Sob o Domínio do Meu Irmão Mais Velho
Dividir o quarto com meu novo irmão era um pesadelo. Mas entre tapas e segredos, descobri que o ódio e o prazer moram sob o mesmo teto. Você aguentaria?
A escola, para mim, nunca foi apenas um lugar de livros e cadernos; era um campo de batalha onde eu tentava esconder quem eu era. O bullying era constante, uma trilha sonora de piadinhas que me perseguiam pelos corredores. O motivo? Eles diziam que eu era "meio afeminado". Naquela época, eu negava com todas as minhas forças, criava escudos e mentia para mim mesmo, mas parecia que meus colegas tinham um radar. Eles pareciam saber do meu segredo muito antes de eu sequer ter coragem de admiti-lo para o espelho.
Entre todos os que me perturbavam, havia um que se destacava: o Breno. Ele era quatro anos mais velho que eu, de outra turma, e parecia ter um prazer especial em me transformar em seu alvo favorito. Breno tinha o dom de inventar apelidos que grudavam como chiclete. O último, e talvez o que mais me deixava com o rosto queimando de vergonha, era “Zé bundinha”. Ele gritava isso na frente de todo mundo, rindo da minha cara, justificando que eu tinha uma "bundinha grandinha e empinada demais para um menino", "parece uma moça de costas". Aquilo me feria, junto com os insultos de "baitola" e "viadinho" que ele disparava sem qualquer piedade.
Eu dizia a mim mesmo que o odiava com todas as minhas forças. E odiava o jeito que ele me humilhava. Mas, no fundo de um armário trancado dentro de mim, esse ódio se chocava com algo que me deixava tonto: um tesão incontrolável. Breno foi o primeiro menino que me fez sentir aquele frio na barriga e o corpo esquentar de um jeito diferente.
Ele era o típico hétero que parecia esculpido para atrair olhares. Alto, com olhos castanhos que pareciam ler meus pensamentos mais sujos, ele já ostentava um corpo de macho que me tirava do sério. Cada músculo que aparecia sob a camiseta do uniforme parecia um convite e uma tortura. Ele tinha um sorriso safado, de quem sabia o poder que tinha, e uma autoestima tão alta que chegava a ser irritante.
Para completar a minha perdição, Breno tinha fama de "comedor" na escola, e os boatos sobre seus dotes físicos corriam os corredores. Diziam que ele era "pirocudo", e eu, por mais que tentasse desviar o olhar, acabava sempre checando. O volume na bermuda do uniforme não deixava mentir; os rumores eram confirmados a cada passo que ele dava na minha direção para me zoar. Eu ficava ali, parado, entre a raiva de ser humilhado e o desejo de tocar o que me provocava, perdido no labirinto de uma descoberta que ele já tinha feito por mim.
Ele tinha uma tática de intimidação que acabava se transformando em um jogo perigoso para os meus sentidos. Sempre que o Breno queria mostrar quem mandava, ele vinha para cima com tudo, “peitando” e colando o corpo dele no meu. Como ele era mais alto, o peito dele ficava exatamente na altura do meu rosto, criando uma barreira de carne e músculo que me cercava por completo. O objetivo dele era claro: ele queria me esmagar com a sua masculinidade, me fazer sentir pequeno e deixar óbvio que eu devia respeito e submissão a ele. Ele usava o tamanho dele para tentar me dar medo, uma ameaça muda para que eu ficasse quieto e nunca ousasse levar as humilhações para a diretoria.
Mas o que ele não imaginava era que, enquanto ele tentava me apavorar, meu coração disparava por um motivo totalmente diferente. Aquilo não me dava medo nenhum; o que eu sentia era um tesão avassalador. Por alguns segundos que pareciam horas, eu ficava ali, mergulhado no calor que emanava do corpo dele, sentindo o cheiro de homem — uma mistura de suor, perfume barato e testosterona — que invadia meu nariz e me deixava tonto. Estar tão perto do meu carrasco, sentir a pressão do peito dele contra mim, era ao mesmo tempo um castigo e o ápice do meu desejo.
Nesses momentos, eu entrava em uma luta interna desesperada. Eu precisava fechar os olhos da mente e tentar pensar em qualquer outra coisa que não fosse ele, o cheiro dele ou a força que ele demonstrava. Eu sabia que estava no limite; se eu me perdesse naquelas sensações por um segundo a mais, meu corpo me trairia e eu ficaria de pau duro ali mesmo, na frente dele e de quem mais estivesse olhando.
Eu não podia, de jeito nenhum, dar a ele esse gostinho. Se ele percebesse o efeito que tinha sobre mim, o seu ego, que já era gigante, ia inflar até não caber mais na escola. Além disso, ver que o “viadinho” que ele zoava estava excitado com a sua agressividade daria a ele a munição definitiva, o motivo perfeito para me destruir com uma zoação eterna. Então eu ficava ali, firme, com a cara fechada e o corpo tenso, fingindo uma resistência que, por dentro, estava derretendo de puro desejo.
Até que uma mudança repentina na minha rotina caiu como uma bomba. Eu já tinha problemas demais tentando sobreviver à escola e entender meus próprios desejos para agora ter que lidar com uma invasão dentro da minha própria casa. Quando minha mãe veio com aquela conversa, toda sorridente, dizendo que tinha começado a namorar um cara e que finalmente eu teria um padrasto, eu senti um aperto no peito. O pior não era nem o homem, mas o "pacote completo" que vinha com ele.
— Você vai ganhar um irmão mais velho, filho! — ela disse, com os olhos brilhando, como se estivesse me dando o melhor presente do mundo.
— E quem disse que eu queria um? — respondi na lata, sem esconder o desânimo.
Ela apenas riu, achando que era drama de adolescente ou ciúme bobo. Mas eu não estava brincando. Quando ela avisou que os dois iam se mudar para lá no mês seguinte, o ódio tomou conta de mim. A nossa casa era o meu único refúgio, o lugar onde eu não precisava me esconder de apelidos ou de olhares maldosos. Estava ótimo sendo só eu e ela; agora, meu espaço, minha paz e minha privacidade seriam invadidos por dois homens desconhecidos. Eu já imaginava o banheiro ocupado, conversas de "macho" na mesa do jantar e aquela energia masculina pesada tomando conta de tudo.
O dia da mudança chegou mais rápido do que eu desejava. Eu estava no sofá, remoendo meu mau humor, quando o som do interfone cortou o silêncio da sala, me fazendo dar um pulo.
— Abre lá o portão, filho! — minha mãe gritou da cozinha, animada. — Deve ser seu novo padrasto e seu novo irmão mais velho.
Eu olhei para ela com a cara mais irritada que consegui fazer, tentando mostrar que não estava nem um pouco feliz com aquela recepção, mas não teve jeito. Levantei arrastando os pés e fui até o portão.
Quando abri, dei de cara com o homem. Ele era visivelmente mais velho que a minha mãe, mas precisei admitir que o cara era bonito. Ele era atraente, com uma presença forte, bem ao nível dela. Eu sempre achei minha mãe uma mulher linda e, no fundo, sabia que ela merecia alguém que estivesse à altura, alguém que passasse aquela imagem de homem decidido.
Ele não perdeu tempo. Olhou nos meus olhos e me deu um aperto de mão forte, firme, daqueles que fazem a gente sentir o peso da mão do outro. Ele estava carregando uma caixa de papelão pesada e, ao redor dos seus pés, havia várias outras pilhas de caixas, malas e pertences. Era oficial: a minha vida estava prestes a mudar, e o resto da mudança ainda estava para aparecer.
O aperto de mão de Ricardo foi o primeiro cartão de visitas, e a firmeza nos dedos dele transmitia uma segurança que eu não esperava. Ele me encarou com um sorriso amigável, tentando quebrar o gelo daquele primeiro encontro.
— E aí, você deve ser o Samuel. Prazer, Ricardo — disse ele, com uma voz grossa e pausada.
— O prazer é todo meu — respondi, tentando ser o mais educado possível, apesar do meu desânimo interno.
Naquele primeiro momento, a imagem do meu padrasto me surpreendeu positivamente. Ele parecia um cara centrado, educado e com uma energia boa. Por um segundo, cheguei a pensar que talvez a ideia de ter novos moradores não fosse de todo mal, que talvez a convivência pudesse ser pacífica e até agradável. Mas esse pensamento durou apenas o tempo de um suspiro.
— Vem, filho! Levanta o pé do chão e ajuda aqui! — Ricardo gritou em direção ao carro, chamando o tal irmão mais velho que eu ainda não tinha visto.
Foi ali que meu mundo desabou. Quando a figura apareceu saindo de trás do veículo, meu sangue gelou e o chão pareceu sumir debaixo dos meus pés. Era o Breno. O mesmo Breno que infernizava meus dias na escola, que me chamava de "Zé bundinha", que me encurralava contra a parede para me intimidar com seu corpo. O meu pior inimigo estava ali, parado na calçada da minha casa, agora transformado em meu "irmão" debaixo do mesmo teto.
Ele fez uma cara de choque total ao me ver, os olhos castanhos arregalados por um milésimo de segundo, antes de fechar o semblante em uma expressão fechada e carrancuda. Eu não fiquei atrás; meu rosto travou na hora, sentindo uma mistura de ódio, pânico e aquele tesão proibido que eu tentava enterrar.
— Esse daqui é o Breno, Samuel — apresentou Ricardo, sem notar a eletricidade pesada que tinha surgido entre nós dois.
Breno não disse uma palavra. Ele passou por mim como um trator, ignorando minha presença, puxando uma mochila de viagem grande com rodinhas que fazia um barulho irritante no piso, enquanto carregava outra mochila pesada nas costas. O volume do corpo dele, aquele jeito de "machão" que me tirava o sono, agora ocupava o corredor da minha própria casa.
— Cumprimenta o menino, mal-educado! — Ricardo deu um esporro, incomodado com a atitude do filho.
— A gente já se conhece da escola, pai! — Breno gritou de volta, sem nem se dar ao trabalho de olhar na minha cara, sumindo para dentro de casa como se fosse o dono do lugar.
Eu fiquei ali, parado na porta, sentindo meu coração martelar contra as costelas. Olhei para o Ricardo e confirmei com a voz ainda meio trêmula:
— É... a gente se conhece da escola, Ricardo.
— Ah, é? — Ricardo suspirou, passando a mão pelo rosto com um ar de cansaço. — Me desculpa, Samuel. Desde que a mãe dele morreu, ele ficou assim, meio rebelde, difícil de lidar.
A revelação sobre a mãe dele me pegou de surpresa, mas não foi o suficiente para apagar o histórico de humilhações que eu carregava.
— Não precisa pedir desculpas — respondi, com um tom seco que eu não consegui disfarçar. — Eu já conheço a peça.
A atmosfera dentro de casa mudou instantaneamente. O ar parecia mais pesado, carregado com a presença dele. Enquanto eu ajudava o Ricardo a levar as últimas caixas para dentro, meus ouvidos estavam atentos a cada passo que o Breno dava no andar de cima. Minha mente era um turbilhão: como eu ia conseguir tomar banho, tomar café ou simplesmente existir sabendo que o meu maior carrasco agora dormia no mesmo teto que eu?
Minha mãe, alheia ao desastre iminente, estava radiante. Ela preparou um jantar especial para comemorar a união das famílias, mas para mim parecia a última ceia. Sentamos todos à mesa. O Breno estava sentado bem na minha frente. Ele tinha trocado a camisa do uniforme por uma regata cavada que deixava os braços fortes e os ombros largos totalmente à mostra. O cheiro dele, aquele mesmo cheiro que me deixava zonzo na escola, agora se misturava ao aroma da comida, criando uma confusão sensorial em mim.
— Então, meninos, que coincidência boa vocês já serem da mesma escola! — minha mãe disse, servindo o arroz. — Assim o Breno já tem um amigo e o Samuel não fica tão sozinho.
Eu quase engasguei com o suco. O Breno deu um sorriso de canto, aquele sorriso safado e prepotente que sempre precedia uma piadinha. Ele me encarou fixamente, os olhos castanhos brilhando sob a luz da cozinha, e eu senti um chute de adrenalina.
— É, tia... O Samuel é bem conhecido por lá — ele falou, dando ênfase no meu nome de um jeito que só eu entendia o veneno. — Ele é um menino bem... “especial”. Todo mundo repara nele.
Senti meu rosto queimar. Debaixo da mesa, eu apertava meus joelhos para não tremer. O Ricardo deu uma risada, achando que era um elogio, e continuou conversando com a minha mãe sobre os planos de reforma da casa. Por um instante, o Breno se inclinou para frente, pegando a jarra de suco. Ao fazer isso, o braço dele raspou levemente no meu. Foi um toque rápido, mas senti como se tivesse levado um choque elétrico.
O ódio por ele estar ali, invadindo meu refúgio e usando a tragédia da mãe dele como desculpa para ser um babaca, se misturava com aquela atração física que eu não conseguia controlar. Ver o volume do peito dele tão perto, observar o jeito que ele mastigava com uma agressividade natural de macho, tudo aquilo me deixava em um estado de alerta máximo.
Depois do jantar, Ricardo pediu para o Breno me ajudar com a louça enquanto os dois iam organizar as roupas no quarto principal. Ficamos sozinhos na cozinha. O silêncio era cortante, quebrado apenas pelo barulho da água da torneira.
— Olha aqui, Zé bundinha — ele sussurrou perto do meu ouvido, aproveitando que os pais estavam longe. — Não acha que só porque a gente mora na mesma casa agora as coisas mudaram? Você continua sendo o meu brinquedinho, entendeu?
Ele se encostou na pia, cruzando os braços, fazendo o bíceps pular. A curta distância, eu conseguia ver o desenho dos pelos no peito dele escapando pela regata. Eu queria gritar, queria mandar ele para o inferno, mas minha voz não saía. Meus olhos traidores desceram para a cintura dele, onde a bermuda de moletom marcava tudo o que os boatos da escola diziam. Ele percebeu meu olhar.
— Tá olhando o quê, viadinho? Perdeu alguma coisa aqui? — ele provocou, dando um passo para frente e me prensando contra a bancada da pia, repetindo aquela tática de intimidação que ele tanto amava.
Eu senti o calor do corpo dele emanando, a pressão do seu quadril quase tocando o meu. O medo de ser descoberto era gigante, mas o desejo de que ele não se afastasse era ainda maior.
A pressão do corpo dele contra o meu ali na cozinha era quase insuportável. O Breno sabia exatamente o que estava fazendo; ele adorava aquele domínio, aquela sensação de me ter encurralado entre o mármore frio da pia e o calor do seu peito. Ele soltou uma risadinha baixa, um som rouco que vibrou direto no meu pescoço, enquanto eu tentava desesperadamente manter a respiração sob controle para ele não perceber o quanto eu estava afetado.
— Responde, porra. Vai ficar mudo agora que eu te encurralei? — Ele debochou, chegando ainda mais perto, o rosto a centímetros do meu.
Eu conseguia sentir o hálito dele, o cheiro do jantar misturado com aquele odor másculo que era só dele. Meu coração parecia uma britadeira. Eu queria empurrar, queria xingar, mas minhas mãos estavam presas ao lado do meu corpo, fechadas em punho para esconder que estavam tremendo.
— Sai da frente, Breno. Deixa-me passar — consegui dizer, com a voz saindo mais falha do que eu gostaria.
— E se eu não sair? Vai fazer o quê? Chamar sua mamãezinha? — Ele deu um passo final, colando o quadril no meu.
Naquele momento, eu senti. O volume da bermuda dele, aquele que todo mundo comentava na escola e que eu tanto tinha imaginado, encostou na minha barriga. Foi como se um raio me atravessasse. O pânico de ele sentir que eu também estava ficando excitado me fez dar um solavanco e desviar por baixo do braço dele, saindo quase correndo em direção à escada. Ouvi a risada dele ecoando pela cozinha, uma risada vitoriosa de quem sabia que tinha ganhado aquele round.
Subi os degraus aos tropeços e entrei no meu quarto, fechando a porta e me encostando nela, tentando recuperar o fôlego. Mas o alívio durou pouco. Dois minutos depois, a maçaneta girou.
— O que você está fazendo? Esse quarto é meu! — eu disse, vendo-o entrar com aquela mesma mochila de rodinhas, jogando-a no chão sem nenhum cuidado.
— Era seu, baitola. O meu pai e sua mãe decidiram que, como a casa não é tão grande, a gente vai dividir o espaço. — Ele olhou ao redor com desdém, analisando meus pôsteres, meus livros, meu refúgio. — Caralho, que quarto de frutinha. Vou ter que dar um jeito nessa porra.
Eu não conseguia acreditar. A minha única zona de segurança tinha sido invadida pelo meu maior pesadelo.
Antes de qualquer discussão, eu decidi que precisava de um banho para esfriar o corpo e a mente. Entrei no banheiro, me limpei rápido, tentando tirar o rastro do cheiro dele da minha pele, mas parecia impossível. Quando saí, já trocado, dei de cara com ele no quarto. Breno estava se preparando para o banho dele.
Ele se sentou na minha cama, que agora viraria nossa cama, começou a tirar os tênis e, sem a menor cerimônia, puxou a regata para cima, ficando sem camisa.
A visão foi um soco no estômago. A pele dele era bronzeada, o abdômen tinha aquela marcação de quem jogava bola todo dia, e os ombros eram ainda mais largos vistos assim, sem nada cobrindo. Pegou uma toalha e passou por mim, com o torso nu e bronzeado brilhando sob a luz fraca, procurando uma cueca limpa na mochila.
Ao encontrar o que queria na mochila, ele deu um sorriso maldoso, aquele que dizia que ele ia aprontar alguma. De pé na minha frente, ele enfiou a mão por debaixo da toalha, descendo-a rápido até o chão, ficando completamente nu. Antes de qualquer coisa, ele moveu o quadril, balançando o volume para desgrudar a pica das pernas. Ver aquela coisa grande balançando livre na minha frente me deixava louco, mas eu desviava o olhar, fingindo desinteresse enquanto sentia meu sangue ferver.
Foi então que ele pegou a cueca branca que tinha acabado de tirar, ainda quente do corpo dele. Ele esticou o elástico com as duas mãos, fazendo força como se fosse um estilingue, e disparou com precisão. O tecido voou e acertou em cheio o meu rosto.
— Pega aí, fêmeazinha. Vai lavando para mim — ele riu, entrando no banheiro logo em seguida.
A cueca caiu no meu colo, mas o impacto inicial no meu rosto me deixou paralisado. Senti uma vergonha profunda me queimar, mas, ao mesmo tempo, o cheiro me atingiu com força. Era um odor intenso de homem, de suor acumulado do dia de escola e algo mais íntimo e forte que vinha direto do caralho dele. Era o cheiro puro do Breno.
Em vez de jogar aquilo longe com nojo, eu fiquei ali, sentado na cama, segurando a peça contra o rosto. Eu odiava aquela humilhação, mas o desejo falava mais alto. Fiquei cheirando aquela cueca usada, sentindo o rastro da masculinidade dele invadir meus pulmões enquanto ouvia o barulho do chuveiro. Cada segundo que ele passava no banho era um segundo que eu passava afundado naquela intimidade suja e proibida, morrendo de medo de ser pego, mas incapaz de soltar.
Quando ouvi a torneira fechar, joguei a peça rápido em cima das suas malas. Ele saiu do banheiro, já de cueca limpa, e se sentou na cama ao lado, puxando a regata e ficando sem camisa novamente.
Ele se deitou, cruzando os braços atrás da cabeça com uma lentidão calculada, fazendo os músculos do peito saltarem e as veias dos braços se desenharem sob a pele bronzeada. Eu tentava desesperadamente desviar o olhar, focando em qualquer canto do quarto que não fosse aquele corpo que parecia ocupar todo o espaço do mundo.
— Apaga a luz aí quando terminar de me secar, viadinho. Amanhã a gente tem escola e eu quero dormir — ele disse, fechando os olhos com um sorriso cínico no rosto, sabendo exatamente o efeito que causava em mim.
Eu já estava com a mão no interruptor quando ouvi a voz dele novamente, mais baixa, carregada de uma malícia que me fez estacar no lugar.
— E cuidado, viu? Eu sou sonâmbulo... — Ele soltou uma risada curta e rouca, apreciando o silêncio de choque que se seguiu.
Apenas mais uma das suas piadas. Uma provocação jogada no ar para garantir que eu não tivesse um segundo de paz, mesmo no escuro.
Eu fiquei ali, parado no escuro, depois de apagar a luz, deitado na minha cama, os pelos grossos da sua perna roçando em minha bunda. O som da respiração do Breno preenchia o quarto. O ódio por ele ter tirado minha privacidade era imenso, mas o fato de que agora eu dormiria todas as noites ouvindo o sono do garoto que me deixava louco era uma tortura que eu não sabia se conseguiria aguentar.
A escuridão do quarto não trouxe sossego; pelo contrário, parecia que meus outros sentidos tinham ficado cem vezes mais aguçados. Eu estava deitado de lado, de costas para ele, tentando forçar meus olhos a fecharem, mas meus ouvidos não ignoravam nenhum som. Eu sentia o lençol se mexendo, ouvia o barulho do colchão quando ele mudava de posição e, principalmente, aquela respiração pesada, profunda, que denunciava que ele estava ali, a um centímetro de distância.
O cheiro dele tomou conta do quarto. Não era mais apenas o perfume que ele passava para sair; era o cheiro do corpo dele, um odor quente e másculo que parecia impregnar no meu próprio travesseiro. Em um certo momento da madrugada, ouvi um movimento mais brusco. Breno resmungou algo baixinho, uma voz rouca de sono, e se virou para o meu lado. Pude sentir o deslocamento de ar. O desejo subiu como uma onda, e a luta para não bater uma punheta ali mesmo, com ele tão perto, era uma tortura física. Eu odiava o quanto ele me controlava sem nem precisar estar acordado.
No meio da madrugada, porém, a piada de sonambulismo se tornou real. Senti o colchão afundar e o calor dele se aproximar até que não houvesse mais espaço. Breno se colou às minhas costas e, sem dizer uma palavra, começou a me sarrar. Eu travei, o coração disparado, mas decidi fingir que estava dormindo para poder sentir cada movimento. O membro dele, rígido dentro da cueca, pressionava a minha bunda com uma força bruta. Era quente, pesado e pulsante. A cada movimento de vai e vem, eu sentia a cabeça do seu pau passando exatamente na entrada do meu cuzinho por cima do tecido, desenhando o caminho que eu tanto desejava que ele percorresse de verdade. O peso do corpo dele sobre o meu e aquele atrito constante me deixavam em um estado de transe.
Depois de alguns minutos que pareceram uma eternidade, ele soltou um rugido baixo, um som gutural de satisfação reprimida, e se afastou abruptamente. Ouvi seus passos pesados indo até o banheiro. Minutos depois, ele voltou para o quarto completamente pelado, sem nenhuma cerimônia, a pele bronzeada brilhando na penumbra enquanto revirava a mochila atrás de uma cueca limpa. Ele se vestiu e apagou, caindo em um sono profundo em segundos.
A curiosidade e o desejo me venceram. Levantei-me nas pontas dos pés e fui até o cesto de roupa suja. Lá estava ela: a cueca que ele acabara de tirar, ensopada e pesada. O cheiro forte de macho e de sêmen fresco me atingiu como um soco, acabando com qualquer resto de sanidade que eu ainda tinha. Sem pensar, levei o tecido à boca. Comecei a chupar o líquido viscoso e quente que impregnava o pano, engolindo tudo com uma fome desesperada. No meio daquele gosto ferroso e intenso, senti alguns pentelhos soltos dele que haviam ficado na cueca, mas não me importei; engoli cada detalhe, cada rastro da masculinidade dele que agora fazia parte de mim.
Depois de limpar o tecido com a própria língua, devolvi a cueca ao cesto e voltei para a cama. Deitei-me, sentindo o sabor dele ainda na minha boca, observando o vulto do meu carrasco dormindo ao lado, sabendo que a “piada” do sonambulismo tinha sido o convite para o meu maior pecado, ou será que não existia nenhuma piada e aquilo tudo foi real?
A manhã chegou com o som irritante do despertador e uma luz impiedosa atravessando as frestas da cortina. Eu mal tinha conseguido pregar os olhos depois do que aconteceu na madrugada; o gosto metálico e o cheiro dele ainda pareciam impregnados no céu da minha boca, um segredo viscoso que eu engolia repetidamente toda vez que olhava para o lado.
Breno já estava de pé. Ele se espreguiçava com uma preguiça animal, os músculos das costas se contraindo enquanto ele bocejava alto. Ele estava apenas de cueca limpa — a que ele tinha buscado no escuro — e parecia radiante, com aquela energia de quem tinha descarregado toda a tensão na noite anterior. O volume que eu tanto observava de longe agora estava ali, escancarado, a poucos centímetros de mim.
— Acorda, Zé, bundinha! O dia não vai te esperar, não — ele exclamou, chutando levemente o pé da cama.
O café da manhã foi um exercício de sobrevivência. Eu estava sentado à mesa, sentindo o peso do segredo em cada centímetro do meu corpo. O gosto dele ainda parecia fantasmagórico na minha língua, e eu evitava olhar para qualquer pessoa, com medo de que a minha mãe ou o Ricardo pudessem ler o pecado estampado na minha testa. Eu me sentia sujo, mas ao mesmo tempo, preenchido por ele.
Breno, por outro lado, parecia mais vivo do que nunca. Ele devorava o café da manhã com uma voracidade animal, rindo das piadas do pai e agindo como se a madrugada tivesse sido apenas um borrão sem importância. Mas eu sabia que não era assim.
O caminho para a escola foi o pior de todos. Meu padrasto, Ricardo, fez questão de que fôssemos juntos no carro dele, já que ele nos deixaria no portão antes de ir para o trabalho.
— Juízo, vocês dois, hein? Nada de briga — Ricardo disse, estacionando na frente do colégio.
— Pode deixar, pai. Eu vou cuidar bem do Samuel — Breno respondeu, e eu senti um calafrio com o tom de ironia naquela frase.
Assim que o carro do pai dele dobrou a esquina, a máscara de “irmão bonzinho” caiu. Breno parou no meio da calçada, cercado pelos amigos dele que já estavam por ali esperando. Ele fez questão de colocar o braço pesado sobre os meus ombros, me apertando com força, como se estivesse exibindo um troféu ou uma presa.
— E aí, galera! — ele gritou para os outros moleques, rindo. — Vocês não vão acreditar na piada: agora o Zé Bundinha mora lá em casa. Meu pai está lanchando com a mãe dele.
Uma onda de risadas estourou entre o grupo. Senti meu rosto arder de tanta vergonha. Eu queria sumir, queria que o chão se abrisse.
— Imagina a sorte do Breno, dormir no quarto do lado dessa boneca — um dos amigos dele zombou, me dando um empurrãozinho no ombro.
Breno me apertou ainda mais contra o peito dele, e por um instante, eu senti seu coração batendo. Ele encostou a boca perto do meu ouvido, para que só eu ouvisse, enquanto os outros continuavam rindo.
— Viu só? Agora eu sou seu dono em casa e na escola. Se você abrir o bico sobre o que acontece lá, eu acabo com a sua vida aqui fora.
Ele me soltou com um empurrão brusco, me fazendo cambalear. O grupo saiu andando na frente, e o Breno ia no meio, com aquele andar de quem era o dono do mundo, balançando a mochila e rindo alto. Eu fiquei para trás, com as mãos trêmulas e o coração dividido entre o ódio mortal pela humilhação e o tesão doentio que aquela agressividade dele despertava em mim. O dia estava apenas começando, e eu sabia que ele não ia me dar um segundo de paz.
O intervalo era o momento que eu mais temia, e naquele dia, parecia que o pátio da escola tinha se transformado em um palco para o meu sofrimento. Eu tentei me esconder em um canto afastado, perto da quadra, querendo apenas desaparecer entre os alunos e comer meu lanche em paz. Mas com o Breno, não existia paz.
Eu estava sentado em um banco de cimento quando ouvi aquela risada que eu reconheceria em qualquer lugar. Breno vinha caminhando com seu grupo de amigos, todos atletas ou valentões que se achavam os donos da escola. Ele estava sem a camisa do uniforme, apenas com uma regata branca que deixava o suor do treino de educação física brilhar na sua pele. A visão dele era um soco: o corpo bronzeado, os músculos do braço definidos e aquele volume na bermuda que parecia ainda mais evidente enquanto ele andava com as pernas meio abertas.
— Olha só quem a gente encontrou, galera — Breno anunciou, parando bem na minha frente e bloqueando o sol. — O meu “irmãozinho” predileto.
Os amigos dele formaram um círculo ao meu redor. Eu me senti pequeno, sufocado. Breno deu um passo à frente e, com aquele jeito abusado, pegou o meu lanche da minha mão.
— Valeu pelo sanduíche, Zé bundinha. Irmão mais velho tem prioridade, sabia? — Ele deu uma mordida enorme, me encarando com aqueles olhos castanhos que pareciam queimar a minha alma.
— Me devolve, Breno... — eu murmurei, tentando não demonstrar que estava tremendo.
— O quê? Não ouvi — ele debochou, chegando mais perto. Ele se inclinou, apoiando as mãos nos meus joelhos, ficando com o rosto nivelado ao meu.
Naquela posição, o rosto dele estava tão perto que eu conseguia sentir o calor que saía do corpo dele depois do exercício. O cheiro de suor misturado com desodorante era forte, masculino, e aquilo me atingiu como uma droga. Meus olhos, por instinto, desceram para o peito dele, onde uma gota de suor escorria lentamente entre os músculos.
— Tá olhando o quê, viadinho? — ele sussurrou, e o tom de voz dele mudou de agressivo para algo mais sombrio, mais baixo. — Tá querendo ver se o que falam de mim é verdade? Se o volume aqui é tudo isso mesmo?
Os amigos dele caíram na gargalhada, mas Breno não tirava os olhos de mim. Ele pegou a minha mão e, por um segundo, pareceu que ia fazer algo absurdo, mas ele apenas a apertou com força, cravando as unhas na minha pele.
— Levanta daí. Agora você vai carregar a minha mochila até a quadra. Anda, anda! — Ele jogou a mochila pesada em cima de mim, me obrigando a levantar rápido.
Ao me levantar, eu acabei esbarrando de frente com ele. O contato foi rápido, mas senti a firmeza do abdômen dele contra o meu corpo. Meu pau deu um pulo na calça, e eu entrei em pânico. Eu tive que me curvar um pouco, fingindo que o peso da mochila era o motivo, para esconder o volume que começava a aparecer.
Breno me deu um tapa na nuca, não muito forte, mas o suficiente para me humilhar na frente de todos.
— Anda logo, boneca. E não demora, senão em casa a gente acerta as contas no quarto, sem ninguém para ver.
Ele saiu andando, rindo com os amigos, e eu fui atrás, carregando o peso dele, sentindo o gosto amargo da humilhação na boca e a pressão insuportável do desejo lá embaixo. Eu era o escravo dele na escola, e o pior de tudo é que meu corpo parecia amar cada segundo dessa escravidão.
O caminho de volta para casa foi um teste de resistência para os meus nervos. Como o Ricardo e minha mãe ainda estavam no trabalho, tivemos que fazer o trajeto a pé. O sol da tarde estava castigando, e o Breno, com aquela marra de sempre, não facilitou em nada. Ele jogou a mochila dele nos meus ombros novamente, me fazendo carregar o dobro de peso sob o calor escaldante.
— Anda logo, Zé bundinha! Está parecendo uma tartaruga com esse peso — ele gritava, andando uns três passos à frente, sem camisa agora, com o uniforme pendurado no ombro e exibindo as costas largas e suadas para quem quisesse ver.
Eu ia logo atrás, tentando não focar no jeito que os músculos das pernas dele se moviam a cada passo. O suor escorria pela nuca dele, descendo pela espinha e sumindo no cós da bermuda, que estava cada vez mais baixa. Eu estava exausto, humilhado, mas meus olhos não conseguiam desviar daquela visão. Era um ódio que latejava, mas que se transformava em uma tensão elétrica toda vez que ele parava para me esperar e me dava um empurrão para eu “acordar”.
Quando finalmente chegamos à porta de casa, o silêncio do bairro parecia aumentar a pressão entre nós. Eu abri o portão, e ele passou por mim, esbarrando o ombro suado no meu rosto de propósito. O cheiro de macho alfa que ele exalava depois de um dia inteiro de aula e treino estava impregnado em cada poro, e aquilo me deixou tonto.
Entramos na casa vazia. O ar fresco da sala foi um alívio, mas a presença do Breno ali, sem a vigilância dos pais, tornava tudo mais perigoso. Ele jogou o tênis no meio da sala e se jogou no sofá, abrindo as pernas de um jeito bem folgado, deixando tudo bem marcado na bermuda de moletom fina.
— Que sede, porra... Vai lá buscar uma água gelada para mim, Samuel. E ande rápido — ele ordenou, me encarando com aquele olhar de quem sabia que eu não ia negar.
Eu fui até a cozinha, com o coração na boca. Enquanto enchia o copo, eu pensava no quanto eu queria que ele sumisse da minha vida e no quanto eu queria que ele me notasse de outro jeito. Voltei para a sala e entreguei o copo. Ele bebeu tudo de uma vez, algumas gotas escorrendo pelo queixo e descendo pelo peito definido.
— Valeu, viadinho — ele disse, limpando a boca com as costas da mão e dando um sorriso de lado. — Sabe, até que não é tão ruim ter um escravo particular em casa.
Ele se levantou e caminhou na minha direção. Eu tentei recuar, mas bati as costas no batente da porta da cozinha. Breno parou na minha frente, diminuindo qualquer espaço entre nós. O calor que emanava do corpo dele era surreal. Ele apoiou as duas mãos na parede, uma de cada lado da minha cabeça, me cercando completamente.
— O que foi? Está com medo agora que a gente está sozinho? — ele sussurrou, a voz mais grave do que o normal.
Ele se inclinou, e eu senti o volume da bermuda dele pressionar levemente contra a minha barriga. Eu estava paralisado. Meus braços estavam colados ao corpo, e eu sentia que, se ele ficasse ali mais um segundo, eu perderia o controle. O cheiro dele, a pele quente e a provocação nos olhos castanhos eram demais para mim.
— Eu vou... eu vou para o banho — consegui gaguejar, desviando o olhar.
— Vai lá, limpa essa carinha de choro — ele riu, mas não se afastou de imediato. Ele deslizou uma das mãos pela minha cintura, um toque firme que me fez estremecer da cabeça aos pés. — Mas não demora. O banheiro também é meu, e eu não gosto de esperar.
Ele me deu um tapinha no rosto, um gesto de puro deboche, e me deixou passar. Eu subi as escadas quase correndo, sentindo minhas pernas bambas. O jogo estava ficando sério demais, e as paredes de casa pareciam estar ficando pequenas para o tamanho do desejo e do perigo que o Breno representava.
Entrei no banheiro e tranquei a porta com as mãos trêmulas. O coração parecia querer pular para fora do peito. Eu precisava daquela água gelada para ver se minha cabeça parava de pensar no Breno, no cheiro dele e naquele volume que ele fazia questão de esfregar em mim no acontecimento da madrugada passada e até no gosto da sua porra. Tirei a roupa rápido, vendo-me no espelho por um segundo — eu estava vermelho, completamente perturbado.
Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água cair. Eu tentava relaxar, mas o som da voz dele ecoava na minha mente: “O banheiro também é meu, e eu não gosto de esperar”. Justo quando eu estava começando a me acalmar, ouvi o barulho da maçaneta. Meu sangue gelou.
— Samuel! Abre essa porra agora. Vou mijar nas calças! — a voz dele veio abafada pela porta, mas o tom era de pura urgência misturada com autoridade.
— Espera eu terminar, Breno! — gritei de volta, tentando parecer firme, mas sentindo o pânico subir pela garganta.
— Abre logo, viadinho, vou arrombar a porta ou eu mijo aqui mesmo e você que vai limpar. Não tenho tempo para os seus rituais de beleza — ele rebateu, dando um chute seco na base da madeira que fez o trinco estremecer.
Eu sabia que ele não estava brincando. Enrolei a toalha na cintura às pressas, com o corpo ainda molhado e o cabelo pingando, e destranquei a porta. Mas o Breno não esperou que eu saísse. Ele empurrou a porta com o ombro, entrando com tudo no banheiro pequeno e abafado pelo vapor. O espaço era mínimo. Ele parou na minha frente, e o choque térmico foi imediato: eu estava gelado do banho e ele ainda exalava aquele calor bruto de quem tinha acabado de chegar da rua.
— Sai da frente — ele rosnou, me empurrando com o braço para o canto do banheiro, entre o box e a pia.
Sem a menor cerimônia ou vergonha, ele parou na frente do vaso sanitário bem na minha frente. Com um movimento brusco, ele apenas puxou o elástico da bermuda para baixo, junto com a cueca, libertando o membro de uma vez. Meus olhos travaram ali, incapazes de desviar daquela visão. Era grande, pesado e pulsante, e ele o segurava com a naturalidade de quem era o dono de tudo.
Breno soltou um suspiro de alívio quando o jato forte atingiu a água, o som ecoando no banheiro pequeno. Ele nem se deu ao trabalho de pedir licença; ele queria que eu visse, queria que eu sentisse a presença dele ali, marcando o território.
— O que foi? Ficou mudo? — Ele debochou, olhando para mim por cima do ombro enquanto terminava, o sorriso cínico voltando ao rosto ao perceber que eu estava paralisado, olhando fixamente para o que ele tinha nas mãos. — Perdeu o fôlego vendo o tamanho do problema, Zé bundinha?
Ele deu uma balançada brusca no membro para secar as últimas gotas, fazendo questão de ser lento, antes de soltar o elástico da bermuda, que voltou ao lugar com um estalo seco. O banheiro parecia ter ficado ainda menor, e o cheiro de macho agora dominava tudo.
Depois se encostou no balcão da pia, cruzando os braços. Aquela regata branca dele estava meio úmida de suor, colando nos músculos do peito. O banheiro, que já era pequeno, parecia ter ficado sem ar. O cheiro de sabonete se misturou com o odor másculo dele, e eu me senti tonto. Eu estava ali, só de toalha, vulnerável, enquanto ele me secava de cima a baixo com aquele olhar de predador.
— Você é muito branquinho, Samuel... — ele disse, com a voz baixinha, dando um passo na minha direção. — Mas o apelido que eu te dei faz sentido. Você tem um corpo estranho para um homem, cintura fina e quadril largo.
Ele esticou a mão e, com as costas dos dedos, passou pelo meu ombro molhado, descendo lentamente até a borda da minha toalha. Eu prendi a respiração. Meu corpo traidor reagiu na hora; o frio na barriga se transformou em um fogo que desceu direto para o meio das minhas pernas. Eu estava rezando para a toalha não dar bandeira, mas o Breno não tirava os olhos de mim.
— Está tremendo por quê? Está com frio ou está gostando? — Ele deu aquele sorriso safado, o rosto agora a milímetros do meu.
Eu conseguia ver cada detalhe dos olhos castanhos dele, a pele levemente áspera da barba começando a crescer. O perigo ali era real. Se eu desse um passo, eu encostaria no corpo dele. Se ele desse um passo, ele descobriria que o “viadinho” que ele zoava estava perdendo o juízo por ele.
— Já mijou, então sai, Breno... por favor — pedi, num sussurro que quase não saiu.
Ele deu uma risadinha, desencostou da pia, mas antes de sair, ele fez questão de passar o corpo dele raspando no meu, um contato lento, pesado, que me deixou com as pernas bambas.
Saí do banheiro ainda zonzo, com o calor do corpo dele e o cheiro do ambiente impregnados nos meus sentidos. O resto daquela tarde se arrastou em uma tensão silenciosa; o Breno circulava pela casa com uma naturalidade que me irritava, agindo como se nada tivesse acontecido, enquanto eu carregava o peso daquela invasão em cada passo.
A chegada dos nossos pais trouxe um breve alívio, mascarando o clima pesado com o barulho da rotina. O jantar foi um jogo de aparências; entre garfadas e conversas triviais sobre o trabalho do Ricardo e o dia da minha mãe, eu tentava me manter invisível. Mas o Breno não deixava. Ele estava ali, do outro lado da mesa, me vigiando com um olhar aguçado e cínico, enquanto nossos pais riam, alheios ao abismo que se abria entre nós dois.
Quando a casa finalmente silenciou e as luzes da sala se apagaram, o quarto voltou a ser o nosso território inevitável. Tentei ganhar tempo, movendo-me devagar enquanto vestia uma bermuda larga e uma camiseta qualquer, torcendo para que o tecido escondesse o quanto meu corpo ainda estava em choque.
Mas, ao entrar no quarto, o impacto foi imediato. O Breno já estava jogado na cama, vestindo apenas uma cueca box, com as mãos atrás da cabeça e os olhos fixos no teto. A luz baixa do abajur desenhava cada músculo do seu peito e das coxas, e o volume na cueca era uma presença impossível de ignorar, dominando o espaço antes mesmo de qualquer palavra ser dita.
Apaguei a luz principal e me deitei na minha cama, o silêncio sendo interrompido apenas pelo som dos grilos lá fora e pela nossa respiração. Mas o silêncio não durou muito.
— Ei, Samuel... — a voz dele saiu baixa, rouca, cortando a escuridão. — Você acha que eu sou burro, né?
Eu gelei. Fiquei parado, olhando para a parede, sem coragem de me virar.
— Do que você está falando, Breno?
— Eu vi o jeito que você me olhou no banheiro. E vi na cozinha também — ele continuou, e ouvi o som do colchão rangendo enquanto ele se virava para o meu lado. — Você me odeia, mas fica me secando o tempo todo. Por que você não admite logo que morre de vontade de experimentar o que o "pirocudo" aqui tem para oferecer?
Meu rosto queimou na hora. O ódio e a vergonha lutavam dentro de mim.
— Você é um convencido, Breno. Você me humilha, me dá apelido... Por que eu ia querer alguma coisa com você, se enxerga? — respondi, tentando manter a voz firme, mas ela falhou no final.
— Porque eu sou o homem que te tira do sério, Zé bundinha. Eu vejo como você fica quando eu chego perto. Você fica todo durinho, sem saber para onde olhar. Admite... você gosta de ser meu brinquedo, não gosta?
Eu não respondi. O silêncio se estendeu entre nós, pesado e carregado de eletricidade. Eu estava deitado de costas para ele, encolhido no meu canto da cama, mas sentia o olhar dele queimando a minha nuca como se pudesse atravessar a escuridão. Foi quando ouvi o lençol farfalhar. Senti o colchão afundar e o peso do corpo dele se deslocar, arrastando-se lentamente até que não houvesse mais nenhum centímetro de espaço entre nós.
O calor que emanava dele era como uma fornalha, me cercando por completo. Ele se inclinou sobre mim, pairando como um predador que finalmente decidiu que era hora de atacar. Eu conseguia sentir a pressão do seu peito contra as minhas costas e o ritmo da sua respiração, que agora soprava quente e pesada direto no meu ouvido.
— Sabe o que eu acho? — ele sussurrou, chegando tão perto que eu conseguia sentir o hálito dele na minha nuca. — Sabe o que eu realmente acho? — ele sussurrou, a voz descendo para um tom tão baixo e rouco que fez meu estômago dar voltas. — Eu acho que essa raiva toda é só o jeito que você encontrou de esconder esse tesão acumulado que está te sufocando. E agora que a gente divide esse mesmo colchão, "irmãozinho", ninguém vai ouvir o que acontece aqui debaixo dessas cobertas.
Ele fez uma pausa deliberada, deixando a mão pesada cair sobre o meu quadril, apertando a carne por cima da bermuda com uma força possessiva.
— E não adianta fingir que estava dormindo na madrugada. Eu senti seu corpo tremer quando eu te abracei. Eu sei que você sentiu cada centímetro da minha piroca dura na sua bunda e a cabeça dela forçando a entrada do seu cuzinho por cima da cueca. Você sentiu tudo, Samuel, e ficou ali, quietinho, aproveitando...
Eu prendi a respiração, o coração quase saindo pela boca. Ele continuou, com a voz agora num rosnado vitorioso:
— E eu vi a minha cueca hoje de manhã no cesto. Ela estava limpa demais, "irmãozinho". Eu deixei ela toda gozada e, de repente, ela aparece sem mancha nenhuma? Onde foi parar o meu leite que estava nela? Você bebeu tudo, não foi? Chupou cada gota do meu rastro e engoliu até os meus pentelhos. Você é mais depravado do que eu imaginava.
A força com que ele apertava meu quadril era a mesma pegada de "machão" que ele usava na escola, mas dessa vez não tinha ninguém olhando. O toque atravessou o tecido da minha bermuda e me fez dar um sobressalto.
— O que você está fazendo, Breno? Se o seu pai souber...
— O meu pai não vai saber de nada, e sua mãe muito menos. Isso é entre eu e você. — Ele se inclinou mais. — Mas se você quiser que eu pare, diz agora. Diz que não quer. Diz que não está com o pau latejando só de eu encostar em você e saber que eu descobri o seu segredo imundo.
Eu tentei abrir a boca para dizer "não", mas a verdade é que eu estava paralisado. Ele sabia de tudo. O silêncio foi a minha única resposta, um vazio que ele preencheu com uma rapidez predatória. Antes que eu pudesse processar o perigo, senti o colchão ceder violentamente. Breno não apenas se aproximou; ele agarrou meu ombro e me girou com um solavanco, me forçando a ficar de barriga para cima.
No segundo seguinte, o ar fugiu dos meus pulmões. Breno subiu em cima de mim, prendendo meu corpo sob o dele. O peso era esmagador, uma massa sólida de músculos e calor que me imobilizava contra o colchão. Eu sentia cada quilo daquela força bruta pressionando meu peito e minhas coxas, uma autoridade física que eu não tinha como contestar. Ele apoiou os joelhos um de cada lado do meu quadril, me cercando completamente, enquanto suas mãos prendiam meus pulsos contra o travesseiro.
— Sabe o que eu acho? — ele sussurrou, o rosto descendo até ficar a milímetros do meu, a voz saindo como um rosnado quente que fez cada centímetro da minha pele arrepiar. — Eu acho que esse seu ódio é a máscara mais mal lavada que eu já vi. Por baixo dela, só tem um tesão acumulado que está te sufocando.
Ele se inclinou mais, deixando que o peso do seu tronco me esmagasse ainda mais, fazendo o colchão ranger sob nós. O calor que emanava da sua pele era como uma fornalha, e o volume na cueca dele agora pressionava diretamente contra o meu ventre, um lembrete pulsante e rígido de quem estava no controle.
— E agora que a gente é "irmão", ninguém vai desconfiar do que acontece quando a porta se fecha e a luz apaga — ele continuou, os olhos brilhando com uma malícia sombria na penumbra. — O mundo lá fora te vê como minha vítima, Samuel... mas aqui dentro, no escuro, eu sou o dono de cada desejo imundo que você tenta esconder.
Eu estava preso, sem fôlego e completamente dominado. O peso dele sobre mim não era apenas físico; era a confirmação de que, a partir daquele momento, eu não pertencia mais a mim mesmo.
O silêncio que se seguiu foi denso, elétrico, carregado pela confirmação de que meu segredo tinha sido devorado. Ele sabia que eu estava acordado na madrugada; sentiu meu corpo ceder a cada sarrada e, pior, descobriu que o rastro dele tinha sumido da cueca porque eu o tinha consumido. Breno não estava mais apenas brincando de provocação. Ele estava reivindicando a minha rendição total, como um predador que finalmente morde o pescoço da presa.
Enquanto o colchão rangia sob o esforço dos seus músculos e sua mão subia pela minha coxa — uma posse bruta que me roubava o ar — eu percebi que o jogo de aparências tinha sido enterrado. Eu estava trancado no escuro com o meu maior carrasco, e o que estava prestes a acontecer entre aqueles lençóis mudaria o sentido da palavra dominação para sempre. Eu não era mais apenas seu novo "irmãozinho"; eu era o segredo que ele ia usar e descartar do jeito que bem entendesse.
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Comentários (12)
Rayka Maryne: Aí Samuel continua esse conto eu já estava entrando em ebulição de tesão pelo seu novo irmão gostoso e pirocudo conta como foi ele estourou o seu cuzinho apertado com o pirocão dele é posta um foto dele ou do pirocão dele se possível ou de um ator que chega ao patamar da pirocona gotosa dele
Responder↴ • uid:g3jq4lt0bBeta virgem sub: Que delícia de conto
Responder↴ • uid:1dgqm0gsem8fGuilhermeee01: Me chama
• uid:1eg0lhdczy1kMato Grosso 7: Essa parte da violência e humilhação eu odeio , conta pra sua mãe ,e o pai dele aí o jogo virá pro seu lado você terá ele nas suas mãos , ai depois você dá pra ele.kkk
Responder↴ • uid:1cnhd7izdg0yPedro: ABSOLUTE LITERATURA!! Muito bom, de verdade
Responder↴ • uid:gqawbacd4Jucao: Tava começando a esquentar, tirei pra fora achando que iria chegar ao prazer máximo, quando pá, acabou....kkk Mas valeu os detalhes... Apenas 2 momentos excitantes
Responder↴ • uid:g3iqa2g8lJunior: Muito bom, de longe o melhor conto que li nessa merda!! Que escrita boa e bem desenvolvida. Não ligue pra esses viados falando que o texto é chato, não passam de pessoas burras que só querem ler porno! Sua historia tem potencial de tão boa, deveria estar no wattpad tbm.
Responder↴ • uid:7r03o5nrqkViado14: Leitura chata. Texto grande demais pra não dizer nada
Responder↴ • uid:7r053wnvv3Caiçara: Esse PRECISA DE CONTINUAÇÃO!!!! Manda logo
Responder↴ • uid:1euhnbzrb8ikAlguém-Guii: Eu quero muito a continuação posta logo se não vou morrer de tesão kkkkkkkk
Responder↴ • uid:7124092g43Putinha do tio: Não demore pra continuar
Responder↴ • uid:g3jpa65d2Luciano: Muito interessante! Ansioso para ler a continuação 😏
Responder↴ • uid:fcxxt6tvz