisa do português, expondo o peito grisalho do homem. Em seguida, desceu a calça de sarja. Quando o velho ficou apenas de cueca de algodão, o volume grotesco e protuberante na sua virilha chamava a atenção de forma acentuada; parecia haver um animal escondido sob o tecido.
Fabíula pegou o pano umedecido, passou o sabão e começou a higienizar o corpo do idoso. Passou o pano com delicadeza pelos braços, pelo peito, pelo abdômen e pelas pernas de Aroldo. Em seguida, usou um pano limpo para retirar o sabão.
O ambiente do quarto estava silencioso, quebrado apenas pelo som da água na bacia e pela respiração cada vez mais curta do português.
Até que Aroldo pigarreou e soltou a frase fatal:
— Sabe o que é, Fabíula... Será que não tem como lavar as minhas partes íntimas também? É que fiquei a noite toda com aquela cueca suada e estou a sentir-me muito desconfortável ali embaixo...
Fabíula travou a mão no ar. Um incômodo profundo passou pelo seu estômago, mas a ética de enfermagem e a ideia de que aquilo era apenas um procedimento higiênico de rotina em pacientes acamados prevaleceram.
— Está certo, Seu Aroldo. Vou lavar.
Ela segurou o elástico da cueca de algodão e puxou-a para baixo de uma vez, descobrindo totalmente a nudez do velho.
O que se apresentou diante de seus olhos fez com que Fabíula arregalasse as pupilas em absoluto choque, embora tenha tido o autocontrole de desviar o rosto rapidamente para que Aroldo não percebesse sua reação. Além daquele pênis colossal e grosso, o português possuía um par de testículos extraordinariamente grandes, pesados e maduros, pendendo entre as coxas com um volume impressionante. Era um aparelho reprodutor digno de um touro reprodutor, completamente incongruente com a figura do velhinho de muletas.
Engolindo a saliva em seco, Fabíula pegou o pano ensaboado e aproximou a mão da carne do português.
No exato milissegundo em que o tecido úmido e os dedos de Fabíula tocaram a base da pica do velho, o pênis de Aroldo reagiu como uma mola de aço. Em questão de dois segundos, o mastro ergueu-se em toda a sua plenitude, atingindo uma rigidez sobre-humana, totalmente ereto, virado para o teto, pulsar de veias saltadas e a cabeça arroxeada tinindo de calor.
Mesmo perplexa, paralisada diante daquela visão monumental, Fabíula tentou manter o profissionalismo. Ela continuou passando o pano ensaboado pela haste dura, tentando mover a pica de um lado para o outro para limpar a pele por baixo do membro.
Enquanto a mão da deusa de ébano deslizava para cima e para baixo no seu pênis ereto, segurando a carne rija para higienizá-la, Seu Aroldo entrou em colapso sensorial. O velho contorcia-se sobre o colchão, fincando as unhas nos lençóis, soltando soluços graves e arfares descontrolados.
Fabíula, por um instante, parou o movimento e encarou a pica dura fixamente, num transe hipnótico, testando a si mesma para ver se aquilo era mesmo de verdade ou um delírio do seu próprio tesão reprimido.
A fricção do pano umedecido combinada ao toque da mão de Fabíula foi o estopim definitivo para o português.
De repente, a cabeça arroxeada do pênis de Aroldo começou a expelir um fluido espesso e transparente. Antes que Fabíula pudesse reagir ou afastar a mão, o corpo do velho deu um espasmo violento. Um jacto farto, quente e abundante de sêmen disparou da ponta da pica, atingindo em cheio a mão aberta de Fabíula e sujando toda a barriga e o umbigo do português.
Foram dois, três, quatro jactos contínuos de um leite grosso e quente que parecia não ter fim, escorrendo pelos dedos da jovem e melando a pele do idoso.
Aroldo deitou a cabeça no travesseiro, completamente exausto, o peito subindo e descendo freneticamente, enquanto o pênis lentamente começava a perder a rigidez extrema.
— Ah... Meu Deus... Perdoa-me, minha filha! Perdoa-me! — começou a balbuciar o velho, num tom de desespero fingido, cobrindo o rosto com as mãos.
— Desculpa-me, por favor! Eu não consegui me controlar... Foi sem querer, juro por Deus! Há tanto tempo que ninguém me tocava ali... Desculpa-me, Fabíula!
Fabíula encarou a própria mão suja por aquela quantidade absurda de esperma quente. O cheiro forte e característico do leite masculino preencheu o quarto. A quantidade era impressionante para um homem daquela idade.
Ela respirou fundo, recuperando a voz e limpando a mente.
— Calma, Seu Aroldo... Está tudo bem. Não precisa pedir desculpas. O senhor está há muito tempo sem acompanhante e o estresse da queda deve ter alterado seus nervos. São reações fisiológicas do corpo humano, acontece em atendimentos de enfermagem.
Com uma calma cirúrgica que mascarava a tempestade de sensações que fervia no seu ventre, Fabíula pegou uma toalha limpa e começou a remover todo o sêmen da barriga e do pênis do português. Limpou cada gota com cuidado profissional, vestiu-lhe uma cueca limpa e uma calça seca.
Em seguida, foi até o banheiro, lavou as mãos e o antebraço com sabonete bactericida de três a quatro vezes, esfregando a pele até ficar vermelha.
Voltou ao quarto, ajudou Aroldo a se sentar na sala e serviu o almoço do idoso.
Enquanto o português mastigava pequenos pedaços de frango grelhado, acompanhado por um copo de suco, ele olhava para Fabíula de canto de olho, apreciando a compostura da mulher.
De repente, Aroldo pousou o copo na mesa, limpou a boca com o guardanapo e fez uma pergunta que cortou o ar como uma lâmina:
— Fabíula... minha filha... Estava aqui a pensar na minha situação e na minha limitação... Será que amanhã tu conseguirias dormir aqui em casa para me acompanhar durante a noite?
— Dormir?! — respondeu Fabíula de pronto, quase se engasgando com a própria saliva, os olhos arregalados encarando o velho com uma mistura de susto e fascínio absoluto.
A luz amarelada do candeeiro da sala projetava sombras compridas e sinuosas sobre os azulejos da parede. O silêncio que se seguiu à pergunta de Seu Aroldo foi tão denso que o tique-taque do relógio de parede parecia o bater de um martelo sobre madeira seca. Fabíula sentiu a garganta secar instantaneamente. A imagem do esperma quente e espesso ainda estava fresca na memória de suas mãos, e o pedido para passar a noite sob o mesmo teto soar como um limiar perigoso.
— Sim, minha filha... — insistiu o português, ajustando a postura na cadeira com uma expressão recortada por um cansaço milimetricamente calculado.
— Não te preocupes com nada, que eu pago-te até um valor extra pelo pernoite. É um trabalho extraordinário. Como tive esta queda infeliz ontem e o braço está dolorido, fiquei ainda mais limitado. Não consigo sequer levantar da cama para ir buscar um copo d’água na cozinha sem o risco de cair de novo. É só por uns dois dias, até ver se fico melhor e consigo me firmar sobre os pés.
Fabíula cruzou os braços sobre o peito, os dedos apertando o tecido do jaleco. A mente trabalhava em ritmo acelerado, pesando as variáveis.
— Não sei, Seu Aroldo... — respondeu ela, hesitando, a voz descendo um tom.
— Eu preciso conversar com o meu namorado primeiro. O Sandro também está em casa precisando de cuidados, pois acabou de sofrer uma lesão grave no futebol. Ele está de muletas, sem poder andar direito... Preciso ver como ele fica antes de tomar qualquer decisão.
Aroldo assentiu com uma serenidade paciente, balançando a cabeça devagar.
— Claro, minha filha. Compreendo perfeitamente. Conversa com o teu rapaz. Se ele concordar, o velho aqui fica mais descansado.
Fabíula despediu-se, recolheu seus pertences e cruzou a porta da frente. A caminhada de volta para a sua casa foi um exercício de ruminação mental. As palavras do português, o peso do dinheiro extra e, acima de tudo, a lembrança involuntária da anatomia brutal do idoso rivalizavam com a imagem de Sandro, deitado no sofá com a virilha enfaixada.
Ao chegar em casa, encontrou Sandro assistindo a uma reprise de futebol na televisão, com a perna apoiada sobre três almofadas. Fabíula sentou-se na ponta do sofá, massageou levemente o pé do namorado e expôs a situação, ocultando, por óbvio, os detalhes anatômicos e os incidentes do banheiro.
— Amor, o velhinho lá da esquina, o Seu Aroldo... ele caiu de novo ontem à noite. Está com a perna imobilizada e agora machucou o braço. Ele me pediu para dormir lá hoje e amanhã para dar suporte, e disse que vai pagar uma diária dobrada, um extra muito bom.
Sandro virou o rosto para ela, demonstrando um apoio imediato e despreocupado, típico de sua índole prática.
— Pô, preta, cai para dentro! Dinheiro extra em cima da hora assim é benção. Não se preocupa comigo, não. Eu fico bem por duas noites. Tu deixa a comida pronta no prato que eu só coloco no micro-ondas. As muletas estão aqui do lado, vou ao banheiro devagarinho. Aproveita essa grana porque a gente tá precisando de verdade.
A aprovação imediata do namorado removeu a última barreira racional. Fabíula foi até o quarto, separou uma muda de roupa leve, artigos de higiene pessoal, camisola, um short de algodão fino para dormir e organizou tudo numa mochila pequena. Naquela noite, o sono foi agitado; o fogo que a consumia pela falta de sexo continuava a crepitar baixinho sob a pele.
Na manhã seguinte, após preparar o café e deixar tudo esquematizado para Sandro, Fabíula deu-lhe um beijo carinhoso na testa.
— Qualquer coisa, amor, me liga na hora que eu venho correndo, tá? É só dar o toque.
Ao cruzar a porta do número 142 da Rua da Matriz, a visão da mochila nas costas de Fabíula fez o rosto de Seu Aroldo se iluminar. O português estava encostado na mesa de jantar, e um sorriso satisfeito desenhou-se sob seu bigode grisalho.
— Oi, Seu Aroldo. Conversei com o Sandro e ele aceitou que eu dormisse aqui para ajudar o senhor. Mas deixei combinado: caso ele me ligue precisando de alguma emergência, vou de imediato lá ver como ele está.
— Tudo bem, minha filha! Perfeitamente justo — respondeu o velho, a voz aveludada pela vitória tática.
— Que bom que aceitaste ajudar este velho aqui. Não sabes o alívio que me dás ao coração.
O dia começou na cadência habitual, mas a fronteira entre o pudor e a necessidade técnica havia sofrido uma alteração irreversível. Por volta das dez horas da manhã, Aroldo deu o sinal de que precisava ir ao banheiro. Acompanhado por Fabíula até o sanitário, o português parou diante do vaso e, antes que a jovem se posicionasse rigidamente atrás dele como das outras vezes, ele virou o rosto e falou com tom calmo e instrutivo:
— Minha filha... não precisas ficar escabriada ou envergonhada. Tu já me viste nu ao dar-me o banho ontem, lembras-te? É o teu trabalho. Podes conduzir o meu pênis olhando diretamente... Talvez seja muito mais fácil, mais seguro e mais rápido para nós dois do que ficares a tatear às cegas.
O silêncio de Fabíula funcionou como uma concordância. A razoabilidade prática do argumento anulou sua reserva. Ela deu um passo à frente, posicionou-se lateralmente e desceu com mãos firmes o calção de sarja e a cueca de algodão do idoso.
Ao liberar o tecido, o pênis de Aroldo, que já apresentava uma semifinalidade de volume, projetou-se para fora. A carne, dotada de uma reação neurovascular impressionante, começou a se expandir ao mero contato do ar frio do banheiro. Fabíula segurou a haste espessa com os dedos, ajustando a mira diretamente para o centro da louça sanitária.
Aroldo inclinou a cabeça para trás e soltou um suspiro profundo, sem disfarçar o alívio físico:
— Ahhhhhhh...
A urina fluiu de forma contínua. Ao término, Fabíula aplicou duas sacudidas firmes e precisas no membro para drenar o canal, manuseando a pica já rija para reacomodá-la no interior da vestimenta, fechando o zíper sem vacilar.
— Viste como foi muito mais fácil e rápido assim, minha filha? — comentou o velho, ajeitando o cós da calça.
— É verdade, Seu Aroldo. Fica mais prático — respondeu ela, mantendo a voz profissional enquanto guardava o pênis do idoso.
Ao meio-dia, o almoço foi servido na mesa de jantar. Enquanto compartilhavam a refeição, uma conversa longa e despretensiosa estabeleceu-se entre ambos. Fabíula, curiosa com a solidão do patrão, fez perguntas sobre o seu passado, e Aroldo retribuiu o interesse. A jovem relatou detalhes de sua trajetória: a demissão inesperada do hospital, a paixão pelo trabalho de enfermagem, a rotina ao lado de Sandro e as dificuldades financeiras.
Aroldo ouvia com atenção profunda, intercalando seus comentários com reflexões sobre a sua própria velhice:
— Sabes, Fabíula... Viver sozinho, sem uma companhia, sem ninguém ao lado para dividir o silêncio da casa quando a noite cai... é uma das coisas mais tristes que existem. O dinheiro compra o conforto, mas não compra o calor humano.
As palavras do português, carregadas de uma melancolia genuína, tocaram o espírito sensitivo de Fabíula. Ela enxergou ali não apenas o paciente exigente, mas um homem vulnerável confrontando a finitude da vida.
Após a refeição e o longo diálogo, Fabíula recolheu os pratos, lavou a louça e higienizou toda a bancada da cozinha. Assim que ela concluiu a limpeza, Aroldo solicitou o banho da tarde. Contudo, impôs uma alteração no protocolo:
— Minha filha, hoje não quero o banho na cama. Ontem deu muito trabalho, sujamos os lençóis e não me senti lavado de verdade. Quero tomar banho no chuveiro mesmo. A cadeira de plástico já está lá, eu consigo me sentar.
Fabíula assentiu e o auxiliou na caminhada até o banheiro principal. O box de acrílico já abrigava a cadeira plástica reforçada. Aroldo sentou-se, e a enfermeira, com movimentos ágeis e cuidadosos, removeu as muletas, as faixas elásticas do joelho e do tornozelo, e em seguida desabotoou as roupas do velho, retirando a calça e a cueca.
Aroldo ficou completamente nu diante dela. A pica monumental, mesmo em estado de repouso, pendia pesada entre as coxas, escoltada por testículos grandes e densos.
Fabíula ligou o chuveiro, ajustando a temperatura para um morno agradável. Pegou a esponja, ensaboou o tórax, os ombros e os braços de Aroldo, enxaguando a parte superior do corpo sob a ducha. Em seguida, pegou as muletas e posicionou-as ao lado da cadeira.
— Seu Aroldo, apoie-se aqui e levante-se um pouco para eu conseguir lavar a parte de baixo com segurança.
O português firmou as mãos nos apoios de alumínio e ergueu o quadril. Fabíula ajoelhou-se sobre o piso úmido do banheiro. Com a esponja ensaboada, começou a higienização pela cintura, desceu pelas virilhas e envolveu a pica de Aroldo. O velho soltou um gemido audível sob o barulho da água caindo, enquanto a jovem deslizava a espuma pela haste e pela cabeça do membro. A fricção contínua fez com que o pênis do idoso ganhasse volume rapidamente, atingindo um estado de meia-bomba, rijo e pulsante.
Fabíula, focada em concluir o trabalho técnico, foi descendo a esponja pelas coxas, joelhos, canelas e pés. Concentrada na limpeza dos tornozelos, mantinha a cabeça abaixada, sem olhar para a região pélvica do homem.
O que ela não percebera, contudo, foi que a proximidade da água morna e o toque de suas mãos haviam provocado uma ereção total e extraordinária em Aroldo. A pica do português projetava-se para a frente como uma barra de ferro esticada, totalmente rígida, a cabeça arroxeada tinindo de calor a poucos centímetros do topo da cabeça da jovem.
Ao terminar a lavagem da perna direita, Fabíula virou o rosto de forma rápida para mudar de lado e alcançar a perna esquerda. Seus lábios estavam ligeiramente entreabertos devido ao esforço e ao calor do vapor do banheiro.
O movimento involuntário fez com que a face de Fabíula cruzasse exatamente a trajetória do pênis ereto de Aroldo.
A cabeça da pica do português passou deslizando sobre os lábios carnosos da moça, e, pela abertura de sua boca, a pele quente e ensaboada da glande roçou diretamente na ponta de sua língua.
O contato direto e inesperado da mucosa lingual no pênis duro arrancou de Aroldo um gemido visceral, alto e explícito, que ecoou pelas paredes do box:
— AHHHHH, MEU DEUS!...
Fabíula recuou o tronco num baque seco, virando os olhos arregalados para cima, o rosto queimando numa onda instantânea de vergonha e choque.
— Meu Deus, Seu Aroldo! — exclamou ela, cobrindo a boca com a costa da mão, sem saber onde esconder a cara diante da situação absurda.
— Foi sem querer! Me desculpe, pelo amor de Deus, eu estava distraída!
Aroldo, segurando-se nas muletas com a pica dura apontando para o peito da moça, respirou fundo e tentou suavizar o evento com um tom compreensivo:
— Foi um acidente, minha filha... Tudo bem, não te preocupes. Foi sem querer.
Ajoelhada no chão molhado, Fabíula tentou reaver a compostura, mas o constrangimento paralisava seus movimentos. A poucos centímetros do seu nariz, o pênis de Aroldo exibia o ápice de sua vascularização: veias grossas e saltadas desenhavam a haste esticada, e o aroma característico do sabonete neutro misturado ao calor da pele do velho subia diretamente para suas narinas. Ela dava olhares furtivos e involuntários para aquela estrutura maciça diante de seu rosto, engolindo em seco antes de terminar rapidamente a enxaguidade das pernas do idoso.
Aroldo, por sua vez, ostentava no olhar um brilho de triunfo incontestável.
A noite caiu sobre o bairro. Fabíula aproveitou um intervalo na rotina para tomar seu banho no banheiro de hóspedes. Trocou de roupa e vestiu o traje que trouxera na mochila: uma regata simples e um short de seda cinza, de tecido extremamente fino e maleável.
O caimento do short era uma provocação anatômica involuntária. A peça amoldava-se de tal forma às suas curvas que a bunda colossal de Fabíula ficava desenhada com precisão cirúrgica. A cada passo que a jovem dava pela casa, a costura central do tecido fino acomodava-se na fenda de suas nádegas, acentuando a divisão do seu traseiro.
((Imagem em anexo foto 3))
Após prepararem e tomarem um café leve, Fabíula dirigiu-se à pia da cozinha para lavar as xícaras e organizar a bancada antes de se recolher.
Aroldo, posicionado na sala, mantinha os olhos fixos na retaguarda da jovem. A imagem daquele traseiro fenomenal movendo-se ritmadamente diante da pia, com o tecido do short entrando no sulco das nádegas, fez a sanidade do velho evaporar. Ele pegou as muletas e começou a caminhar lentamente até a cozinha.
Fingindo que buscava água, o português posicionou-se exatamente atrás de Fabíula. A visão aproximada da fenda perfeita formada pelas nádegas da moça sob o pano fino foi demais para o seu autocontrole. Aroldo inclinou o corpo ligeiramente para a frente e aproximou o quadril, encostando a frente de sua calça no traseiro da cuidadora.
Fabíula sentiu a pressão do volume na sua retaguarda e virou-se bruscamente.
Aroldo recuou meio passo, disfarçando com uma expressão neutra:
— Ah, desculpa, minha filha... Só estava a passar.
Ela preferiu não prolongar o incidente, julgando que a proximidade física no espaço estreito da cozinha pudesse ter sido um esbarrão.
Contudo, na volta da bancada, Aroldo repetiu a manobra com intenção deliberada. Ele parou diretamente atrás dela e, simulando esticar o braço para alcançar um copo no escorredor, pressionou a virilha com força contra a fenda das nádegas de Fabíula. O pênis do português, absolutamente rígido sob a calça de sarja, alojou-se com precisão no meio do rego da moça.
Fabíula travou as mãos dentro da pia ensaboada. Ela sentiu o contorno denso e a rigidez do mastro de Aroldo encaixado perfeitamente entre suas bandas por cerca de um minuto inteiro. A sensação provocou uma onda de eletricidade e confusão mental em seu corpo; o jejum sexual forçado pela lesão de Sandro fazia com que sua natureza vulcânica reagisse àquela invasão física com um arrepio involuntário de tesão.
— O que foi, Seu Aroldo?! — perguntou ela, virando o rosto, a voz alterada pelo susto e pela respiração acelerada.
— Eu só quero um copo d’água, minha filha... — respondeu o velho, mantendo a postura serena enquanto a pica continuava colada no short dela.
— Dá licença, Seu Aroldo — pediu ela, esquivando-se para o lado.
O português afastou-se devagar, encheu o copo e bebeu a água calmamente. Fabíula terminou a louça com as mãos trêmulas, despediu-se e ajudou Aroldo a se deitar. A pedido do velho, que alegava calor excessivo, ela o deixou acomodado na cama apenas de cueca de algodão, dirigindo-se em seguida para o quarto de hóspedes ao lado.
Por volta das três horas da manhã, um barulho seco de algo caindo no piso de taco, seguido por gemidos abafados vindo do quarto de Aroldo, despertou Fabíula em sobressalto.
Ela saltou da cama, acendeu a luz do corredor e abriu a porta do quarto do idoso.
Lá estava Seu Aroldo, estendido no chão ao lado da cama, completamente nu. A cueca fora descartada a poucos centímetros de distância.
— O que aconteceu, Seu Aroldo?! — exclamou ela, correndo em sua direção.
Fabíula ajoelhou-se, segurou os braços do velho e passou-os ao redor de seu próprio pescoço para alavancar o peso do corpo dele. Durante o esforço físico do levantamento, o pênis de Aroldo começou a se erguer e endurecer rapidamente, colando-se contra a barriga da moça.
Aproveitando o contato do resgate, o português desceu a mão direita do ombro de Fabíula e espalmou-a diretamente sobre a bunda da moça, coberta apenas pelo short de seda fino.
Foi nesse instante que Aroldo descobriu o detalhe que o levou à loucura: Fabíula estava sem calcinha.
Ao acariciar a curvatura das nádegas, o tecido fino e maleável do short oferecia a sensação tátil exata de estar tocando a pele nua da mulher. Aroldo enlouqueceu. Ele apertou a carne macia e firme com a palma da mão, inserindo os dedos na fenda do short enquanto o seu pênis atingia o limite máximo de eretilidade contra o abdômen dela.
Fabíula arregalou os olhos. Conduzindo o velho até a borda do colchão, ela sentiu a mão audaciosa do português apertando e moldando sua bunda sem nenhum pudor.
— O que é isso, Seu Aroldo?! — disse ela, ao conseguir sentá-lo na cama e dar dois passos para trás, a respiração afobada.
Aroldo abaixou a cabeça, adotando instantaneamente uma fisionomia de profunda tristeza e vergonha ensaiada.
— O que houve? Eu preciso saber por que o senhor estava apertando a minha bunda desse jeito! — insistiu a jovem, com as mãos na cintura, encarando o homem nu.
O velho suspirou, manteve os olhos fixos no chão e começou a falar com uma voz pausada e soturna:
— Sabes o que é, minha filha... Este velho já não sabe o que é namorar ou ter o carinho de uma mulher há muitos anos... Eu estava a tentar masturbar-me na cama... Espero que não entendas isso mal, mas sou homem e ainda tenho as minhas necessidades físicas. No meio do movimento, perdi o equilíbrio e caí da cama.
— Sim, Seu Aroldo, mas por que o senhor agarrou e apertou a minha bunda enquanto eu te ajudava a levantar?
— Foi no calor do momento, minha filha... Perdoa-me, por amor de Deus! Eu acabei por sentir a tua bunda quando me ajudaste a erguer, vi que era tão macia... e não resisti. Foi um impulso de um homem desesperado e solitário. Perdoa este velho indecente...
Fabíula permaneceu em silêncio por alguns instantes, o peito subindo e descendo. A mistura entre a justificativa lamentável do idoso, a visão daquela pica enorme ereta na borda da cama e o choque térmico do toque na sua bunda sem calcinha paralisaram sua capacidade de repreensão severa.
— Tudo bem, Seu Aroldo... — disse ela finalmente, com a voz firme, mas contida.
— Eu desculpo o senhor desta vez. Mas espero do fundo do coração que isso não se repita.
— Certo, minha filha... Não se repetirá, prometo-te — murmurou o português, cobrindo-se com o lençol.
Fabíula virou-se, apagou a luz do quarto e retornou ao seu aposento, deitando-se na cama com o coração batendo no ritmo de um tambor e o ventre queimando em chamas.
A escuridão do quarto de hóspedes parecia viva, densa, pesada de perguntas que recusavam qualquer resposta simples. Deitada sobre o colchão fino, o rosto voltado para a parede de azulejos antigos, Fabíula não conseguia pregar os olhos. O silêncio da madrugada carioca era quebrado apenas pelo chiado distante do tráfego na avenida principal e pelo estalo habitual das vigas de madeira do teto, mas na mente da jovem o ruído era avassalador.
Ela repassava cada fração de segundo dos últimos dias. As investidas de Seu Aroldo — os toques supostamente acidentais, a queda conveniente, as encoxadas na pia, as mãos que haviam se demorado sobre o seu quadril quando ela o erguera do chão — orbitavam em sua cabeça. Eram atitudes puramente inocentes de um idoso claudicante e solitário, fragilizado pela dor, ou faziam parte de uma teia perversa, tecida friamente por um homem que sabia exatamente o que estava fazendo?
Porém, a dúvida mais perturbadora não se referia ao velho, mas a si mesma.
A memória tátil daquela manhã no banheiro recusava-se a apagar. O momento exato em que o seu rosto virara no ar e a cabeça do pênis ereto de Aroldo cruzara seus lábios entreabertos, roçando o topo de sua língua com a pele úmida, quente e ensaboada. Fabíula engolia em seco e, para seu próprio espanto e vergonha, parecia ainda sentir a textura, o calor e até mesmo o aroma suave do sabonete neutro impregnado na carne do português. A lembrança do formato daquela glande arroxeada e das veias saltadas que desenhavam o mastro monstruoso do velho fazia o seu baixo-ventre contrair involuntariamente.
Ela estava subindo pelas paredes. A seca forçada pela lesão muscular de Sandro, somada à sua natureza naturalmente vulcânica e performática, havia transformado o seu corpo num barril de pólvora. A proximidade diária com aquele pênis colossal — uma ferramenta biológica inacreditável para um senhor de 66 anos — agia como um catalisador invisível, corroendo lentamente as barreiras de sua disciplina profissional.
Fabíula está no limite absoluto. Entre a culpa, o corpo em brasa e a lembrança inconfessável daquela carne colossal roçando em sua pele, a linha que separa a ética da rendição total tornou-se fina demais para resistir. O que começou como uma simples prestação de serviços está prestes a se transformar em uma explosão de pura luxúria dentro daquela casa isolada.
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Continua...
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