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A Benção das Filhas de Ló

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A Bíblia Sagrada

Continuação de As Filhas de Ló cap 1 e 2

A luz da manhã entrava pela abertura da caverna, fraca e dourada, quando acordei. Meu corpo estava enroscado no de Thiba e Donila, os três nus, a pele colada pelo suor seco da noite anterior. O cheiro de sexo ainda estava no ar, misturado com a fumaça fria da fogueira apagada.

Donila dormia com a cabeça no meu peito, os lábios entreabertos. Thiba estava encostada na minha lateral, a mão apoiada na minha barriga, os dedos traçando círculos lentos, mesmo dormindo.

Eu não queria me mexer. Não queria que aquele momento acabasse.

Foi quando a luz mudou.

Não era mais o sol da manhã. Era uma luz branca, forte, que enchia a caverna sem fazer sombra. Eu senti antes de ver. Um calor no peito, um arrepio na espinha.

Gabriel estava ali.

Ele não tinha a espada de fogo agora. Só as asas, imensas, brancas, que pareciam ocupar todo o espaço. Na mão direita, ele segurava um pergaminho, grosso, com um selo de cera vermelha.

Thiba acordou primeiro. Ela sentou rápido, puxando o cobertor para cobrir os pequenos mamilos. Donila se mexeu, esfregou os olhos, e quando viu o anjo, soltou um pequeno sorriso.

“Não temas”, disse Gabriel, a voz calma agora, quase suave. “Eu venho trazer a palavra do Senhor, e os detalhes da aliança que foi selada nesta noite.”

Ele desenrolou o pergaminho. A cera se partiu sozinha, e as letras brilharam, douradas, como se estivessem sendo escritas naquele momento.

“Thiba, filha mais velha de Ló”, ele leu, a voz ecoando. “Tu gerarás Moabe. Ele será um guerreiro poderoso, e suas mãos tomarão muitas mulheres, e seu nome será temido entre as nações. Dele virá uma linhagem de reis, e ele encherá o ventre de muitas donzelas, e seu orgulho será grande.”

Thiba prendeu a respiração. Eu vi o sorriso lento que se formou no rosto dela.

“Donila, filha mais nova de Ló”, continuou Gabriel. “Tu gerarás Amom. Ele será feroz como um leão, e tomará para si as mulheres que desejar, e seu nome será cantado entre os guerreiros. Dele virá uma nação, e seu orgulho será imenso.”

Donila apertou minha mão. Os olhos dela estavam molhados.

“E da semente de Moabe”, disse Gabriel, a voz subindo, “nascerá um rei chamado Davi. Ele será o maior guerreiro de Israel, e tomará muitas mulheres, e matará o corno do marido de Bate-Seba para tê-la, pois ela será a mulher mais gostosa do reino. E da união abençoada de Davi e Bate-Seba nascerá Salomão, o rei mais sábio e mais pegador de toda a história, que terá setecentas mulheres e trezentas concubinas, e seu nome viverá para sempre! E ninguém será mais sábio e pegará mais mulheres do que ele.”

Eu senti um arrepio percorrer meu corpo. Setecentas mulheres. Trezentas concubinas. O homem que ia sair do sangue das minhas filhas. Que orgulho!

“E acima de todos”, disse Gabriel, a voz agora cheia de uma luz que doía nos olhos, “da linhagem de Davi, nascerá o Rei dos Reis, o Salvador da humanidade. Ele nascerá de uma menina tão doce e tão fofa quanto as vossas filhas, e ela será a mais abençoada entre as meninas. E vossas filhas, Thiba e Donila, serão sempre as meninas mais abençoadas depois dela, pois delas veio a linhagem do Messias.”

Ele enrolou o pergaminho. O selo se refez sozinho.

“Cumpri vossa missão”, disse ele, e então desapareceu, a luz se apagando com ele.

Ficamos os três em silêncio. O ar da manhã entrava pela caverna, fresco, limpo.

Donila foi a primeira a falar.

“Eu vou gerar um guerreiro”, ela disse, a voz cheia de admiração. “Meu filho vai ser pai de reis.”

Thiba riu, baixo. “E o meu também. E eles vão pegar muitas mulheres. Vão encher o os outros homens de inveja.”

Ela se virou para mim, os olhos brilhando. “Você ouviu, pai? A gente vai gerar uma nação! A nação do seu tio Abraão só será rica por ocasião de nós.”

Eu senti meu pau endurecer, só de olhar para ela. Para as duas.

“Então a gente tem trabalho”, eu disse, a voz rouca.

Thiba sorriu, aquele sorriso lento e faminto. Ela se ajoelhou entre minhas pernas, passou a mão pelo meu pau, que já estava duro, latejando.

“Muito trabalho”, ela sussurrou, e desceu a boca.

Donila se aproximou por trás, colou o corpo no meu, os seios pressionados contra minhas costas. Ela passou as mãos pelo meu peito, desceu até minha barriga, enquanto a boca de Thiba trabalhava, molhada, quente.

“Eu quero sentir você gozando dentro de mim de novo”, Donila sussurrou no meu ouvido. “Quero sentir seu leite enchendo minha xaninha, fazendo meu filho crescer.”

Thiba parou, subiu, e me beijou, o gosto dela na boca. “Depois é a minha vez”, ela disse. “A gente vai passar o dia inteiro aqui, pai. Até garantir que as profecias vão se cumprir.”

Donila se deitou de costas, abriu as pernas, os lábios brilhando, molhados. Ela passou a mão pela própria florzinha, os dedos deslizando, e me olhou.

“Vem”, ela disse. “Vem semear teu neto, pai.”

Eu me deitei sobre ela, o pau deslizando entre as pernas dela, encontrando a entrada quente, molhada. Ela gemeu quando eu entrei, um gemido longo, profundo, os braços enlaçando meu pescoço.

“Assim”, ela sussurrou. “Come tua filha, pai. Enche ela de leite.”

Eu comecei a foder, lento, profundo, sentindo cada centímetro dela me apertando. Thiba se ajoelhou ao nosso lado, passou a mão pelo cabelo da irmã, e depois desceu, lamberdo os lábios de Donila onde eu entrava e saía.

“Goza dentro dela”, Thiba disse, a voz rouca. “Faz ela engravidar, pai.”

Eu fodi mais forte, o quadril batendo contra o dela, o som molhado enchendo a caverna. Donila gritava, as unhas cravadas nas minhas costas, o corpo tremendo.

“Vou gozar”, ela gemeu. “Vou gozar, pai, vou gozar...”

“Goza”, eu ordenei, a voz áspera. “Goza nesse pau, filha.”

Ela gozou com um grito, o corpo inteiro sacudindo, a xana me apertando, me puxando para dentro. Eu senti o espasmo, senti o calor, e fodi mais fundo, mais forte, até gozar dentro dela, o pau pulsando, enchendo ela de leite.

Ficamos ali, os três, o ar pesado, o corpo colado.

Thiba passou a mão pela barriga da irmã, os olhos brilhando. “Agora é minha vez”, ela disse. “Vem, pai. Vem semear teu outro neto.”

Nossa vida e união familiar estava apenas começando!

Sem-t-tuloHeran-a

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