#Bissexual #Corno

Entre a aliança e o desejo - Parte 6

3.0k palavras | 0 | 5.00 | 👁️
Lopedrinhofm

Naquela noite, Marcos e eu transamos novamente, não falamos nada sobre a transa com o Gustavo, mas estava gostoso, dava pra sentir que Marcos estava diferente, com mais vontade... e por um momento pensei ter salvado meu casamento.
No outro dia, Marcos e eu nos tratamos bem, com carinho, com respeito, ele precisou sair e então sozinha eu limpava a casa, até receber uma mensagem de um número desconhecido.
- Oi
- Oi, quem é?
- Me chamo Bruno, sei que você não me conhece, mas queria te mostrar uma coisa
Ele me mandou uns 15 prints de conversa do Marcos dando em cima dele, e eram coisas de alguns minutos atrás... eu fiquei sem graça, agradeci por ter me avisado, sentei no sofá e mandei mensagem pro Gustavo.
- Gu... aquela proposta de largar o Marcos pra ficar com você, ainda tá pé?
- O que aconteceu?
Mandei os prints pra ele, ele demorou muito pra me responder e disse:
- Eu te avisei...
- Eu to com nojo de viver com ele, acho que aceitei muita coisa, você me daria mais uma chance?
- Agora você é minha putinha, lembra? Não minha namorada.
- Eu lembro, mas... eu to arrependida de ter escolhido isso, eu só escolhi assim pra agradar o Marcos
- Você já fez sua escolha
- Você vai ficar me tratando assim? Como se eu fosse um objeto sexual? Me deixa viver ao seu lado como sua namorada? Prometo fazer valer a pena
- Sol... meu único interesse agora é sua buceta, seus problemas com o Marcos você dá um jeito de resolver, eu não tenho nada haver com isso
- Tudo bem, foi um erro acreditar que você realmente me amava
- Hoje a noite vá na minha casa, dessa vez com calcinha vermelha
- Vai esperando!
- 20h, vou deixar uma cópia da chave do portão dentro da caixa dos correios
- Você tá me parecendo escroto falando desse jeito, eu aqui desabafando e você marcando um horário como se eu fosse uma vagabunda
Ele não me respondeu mais.
O Marcos chegou e nós discutimos feio.
- O Bruno me mandou os prints de você dando em cima dele
- E?
- E o quê? Você acha que pode sair dando em cima das pessoas? Cadê o respeito?
- Você me viu chupando a rola do seu amante, não viu? Já sabe que eu gosto de homem, então foda-se, não vem me falar bosta não
- E a promessa de mudança? Agora só porque eu sei que você é bi tenho que aceitar você dando em cima de homem?
- Só achei o cara bonito e tentei, ia trazer pra gente
- Pra gente? Sem me consultar?
- Eu sei seu gosto
- Não é assim, eu não vou sair ficando com um monte de homens
- Eu deixei você ficar com o homem que você queria, você não vai ficar com o que eu quero?
- Acho que a gente tem que estabelecer limites
- Limite o caralho, você queria o Gustavo, eu deixei, agora eu tenho o direito de escolher um homem
- Você quem disse que queria me ver com o Gustavo!
- Mas você já queria antes
- Se for ver pelo seu critério eu já me sujeitei a ficar com a Miriam
- Mas foi mulher, nesse caso você pode chamar uma amiguinha sua
- Você sempre me surpreende, negativamente
- Não to afim de brigar
- Pra mim já deu
- Já deu o que?
- Nosso casamento
- E vai fazer o que? Pedir divórcio?
- É, vou, vou sim!
- Tá, vai lá pra casa do Gustavo, esqueceu que você agora é a putinha dele? Vai lá pensando que vai viver um romance
- Eu vou, e vou ser muito feliz com ele!
- Quer ajuda pra fazer as malas?
- Quero!
O pior foi ver o Marcos me ajudando a guardar as roupas, tranquilo, e debochando de que Gustavo me colocaria pra fora, e eu confesso que estava com medo disso acontecer.
Com tudo arrumado, ainda fui besta e fiz a janta do Marcos, era umas 19h eu mandei mensagem pro Gustavo.
- Você já chegou do trabalho?
- Já sim
- Tá, eu vou aí pra gente conversar
- Eu disse 20h
- Não posso ir agora?
- Não, só na hora que eu mandei
- Gu... cadê aquele amor todo que você tava me tratando?
Ele não me respondeu, e isso me corroeu muito, mas comecei a me perguntar o motivo de eu não poder ir antes, ele estava com alguém?
Por volta das 19h40, já agoniada de ter que esperar, eu fui até a casa do Gustavo, ele me disse onde estava a chave, então não tinha pra que esperar mais, caminhei as ruas com a mala e pensando se eu estava sendo muito idiota, eu não queria mais viver naquele casamento, até podia ir pra casa dos meus pais, mas tinha o Gustavo que me tratou muito bem, e eu desejava reconquistar a chance que tive.
Ao chegar em frente sua casa, respirei fundo e peguei a chave, abri o portão, entrei, o cachorro latiu, estava tudo aceso, fui entrando, brinquei com o cachorro, entrei na sala e não vi ninguém, chamei:
- Gustavo? Você tá em casa? Eu vim um pouquinho mais cedo...
Ele não respondeu, fui ao seu quarto, e ele não estava, fui nos banheiros e não o encontrei, seu carro estava na garagem, o que achei estranho, então sentei no sofá, o cachorro pulou em meu colo e fiquei fazendo carinho nele, olhando pro quadro da sua ex-noiva, eu me sentia constrangida de ter entrado assim, não liguei a tv, não mexi em absolutamente nada, olhei no celular diversas vezes, quando deu 19h56 ele entrou.
- Oi...
- Oi Gu, desculpa, eu... eu me adiantei um pouco e achei que não tive problema eu vir antes, é que em casa tá horrível e...
- Você está com a calcinha que eu mandei?
- Eu... eu esqueci de colocar uma vermelha
- E essa mala?
- São minhas roupas, eu preciso falar com você
- Tem calcinha vermelha aí dentro?
- Tem, tem sim
- Procura aí, veste, e depois conversamos
- Tá...
Eu abri a mala com uma timidez fora do comum, peguei um conjunto de calcinha e sutiã vermelhos e fui ao banheiro me vestir, não conseguia pensar direito, apenas me sujeitei em aceitar as ordens do Gustavo, e confesso que o jeito dele mandar era gostoso.
Sai do banheiro apenas de calcinha e sutiã, segurando minhas roupas nas mãos cobrindo parcialmente, Gustavo estava sentado bebendo uma taça de vinho.
- Pronto...
- Deixa eu ver como ficou
Soltei as roupas e me mostrei a ele, ele me observou cuidadosamente, deu mais um gole na taça de vinho e disse:
- Senta aqui, toma uma taça de vinho comigo
- Gu... a gente pode conversar?
- Agora não
Eu me sentei com ele, ele me serviu, e assim apenas de calcinha e sutiã eu bebia calmamente, em silêncio, ele não me tocou, não elogiou, não falava absolutamente nada, e por mais estranho que fosse, aquilo me dava paz, depois de terminar a taça, ele se levantou, apagou as luzes da sala, ligou a tv e tirou a camisa, fazendo sinal para eu me sentar com ele, ele colocou uma comédia romântica para assistirmos, me abraçou e fiquei reclinada nele, assistimos o filme inteiro, do começo ao fim abraçados, sem comentários, apenas uma risada ou outra, eu estava em perfeita paz, sem nem se quer pensar no Marcos, quando já subia os créditos do filme, Gustavo me beijou devagar, um beijo lento, calmo, cheio de tesão, eu percorria as mãos sobre sua barriga, e ele me puxou para seu colo, não tirou minha calcinha, apenas puxou pro lado, encaixou seu pau dentro de mim, levantou meu sutiã e abocanhou meus peitos, eu sentava devagar, e gemia...
- Aiiii, aiiii Guu... aiii que gostoso! Hummmm
Ele permanecia me chupando e me fodendo, apenas respirando ofegante, trocamos de posição, fiquei de quatro em seu sofá, ele separou mais minhas pernas e entrou em mim de uma única vez, foi forte, mas foi gostoso, ele meteu com pressa, com umas estocadas que faziam nossas peles estalarem uma na outra, o barulho das metidas cobriam a sala, e eu gemia alto, ele me deu um tapa forte na bunda e continuou me dominando.
Eu suava, sentir aquela rolona me fodendo daquele jeito era um prazer enorme, ficamos assim por longos minutos, até ele me deitar de barriga para cima, me puxar para a ponta do sofá e me foder com calma, uma de suas mãos em minha cintura, e a outra apoiada em meu peito, eu estava descontrolada de tanto tesão, minhas pernas tremiam, e ele apenas me olhava com uma expressão de quem sabia que estava acabando comigo.
Ele se punhetou um pouco e gozou fartamente em meu corpo, se sentou no sofá cansado, e eu disse:
- Vamos tomar um banho?
- Vamos...
Caminhamos pelados pela casa, entramos no banheiro, eu liguei o chuveiro, e comecei a me limpar, ele ficou me olhando, eu sorri timidamente:
- Vai ficar me olhando sem falar nada?
- To só te admirando
Ele se aproximou e enquanto a água caia em nossos corpos, eu o abracei, o seu abraço era bom, parecia um refúgio, quando nos secamos, eu tomei a liberdade de já ir em direção ao quarto, mas ele me repreendeu.
- Sol... onde você vai?
- Eu ia... deitar...
- Quem disse que você vai dormir aqui?
Nessa hora, eu senti minha carne estremecer.
- Eu pensei que...
- Eu te disse que eu não volto atrás nas minhas palavras
- Você vai mesmo me tratar como uma putinha?
- Vem cá... senta aqui
Me sentei ao seu lado no sofá, ele respirou fundo e disse:
- Você não me ama de verdade
- Eu amo sim... a vida inteira eu te amei
- Você só quer um trouxa pra cobrir a carência que você tá por seu marido ter te traído, com a Miriam, com outra garota, e agora dando em cima até de homem
- Você pensa isso de mim?
- Penso, e to pensando que você não tem amor próprio, porque você se sujeitou a muita coisinha pra agradar o Marcos, e não se colocou em primeiro lugar, eu to te tratando feito uma vagabunda e você tá aceitando, quando que você vai se valorizar?
- Eu... eu gostei da forma que me tratou
- Gostou? Mas esse é o problema
- Qual o problema nisso?
- Que eu jamais seria casado com uma vagabunda
Meus olhos encheram de lágrimas na hora, mas ele me cortou:
- Se você quer realmente ter uma vida comigo, tem que se amar primeiro
- Eu vou aprender a me amar... me deixa ficar?
- Você já tá começando errado, me implorando pra ficar
- É que... eu... eu não quero voltar pra casa
- Então esse é o motivo de estar aqui?
- Sim e não, eu to aqui porque eu... eu quero ter uma vida com você, eu te amo poxa, olha quantos anos se passaram e você entrou de novo na minha vida, isso não pode ter sido apenas uma obra do acaso
- Eu vou arrumar o outro quarto pra você
- A gente não vai dormir juntos?
- Não... por enquanto não, por enquanto você é uma hóspede
- Eu ainda vou te conquistar...
- Eu espero que sim
Gustavo se levantou e foi para o segundo quarto arrumar as roupas de cama, eu poderia ter ficado magoada, mas eu sorri, ele queria uma mulher forte ao seu lado, e eu poderia demonstrar isso, peguei meu celular e mandei mensagem pra Miriam:
- Miriam, me conta o que você sabe sobre a Janaína? Jeito, lugares, comidas que ela fazia, me fala a comida preferida do Gustavo, me conte tudo!
A Miriam me fez um relatório detalhado.
Eu fui me deitar, confiante.
No dia seguinte, levantei cedo, antes do Gustavo, como a Janaína fazia, preparei seu café com pão com manteiga tostado, um café feito na hora, e assei alguns pães de queijo, ouvi ele levantando e coloquei tudo na mesa, preparadinho.
Ele tomou um banho e saiu do quarto já arrumado pro trabalho, olhou pra mim e pra mesa.
- Bom dia
- Bom dia amor...
- Dormiu bem?
- Sim, e você?
- Dormi bem... o que é tudo isso?
- Seu café da manhã, espero que goste
Ele se sentou, comeu, e me olhava me analisando, conversamos um pouco até ele se despedir com um beijo na testa.
Ele saiu e eu fiquei comemorando o beijinho na testa como se fosse um sinal de conquista, passei o dia organizando toda a casa, arrumei seu quarto, suas roupas, tudo, e nem sinal do Marcos me mandar uma mensagem, mas sinceramente eu nem me importei.
Gustavo chegou por volta das 19h30, quando ele entrou, seu semblante estava sério.
- Chegou meu amor?
- Sol, que cheiro é esse?
- É de Frango ao molho pardo
- Sol...
- Oi amor...
- Por favor, não faça mais isso, jogue tudo isso fora.
- Mas eu fiz pra gente jantar...
- Joga fora, por favor!
Me deu um aperto no peito, uma vontade enorme de chorar, eu fiz com muito amor, tinha demorado tanto pra ficar pronto, era a primeira vez que eu cozinhava aquele prato, e na medida em que eu despejava tudo no lixo não consegui segurar o choro, Gustavo tinha ido tomar um banho, quando voltou me viu chorando, eu limpei as lágrimas e ele me disse:
- Quem falou pra você fazer barreado?
- Eu só tava tentando te agradar...
- Quem falou pra fazer?
- A Miriam... eu pedi pra ela me falar tudo que você gosta, e ela me disse que você gostava de barreado, vo-você tava chorando?
- Sol... vamos conversar de novo, ok? Eu não quero você tentando me agradar, não quero você se adaptando pra caber na vida de alguém, seja você, do seu jeito
- Tudo bem, eu aprendi a lição, mas por que você estava chorando?
- Porque quem fazia barreado era a Janaína, ela era do sul, eu nunca havia comido isso até ela me apresentar, e foi a última comida que ela fez pra mim antes de morrer
- Eu não... eu não sabia, me perdoa
- Tudo bem... não tenta perguntar da minha vida pra Miriam, tá? Ela não sabe de porra nenhuma
- Gu... me fala então, o que você gosta de fazer? O que você gosta de comer? Não que eu queira me adaptar, mas eu quero te conhecer poxa, desde que você reapareceu ainda te sinto tão distante de mim
- O que você quer saber de mim? É só perguntar que eu vou te responder
- Qual a sua comida preferida?
- Lasanha
- Qual a sua banda preferida?
- Led Zeppelin
- Qual o dia do seu aniversário?
- 25 de março
- Você prefere meu cabelo solto ou amarrado?
- Solto, levemente bagunçado
- Você... você já tinha se envolvido com outro homem antes do Marcos?
- Sim
- Você já beijou outro homem?
- Sim
- Quem?
- Você não sabe?
- Não sei o que?
- A Janaína...
- A Janaína é... era mulher, eu estudei com ela
- A Janaína era trans
Eu me calei... por um momento achei que ele estava brincando, mas eu nunca fui próxima da Janaina, e só lembrei de uma vez em que na chamada de alunos, um dos professores lendo a lista chamou: - Jairo!
E ela corrigiu: - Janaína
Ela sempre teve a voz feminina, jeito feminino... eu nunca a vi como um homem.
- A Janaina... ela era ele?
- Sim, ela nasceu homem
- E você sabia disso?
- O tempo todo
- E mesmo assim ia se casar com ela?
- Sim, eu ia
- Ela... ela tinha pênis?
- Sim, tinha...
- E você... usava?
- De vez em quando sim
- Vo-você tá me dizendo que namorou com uma trans, que chupava e dava o cu pra ela, e que ia casar com ela?
- Sim, eu to dizendo isso, a Janaina foi uma grande mulher, e ela morreu por puro preconceito, ela saiu para trabalhar, e atravessando a rua um carro a acertou em cheio, o motorista foi preso, e ele carregava uma suástica
- Eu não sei o que dizer... eu to surpresa com isso
- Quer desistir?
- Não, eu não quero, eu só to surpresa
- Nunca tente ser igual a Janaína, por favor... vamos sair pra comermos algo.

Comentários (0)

Regras
- Talvez precise aguardar o comentário ser aprovado - Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos