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A cidade dos machos II

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Pedrorick12

Esse conto é fictício e é como eu queria que fosse o mundo, segunda parte

# A CIDADE DOS MACHOS — PARTE II

O campo de terra batida ficava no fim da cidade, atrás do depósito de areia. Todo dia, no fim da tarde, uns moleques de quinze, dezesseis, dezessete anos iam pra lá jogar bola. Camisa tirada, pele morena de sol, perna fina de quem ainda tá crescendo, mas o pau já grandão, já peludo, já cheio de vontade. Jogavam bola. Mas jogavam bola do jeito que aquela cidade jogava: fodendo no meio do jogo.

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**O TIME DO CAMPO**

Eram uns oito. Todos pentelhudos já, uns com o cabelo do peito começando a nascer ralo, outros já com a virilha toda tomada de pelo escuro e grosso. O cheiro subia deles em ondas quando corriam — cheiro de suor adolescente, de sovaco de moleque, de rola que não lavou de manhã. E naquele campo não tinha regra nenhuma. Gol era gol. E quando alguém perdia bola, pagava com o corpo.

O Beto, dezessete, era o mais alto. Perna comprida, bunda dura de correr, rola descomunal balançando dentro do short fino. Ele era o dono do campo. Mandava em tudo.

— Perdeu, Juninho. Encosta na trave — falava, e o Juninho, dezesseis, obedecia.

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**A PRIMEIRA FODA — NA TRAVE**

O Juninho encostou o peito na trave de madeira, empinou a bunda, abaixou o short. Short sem cueca. A bunda branca, redonda, com o pelo ralo descendo entre as pernas e subindo pelas coxas. O Beto cuspiu na mão, passou na cabeça do pau. O pau do Beto era grosso, comprido, a cabeça rosada saindo de dentro de um capuz de pele já meio puxada, com aquele sebo branco na base da glande.

Ele não teve paciência. Encostou e empurrou de uma vez.

O Juninho gritou fininho, agarrou a trave, e o Beto começou a meter naquele ritmo de moleque que ainda não sabe economizar. Era rápido, era forte, era seco. A trave batia no muro, toc-toc-toc. O Juninho gemia de boca aberta, a testa suando na madeira. O suor descia pelas costas dele em fios, e o Beto segurava na cintura fina dele e puxava pra dentro.

— Aí, tô gozando — avisou o Beto, e jorrou dentro, sem sair, sem tirar, deixando o Juninho com a bunda cheia e quente.

O Juninho levantou, se sacudiu, e já pegou a bola de novo. Não limpou. A porra escorria pela parte de dentro da coxa dele e ele deixava.

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**A SEGUNDA FODA — NO MEIO DO CAMPO, NA FRENTE DE TODOS**

O Léo, quinze, o mais novinho, o mais peludo de todos por incrível que pareça, perdeu um gol fácil. Aí o combinado era outro: no meio do campo, na frente de todo mundo.

Os outros formaram um círculo em volta. O Léo deitou na terra batida, no chão quente ainda do sol, e abriu as pernas. O pelo da virilha dele era uma mata preta e enrolada, o pau duro apontado pra cima, com o saco subindo e descendo de tanto nervoso.

Dois foram nele ao mesmo tempo. Um na frente, um atrás.

O que ficou na frente se ajoelhou e engoliu o pau dele de uma vez, chupando com a boca cheia, babando, fazendo barulho de chupada molhada que os outros ouviam e riam. O outro se posicionou por trás, ergueu as pernas do Léo pelo tornozelo, e empurrou na bunda dele que ainda era apertada, virgem de tanto uso, mas ainda apertada.

O Léo gemia com a boca cheia de pau e a bunda cheia de pau ao mesmo tempo. Os dois meteram em ritmos diferentes, um contra o outro, e o corpo do moleque ia pra frente e pra trás, balançando na terra, o saco batendo, a barriga colando no chão. A terra grudou nas costas suadas dele, virou lama nas costas, virou lama na bunda.

O de trás gozou primeiro, tirou e jorrou em cima da bunda do Léo, naquela pele morena. O da frente chupou mais um pouco, depois levantou a cabeça e gozou na cara do Léo, no rosto do moleque, no olho, no cabelo. O Léo ficou deitado, rindo, lambendo o que escorreu até a boca.

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**A TERCEIRA FODA — DOIS CONTRA UM NO BANCO**

Terminou o jogo e a sede bateu. Foram todos pra beira do córrego. E ali o Pedrão, dezessete, mais parrudo, mais cabeludo no peito, pegou o Caio, dezesseis, magrinho, de pelo dourado e pele clara.

— Senta aqui — disse, batendo na pedra.

O Caio sentou na pedra, de costas. O Pedrão chegou por trás e enfiou. O Caio se apoiou na pedra com as duas mãos e abriu, e o Pedrão meteu devagar no começo, depois foi acelerando. A água do córrego corria fria nos tornozelos deles. Os outros assistiam, alguns já batendo punheta.

Aí o Pedrão tirou a mão da cintura do Caio, fez sinal pro outro, e o outro veio. Se ajoelhou na frente do Caio e começou a chupar o pau dele enquanto o Pedrão metia atrás. O Caio ficou preso entre os dois, o corpo inteiro tremendo, a boca aberta sem sair som.

— Goza na boca dele — mandou o Pedrão.

E o Caio gozou. E o Pedrão gozou depois. E ficaram os três ali, suados, ofegantes, o cheiro de porra e de suor de moleque subindo do córrego pro ar da tarde.

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**A ÚLTIMA — DE VOLTA, NA PRAÇA, COM OS HOMENS**

Voltaram pra cidade ainda sujos, terra na pele, porra secando na barriga e na bunda. Chegaram na praça central. E ali os homens já esperavam por eles.

Os pedreiros. Os mendigos. Os maconheiros.

A molecada se misturou. O Beto foi pro colo de um mendigo velho que já estava de pau duro esperando, e sentou nele ali no banco, de frente, abraçado no pescoço do velho, rebolando devagar. O velho com as mãos pretas agarrava a bunda do moleque e gemia.

O Juninho foi chupar um pedreiro atrás do poste, de joelhos na calçada, a boca subindo e descendo no pau encardido de cal.

E o Léo, o novinho peludo, deitou na grama e deixou dois maconheiros fumando revezarem na bunda dele até o baseado acabar.

A cidade ficou assim até tarde. Moleque e homem, mendigo e pedreiro, noiado e trabalhador, tudo junto, tudo peludo, tudo suado, tudo fedendo a rola e a mijo e a mato e a porra. E ninguém lavava nada, porque amanhã tinha jogo de novo, e amanhã tudo começava outra vez.

Meu tlgd pedrorick12

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