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A nova realidade que mudou o mundo parte 144 - O caminho do inferno

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AnãoJediManco

O dia amanheceu cinzento e cruel, nós três, eu, mamãe e vovó fomos arrastadas para fora da mata como animais. Correntes grossas ligavam nossas coleiras de metal, formando uma fila indiana humilhante. O soldado na frente puxava a corrente com força, fazendo o metal morder nossos pescoços a cada passo. Nossas mãos estavam algemadas atrás das costas. Estávamos nuas, sujas de terra, folhas e o gozo seco da noite anterior.
A cidade que por poucos dias havia sido nossa estava irreconhecível., era um cenário de guerra. Corpos de mulheres mortas jaziam nas ruas, algumas com tiros na cabeça, outras com o corpo crivado de balas, sangue seco formando poças escuras. Vi uma negra jovem caída de bruços, as costas completamente destruídas por chicotadas. Não eram os chicotes antigos. Eram novos, com esferas de aço na ponta. Cada golpe rasgava a pele como se fosse papel, deixando sulcos profundos, carne viva exposta, sangue escorrendo em filetes grossos.
Enquanto caminhávamos, ouvíamos os gritos. Mulheres sendo recapturadas eram arrastadas pelas ruas, muitas já nuas novamente, sangrando. Um soldado chicoteava uma mulher loira com fúria, o chicote com esferas de aço acertou as costas dela com um som úmido e horrível. A pele se abriu, um pedaço inteiro se soltando. Ela gritou até a voz falhar. Mais à frente, vi algo que me fez vomitar. Um soldado ria enquanto enfiava uma granada no cu de uma negra jovem que chorava de joelhos. Ele empurrou o explosivo com o cano do fuzil, rindo enquanto ela implorava. Depois ele se afastou, puxou o pino com um controle remoto e detonou. A explosão foi seca e brutal, o corpo dela foi partido ao meio. Sangue, pedaços de carne e intestinos voaram para todos os lados. Os soldados aplaudiram e riram como se fosse um espetáculo.
Eu tremia tanto que mal conseguia andar. Mamãe chorava em silêncio à minha frente, a cabeça baixa. Vovó, atrás de mim, soluçava baixinho, o corpo fraco tropeçando a cada passo.
A cidade estava tomada por militares. Homens festejavam nas ruas, bebendo, rindo, alguns já estuprando mulheres recapturadas em cima de carros ou no meio da rua. Vi vários homens castrados, algemados e sentados no chão, paus arrancados, sangrando, olhando para o nada com olhos mortos. Nós três éramos apenas mais três prisioneiras na fila.
Enquanto éramos arrastadas pelas ruas, acorrentadas em fila, eu não conseguia parar de olhar para eles, os castrados. Homens que, dias atrás, eram guardas, peões, hóspedes do hotel, negociadores, ricos ou filhos de famílias poderosas. Agora estavam sentados ou ajoelhados no chão sujo das calçadas, em grupos, completamente nus, as pernas abertas de forma humilhante. Entre as coxas, só restava uma cicatriz feia, inchada e costurada às pressas, um buraco escuro e irregular onde antes havia pau e bolas.
A reação deles era devastadora, alguns olhavam para o vazio, completamente catatônicos. Olhos mortos, boca entreaberta, baba escorrendo. Tinham sido quebrados. A castração não foi só física, foi a destruição total da identidade masculina. Eles não eram mais homens, eram coisas, e sabiam disso. Outros choravam em silêncio, lágrimas grossas escorrendo pelo rosto enquanto olhavam para o nada. Um ex-guarda, que eu reconheci como um dos que havia me estuprado no galpão, estava sentado com as pernas abertas, olhando para o buraco entre as coxas. Ele tremia, murmurava algo baixinho, repetidamente: Não… não… não…
Um homem mais velho, talvez um gerente do hotel, que eu lembrava do rosto, soluçava alto, quase histérico, balançando o corpo para frente e para trás. Ele tentava cobrir o que restava com as mãos algemadas, mas não conseguia. A cicatriz ainda sangrava um pouco. O cheiro de infecção já começava a subir. Alguns reagiam com raiva impotente. Um jovem, que devia ter no máximo vinte anos, gritava para os soldados que passavam: Matem logo! Matem logo, seus filhos da puta! Eu não quero viver assim!
Um soldado riu e chutou o buraco onde antes ficavam as bolas dele. O jovem uivou de dor e se encolheu no chão, chorando como uma criança. O mais perturbador eram os que sorriam. Um ex-hóspede rico, que eu lembrava de ter visto rindo enquanto estuprava escravas, agora estava sentado, pernas abertas, com um sorriso doentio e vazio no rosto. Seus olhos estavam vermelhos, inchados. Ele murmurava para si mesmo: Melhor assim… melhor assim… agora eu sou igual a elas…
Eu senti um arrepio ao passar por eles. Esses eram os mesmos homens que nos humilhavam, que nos usavam, que riam da nossa dor. Agora estavam ali, castrados, expostos, quebrados. Alguns nos olhavam enquanto passávamos, eu, mamãe e vovó, nuas, acorrentadas. Havia ódio nos olhos deles, mas também inveja. Porque mesmo humilhadas, ainda tínhamos algo que eles nunca mais teriam.
Mamãe baixou a cabeça, envergonhada, e vovó apenas fechou os olhos. Eu continuei andando, puxada pela corrente, mas não conseguia parar de olhar. Era uma visão grotesca e hipnótica, dezenas de homens adultos, outrora poderosos, reduzidos a cascas vazias, chorando, babando, tremendo ou simplesmente olhando para o buraco entre as pernas onde antes existia sua masculinidade. A castração não tinha sido só a remoção de carne, tinha sido a remoção da alma deles. E enquanto éramos arrastadas para nosso próprio destino, eu não conseguia sentir pena, só um vazio estranho. Porque eu sabia que, em poucas horas, talvez também estivéssemos destruídas o suficiente para ter o mesmo olhar perdido que eles tinham agora.
Puxadas pelo pescoço, nuas, sujas, marcadas, eu olhei para trás e vi vovó, a mulher que um dia me dava colo e contava histórias, sendo arrastada como uma cadela velha, o sangue seco no queixo, os olhos sem vida. Mamãe virou o rosto ligeiramente e nossos olhares se encontraram. Não havia mais esperança ali, só resignação, medo e dor. Eu queria morrer, queria ter tido coragem de me matar na mata. Mas agora era tarde.
O exército havia vencido, e nós, as três gerações da mesma família, estávamos sendo levadas de volta ao inferno que pensávamos ter escapado. A corrente puxou com mais força, eu tropecei e continuei andando. Porque não havia mais nada que pudéssemos fazer, só seguir, voltar a vivermos nuas, e quebradas. Sabendo que o verdadeiro pesadelo estava apenas começando de novo.
Os dois dias de caminhada forçada foram piores que qualquer tortura que eu já havia sofrido. Não houve descanso, não houve tempo para sono, não houve piedade. Fomos puxadas pela corrente como gado, nuas, descalças, sob o sol escaldante durante o dia e o frio cortante durante a noite. O metal da coleira machucava meu pescoço a cada passo. Meus pés sangravam, cortados por pedras e espinhos. Mamãe tropeçava à minha frente, o corpo exausto, mas ainda tentava aguentar. Vovó, atrás de mim, mal conseguia respirar, eu ouvia seus gemidos fracos toda vez que a corrente puxava.
Quem caía era arrastada. Algumas mulheres desmaiaram e foram abandonadas, mortas ou agonizando na beira da estrada. Os soldados não paravam, apenas chutavam os corpos para o acostamento e continuavam marchando. Eu não sei como sobrevivi, meu corpo ultrapassou todos os limites. A exaustão era tão profunda que eu delirava enquanto andava, via vultos, ouvia vozes. Em um momento achei que estava vendo minha versão mais jovem correndo ao lado da estrada, rindo.
No final do segundo dia, quando o sol já se punha, chegamos ao destino. Um vasto campo aberto, completamente isolado. Cercado por rolos altos de arame farpado. Não havia árvores, não havia sombra, não havia barracos, nem água, nem comida. Apenas grama alta, seca, formigas vermelhas e enormes cupinzeiros espalhados pelo terreno.
Os soldados nos empurraram para dentro da cerca como se fôssemos animais. Milhares de mulheres nuas, sujas, feridas e aterrorizadas foram jogadas ali. O barulho das correntes era constante. Ninguém falava alto, apenas sussurros, choro abafado e o som de corpos se arrastando.
Fomos deixadas ali, sem água, sem comida, sem abrigo. O sol havia queimado nossa pele durante o dia. Agora o frio da noite começava a chegar, fazendo nossos corpos nus tremerem. Eu me encolhi contra minha mãe, que por sua vez protegia vovó com o próprio corpo. Nós três nos abraçamos no meio da grama alta, sujas de terra, suor, sangue e medo. Olhei ao redor, milhares de mulheres, todas nuas, todas acorrentadas, muitas com ferimentos abertos. Algumas já delirando de sede e exaustão. Ouvia choro baixo, gemidos de dor, o zumbido das formigas que começavam a subir pelos corpos.
Não havia banheiros, quem precisava mijar ou cagar fazia ali mesmo, no chão, entre as outras. O cheiro começou a subir devagar, suor azedo, sangue, urina e desespero.
Mamãe encostou os lábios no meu ouvido, a voz quase inaudível: Eu não aguento mais, filha… se eles nos deixarem aqui por muitos dias… vamos morrer.
Vovó apenas tremia, os olhos fechados, rezando baixinho. Eu olhei para o céu que escurecia e senti um vazio profundo, havíamos sobrevivido à revolta, havíamos sobrevivido à tortura, havíamos sobrevivido à nossa própria crueldade. E agora estávamos ali, nuas, acorrentadas, jogadas num campo vazio como gado esperando o abate, sem esperança, sem futuro, sem dignidade. Apenas esperando o que viria em seguida, e pela primeira vez, eu desejei que viesse logo. Porque esperar, neste lugar, era a pior tortura de todas.
O que será que vai ocorrer com a gente?

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