Caçador de putas raras 03 - Combate
Continuação de "Caçador de putas raras 02 - Mérida, A Fada"
*Nota do Autor*
**Essa história diferente das outras será baseada em um mundo de fantasia, não tenho a intenção de ofender nenhuma minoria, religião e/ou deficiência. Os termos usados aqui se referem apenas a raças de mundos de fantasia sem relação com a realidade.
***Como estou tentando construir uma história coesa infelizmente essa parte da história ficou pobre na questão de sexo, se você acessa meu conteúdo apenas pelo motivo erótico peço desculpas pois esse conto dificilmente irá te agradar.
Continuação:
Enquanto corria pela estrada esburacada em direção à velha madeireira, percebi um brilho familiar no canto do meu olho. Era o sistema de novo!
— Mérida, você está vendo alguma coisa brilhando a minha direita? — perguntei ofegante enquanto continuava a correr.
A fada piscou confusa antes de balançar a cabeça negativamente.
— Não estou vendo nada além da estrada na nossa frente.
Se Mérida não conseguiria ver o sistema, provavelmente só eu tenho acesso a ele conclui mentalmente. Continuei a correr até que finalmente parei para recuperar o fôlego quando vi ao longe as construções abandonadas da velha madeira.
Com um gesto com a mão abri o sistema, ainda estava me acostumando com isso quando vi na tela algo que chamou minha atenção:
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| Sistema de outro mundo |
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| Missões Concluídas |
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| Conhecer uma nova espécie (Fada) |
| +3 pontos |
| |
| Bônus por orgasmo da cônjuge (repetível) |
| +1 ponto |
| |
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Senti meu coração bater mais rápido ao ler as informações do sistema. Quatro pontos extras eram bem-vindos para essa situação perigosa. Procurei na tela de habilidades e encontrei justamente o que precisa, habilidade de utilização de arco e flecha e outra de utilização de adaga, gastei 2 pontos em cada, assim poderia pelo menos ficar no nível de um aprendiz com as duas ferramentas.
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| Sistema de outro mundo |
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| Habilidades |
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| Arco - (2/10) |
| Adaga - (2/10) |
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Mérida voou ao meu lado, seu olhar em duvida tentando entender por que estava perdendo tempo balançando as mãos no ar.
— O que você esta fazendo? — perguntou ela baixinho
— Se eu contar você não vai acreditar. Vamos focar na missão. — respondi voltando minha atenção a velha construção.
A luz do sol batia nas madeiras velhas da construção abandonada enquanto o entardecer começava a cair, lançando sombras compridas pelo chão. Aqui e ali, alguns caules de ervas daninhas brotavam das fendas na madeira, mostrando que aquele lugar estava abandonado há muito tempo.
— Qual é o plano? — perguntou Mérida ao meu lado, sua expressão tensa enquanto olhava para a construção à frente.
Pensei rapidamente antes de responder:
— Vamos dar uma volta na construção para ver se tem algum guarda do lado de fora. Assim podemos avaliar melhor a situação e decidir nosso próximo movimento.
A fada assentiu com um movimento rápido de cabeça.
Começamos a nos mover silenciosamente pela lateral da construção, nossos passos abafados pelo mato alto que crescia por ali. Não demorou muito para encontrar o que estávamos procurando: havia dois guardas postados na única entrada da velha madeireira.
— São goblins! — murmurou ela em meu ouvido.
— Parece que só os dois estão de guarda, pelo visto — falei baixinho para Mérida enquanto observávamos os goblins conversando animadamente na entrada da construção.
— O que vamos fazer? — Mérida indagou com uma expressão de medo.
— Mérida preste atenção, voe de volta a vila e fale com Bernie ou Jax fale que encontramos goblins aqui na madeireira. Eu vou tentar chamar a atenção deles para o lado contrario a estrada assim quando os reforços chegarem eles estarão fora de posição. — tentei soar o mais convincente que pude para Mérida.
Mérida assentiu com um leve movimento de cabeça antes de se virar e sair voando rapidamente em direção à vila. Observei sua silhueta minúscula sumir no horizonte antes de me virar novamente para os goblins na entrada da madeireira.
Com o coração acelerado, comecei a procurar por pedras pequenas perto do chão. Encontrei algumas e as peguei com cuidado antes de me aproximar mais da construção. Estava tão concentrado em meu plano que nem reparei quando um galho estalou atrás de mim...
— Olha só o que temos aqui! — uma voz rouca e grossa gritou às minhas costas.
Virei-me rapidamente para ver um dos goblins me encarando com um sorriso malicioso no rosto. Droga, não tinha percebido que eles estavam tão perto!
— Eu estava me perguntando por que o meu amigo estava demorando tanto tempo para ir fazer a ronda... E achei você! — ele disse apontando uma lança de madeira improvisada para mim — A carne da vaca nós vamos dividir mas a carne de humano só eu vou comer — ele disse rindo alto enquanto caminhava até mim.
Meu coração acelerou ainda mais com a fala do goblin, se a carne de vaca era o que estava pensando precisava agir rápido para salvar Laura. O goblin se aproximava cada vez mais de mim com uma expressão faminta no rosto enquanto brandia sua lança improvisada com intenção de me espetar.
Ele rosnou alto antes de investir contra mim, tentando acertar meu peito com a ponta afiada da lança. Felizmente, seu movimento foi desajeitado e eu consegui me jogar para o lado no último segundo, evitando por pouco ser atingido.
Sem perder tempo, saquei minha adaga do cinto e golpeei o goblin em retaliação. A lâmina acertou bem em sua clavícula direita, fazendo-o gritar de dor enquanto cambaleava para trás.
— Aaarggghhh.... Filho da puta! — ele grunhiu entre dentes cerrados antes de se lançar contra mim novamente com mais força ainda.
Agindo um pouco pelo pânico ou pouco pelo instinto puxei a lamina da adaga para frente e senti a ponta da lamina sendo empurrada pelo peso do goblin, que se jogou em cima de mim.
Sua lança errou minha cabeça por pouco e quando tentei me desvencilhar vi que ele não se mexia mais, empurrei ele de cima de mim para o lado e vi que ao se jogar a adaga perfurou seu coração.
Com o goblin morto, fiquei momentaneamente aliviado, mas logo voltei à realidade ao ouvir os chamados do outro guarda procurando seu amigo que eu acabei de matar. Sem perder tempo, me escondi atrás de uma das construções laterais enquanto sacava meu arco e uma flecha da aljava nas minhas costas. Enquanto esperava o goblin se aproximar, segurei a corda do arco tenso, prendendo a respiração assim como Jax tinha me ensinado.
Assim que ele apareceu no campo visual, soltei a corda com um movimento rápido e preciso. Enquanto a flecha voava pensei comigo que o sistema realmente estava me ajudando, sem ele provavelmente jamais conseguiria soltar uma flecha certeira assim.
A flecha voou pelo ar em uma trajetória certeira antes de acertar o alvo bem no meio do peito do goblin. Ele parou momentaneamente, sua expressão surpresa e dolorida enquanto olhava para baixo, vendo a flecha que agora perfurava seu tórax. Comecei a pensar que uma flecha não seria o suficiente quando ele com um último suspiro, caiu no chão sem vida.
Soltei um longo suspiro antes de me levantar e caminhar até os corpos dos goblins. Verifiquei se ambos estavam mesmo mortos antes de guardando a adaga novamente na bolsa em meu cinto.
Ainda sem sinal algum de Mérida, comecei a me perguntar se ela tinha mesmo conseguido chegar até Bernie ou Jax. Respirando fundo para me acalmar, decidi entrar na madeireira para procurar por Laura antes que pudesse acontecer qualquer outra coisa com ela.
Para minha sorte, não havia mais ninguém vigiando o lugar depois da morte dos dois goblins, então pude entrar sem muitos problemas. Assim que entrei, percebi que os goblins tinham cavado um buraco subterrâneo bem no meio do chão da construção abandonada e ele levava a dois caminhos diferentes: um para a direita e outro para a esquerda.
Escolhi o caminho à esquerda depois de pensar por alguns segundos. Ele era úmido e escuro, com apenas algumas tochas aqui e ali iluminando fraquinho o lugar. As paredes eram feitas de terra compactada e parecia que tinham sido cavadas recentemente, provavelmente pelos goblins que moravam ali.
Enquanto caminhava pelo caminho estreito e sinuoso, percebi que tinha chegado a uma curva bem fechada. Com cuidado para não fazer barulho, caminhei devagar até conseguir virar a esquina...
Foi quando vi um balde cheio de pregos nas extremidades estava presa no teto por uma corda e descia com tudo na altura da cabeça de quem passasse pelo caminho. Por sorte consegui me jogar para o lado no último segundo, evitando por pouco ser atingido pela armadilha improvisada. Meu coração disparou enquanto eu tentava recuperar o fôlego.
Depois de alguns segundos, continuei meu caminho devagarzinho, procurando por mais armadilhas ao longo do corredor depois da curva, mas felizmente não encontrei nenhuma. Depois de andar um pouco mais, finalmente cheguei a uma espécie de sala larga no fim do túnel. E ali, empilhadas em um canto, havia várias gaiolas de madeira de diferentes tamanhos.
Dentro de algumas dessas gaiolas estavam galinhas, um pedaço de algum animal já devorado pelos goblins e encolhida e desacordada estava ela Laura. Corri até lá e quase não acreditei nos meus próprios olhos, ela estava com alguns arranhões mas me parecia bem.
Com cuidado, abri a gaiola e tirei Laura de dentro dela antes de colocá-la sobre meus ombros. Ela parecia mais leve do que na noite anterior, e não senti tanta dificuldade em carregá-la daquele jeito quanto pensei que teria. Comecei a andar enquanto pensava em um plano para escaparmos dali.
Andando devagar pelo corredor escuro, tentei fazer o menor barulho possível para não chamar atenção de mais goblins que pudessem estar por ali. Quanto mais avançávamos pelo túnel, mais eu tinha certeza de que seria impossível lutar com Laura nas minhas costas daquele jeito.
Depois passar novamente pela armadilha de balde, e caminharmos um pouco em sentido a saída. Parei em uma parte mal iluminada do túnel, e deixei Laura encostada na parede.
Andei mais alguns metros a frente me posicionado para disparar uma flecha, mas sem puxar o arco. Não sabia o quanto tempo levaria até que Laura acordasse, e se Mérida tinha conseguido entrar em contato com alguém na vila.
Então minha melhor opção seria eliminar o maior numero de goblins furtivamente, através do elemento surpresa e a escuridão.
Fiquei contando o tempo mentalmente para não me distrair. Uma hora já tinha se passado quando comecei a ouvir passos no final do tunel.
Assim que os passos ficaram mais perto, preparei meu arco e fiquei esperando pacientemente. Quando o primeiro goblin estava a uma distância segura de uns 10 passos de mim, soltei a corda do arco com um movimento rápido e preciso. A flecha voou certeira pelo ar antes de atingir sua cabeça, penetrando bem no meio da testa.
O outro guarda começou a gritar a berrar "intruso" tentava chamar a atenção de goblins pela base:
Me preparei rapidamente para disparar outra flecha. Mas dessa vez, meu tiro errou o alvo, provavelmente porque estava nervoso demais.
Nesse momento, ouvi Laura gemer atrás de mim e percebi que ela tinha acordado com toda aquela gritaria dos goblins.
— Ahhh! Onde estou? — ela perguntou enquanto tentava se levantar, ainda meio atordoada por ter ficado desacordada tanto tempo.
Sem perder tempo, avancei contra o segundo guarda que continuava gritando enquanto tentava chamar mais goblins para nos atacarem. Antes que ele pudesse fazer isso, corri até ele e enfiei minha adaga bem fundo em seu peito, exatamente entre as costelas. Ele parou de berrar de repente e caiu no chão com um baque surdo.
— Laura! — a chamei com pressa temendo que mais goblins viesse ao nosso encalço — Você está bem? Vem segura minha mão temos que sair daqui...
— Estou bem... acho — Laura respondeu enquanto se levantava devagar, ainda meio trêmula por causa da experiência traumática que tinha passado. Com cuidado, ela caminhou até onde eu estava e segurou minha mão.
Caminhamos rápido pelo corredor escuro e estreito o máximo possível para sairmos daquele buraco antes que mais goblins pudessem aparecer. Quando chegamos à rampa que levava de volta ao térreo da madeireira, ouvimos vozes vindo de cima.
— Aqui! — era Mérida falando com os guardas da vila enquanto eles se aproximavam da construção. Não demorou muito para que ela chegasse perto o suficiente de nós e pudesse nos ver ali no fundo.
— Caçador, você esta bem? Eu trouxe reforços. — ela gritou assim que me reconheceu na penumbra.
Assentimos com a cabeça enquanto subíamos a rampa, deixando claro que estávamos bem. O capitão nos encarou por alguns segundos antes de se virar para mim:
— Humano, o que tem lá dentro? Quantos goblins você viu?
Respirei fundo antes de responder:
— Tem um túnel longo e úmido dividindo-se em dois caminhos. No fim do da esquerda tem uma sala com gaiolas cheias de animais de pequeno e médio porte alguns devorados pelos goblins...
O capitão assentiu, já imaginando que tipo de lugar era aquele.
— Estamos com poucas pessoas para essa missão — ele disse fazendo um gesto largo com o braço em direção aos outros dois guardas. — Preciso da sua ajuda para limpar essa toca de uma vez por todas — ele pediu enquanto olhava preocupado para o buraco.
Concordei com a cabeça antes mesmo dele terminar de falar:
— Eu, ajudo vocês — prometi, ainda segurando firme a mão de Laura. — Mas primeiro precisamos levar ela para um lugar seguro.
Mérida concordou rapidamente, obviamente aliviada por ver que Laura estava viva e bem depois de tudo pelo que passamos naquela noite. Nós três voltamos juntos até a taverna, onde deixei Laura aos cuidados de Bernie o amigo gordo de Jax e dono do estabelecimento.
Depois de garantir que ela ficaria segura, voltei à madeireira acompanhado de Mérida. Agora já era quase noite, então precisávamos agir rápido antes que os goblins percebessem nossa presença perto do covil deles.
Dois dos guardas ficaram de guarda na porta para evitar que fôssemos emboscados ao sair, enquanto eu, Mérida e o capitão entramos novamente no buraco. Desta vez, seguimos pelo caminho da direita em direção às profundezas daquele lugar horrível.
Não demorou muito até encontrarmos alguns goblins dormindo profundamente perto de umas tochas apagadas. Com gestos rápidos e silenciosos, o capitão apontou para mim enquanto fazia um movimento cortando a garganta com a mão livre. Entendi perfeitamente o que ele queria dizer e avancei contra os dois monstros adormecidos antes mesmo que pudessem despertar.
Nos posicionamos perto deles e sem dar chance para que gritassem ou corressem enfiei minha adaga na garganta do primeiro, enquanto o capitão matava o segundo goblin. Aparentemente, não havia mais ninguém por ali naquela hora. Com um pouco de sorte, conseguiríamos eliminar todos eles antes que percebessem nossa presença...
Fomos avançando pelo túnel estreito até chegarmos perto da saída. Foi então que começamos a sentir o cheiro forte de fumaça vindo lá de cima. Compreendemos logo de cara que era uma armadilha e nos apressamos para sair daquele lugar antes que fôssemos sufocados.
Assim que saímos do buraco, tossindo e com os olhos lacrimejando devido à fumaça, encontramos nossos dois guardas caídos no chão, desmaiados. Mérida correu até eles para ver se estavam bem enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo ao redor da madeireira em chamas.
Foi então que uma figura surgiu das sombras, um pouco maior que um humano mas não tanto quanto um anão. Era um hobgoblin, uma criatura parecida com os goblins mas muito mais forte e esperta do que eles. Mérida o identificou rapidamente antes de se virar para mim.
— Ele é perigoso! — ela gritou, apontando para o monstro enquanto outros dois goblins comuns surgiam atrás dele.
O hobgoblin nos encarou com ódio nos olhos e começou a xingar em uma linguagem que não entendíamos muito bem:
— Eu vou matar vocês, seus merdas! Esse bando de idiotas acharam nosso esconderijo. Façam alguma coisa agora antes que eu mate todos vocês!
Ele olhou para o buraco sem entender porque ninguém do seu bando sairá ainda, entendendo que provavelmente nós tínhamos os matado ele não perdeu tempo, ele correu na nossa direção empunhando um machado enorme enquanto os outros dois goblins o acompanhavam com lanças afiadas.
Eu ainda tossindo preparei meu arco rapidamente e disparei uma flecha contra o peito do hobgoblin, mas ela não penetrou fundo o suficiente para derrubá-lo. Sem me intimidar, ele continuou avançando furioso enquanto eu me preparava para um combate corpo a corpo.
O capitão da guarda interveio na hora certa e bloqueou o machado do hobgoblin com sua espada, impedindo que ele nos atingisse. Mas mesmo assim, os outros dois goblins conseguiram acertá-lo com suas lanças afiadas antes que pudéssemos fazer qualquer coisa.
As lanças de madeira se quebraram contra a cota de malha dele, mas não sem antes causarem um impacto forte o suficiente para que ele sentisse. O capitão grunhiu de dor enquanto recuava alguns passos, tentando se recuperar do ataque surpresa.
Enquanto isso, eu me preparei rapidamente para lançar outra flecha contra os goblins, rezando para que desta vez meu tiro fosse certeiro. A flecha saiu voando em direção aos monstros, acertei um deles no ombro mas não foi o suficiente para derrubá-lo.
Mérida aproveitou a oportunidade de estar fora do alcance dos monstros por enquanto e aumentou seu brilho, cegando temporariamente o hobgoblin. Com isso, o capitão conseguiu desferir um golpe com sua espada no peito do monstro, fazendo-o recuar alguns passos.
Os dois goblins temendo pelo seu chefe se colocarem entre nós e seu líder, tentando nos distrair enquanto ele se recuperava. Sem perder tempo, disparei mais uma flecha contra eles em uma tentativa de mantê-los sob pressão.
Com um som seco e horrível, uma das minhas flechas acertou um dos goblins bem no meio do olho, derrubando-o no chão instantaneamente. O outro goblin, por sua vez, pulou em direção ao capitão e se agarrou nele com força, tentando tirá-lo de posição para o hobgoblin atacar.
Mas foi então que o líder dos monstros conseguiu se recuperar da cegueira temporária causada pelo brilho de Mérida. Com um grito de raiva, sua pele fico com um tom rubro e ele começou a espumar pela boca, ele ergueu seu machado enorme e desferiu um golpe brutal contra os dois, acertando tanto o capitão quanto seu próprio subordinado.
O barulho do impacto foi horrível, fazendo com que eu estremecesse mesmo a uma certa distância dali. O goblin aliado morreu instantaneamente dividido ao meu, o capitão conseguiu sobreviveu mas sua espada estava quebrada e provavelmente seu braço também, sua cota de malha deve ter ajudado a segurar o golpe mas claramente o capitão não estava em posição de lutar mais.
Entendi que se eu deixasse aquele monstro continuar, ele iria matar todos nós em sua fúria berserk. Sem pensar duas vezes, disparei minha flecha contra seu ombro, chamando sua atenção para mim enquanto tentava afastá-lo dos meus companheiros feridos.
O hobgoblin correu em minha direção, mas desviei a tempo e ele caiu no fogo que consumia a madeireira atrás de mim, queimado ele gritou ficando momentaneamente atordoado pela dor e voltando a sua coloração normal. Não perdi tempo e disparei mais uma flecha contra sua batata da perna, ele me xingava de todos os nomes enquanto se levantava com dificuldade.
Com ódio genuíno contra mim ele ignorou os ferimentos e correu novamente em minha direção, querendo me matar a qualquer custo. Conseguimos desviar do seu primeiro ataque, mas durante o movimento ele conseguiu acertar meu braço esquerdo com o machado, cortando fundo minha carne.
Mérida viu que tinha sido ferido e tentou chamar a atenção do monstro, ele não desviou sua atenção da minha presença mas tacou uma pedra na direção de Mérida. Quando ele começou a levantar sua espada novamente tentei minha sorte e sacando minha adaga pulei sobre ele. Consegui surpreendê-lo com o pulo e enfiei minha lâmina em sua garganta, antes de cair morto ele jogou seu machado que por poucos centímetros não acertou minha cabeça.
Olhei a vida se esvaindo de seus olhos, senti um misto de medo e consciência da morte que só é possível nesse tipo de situação.
Com o monstro finalmente morto, eu não tinha mais forças para ficar de pé. Meus ferimentos doíam terrivelmente e minha mente estava exausta por conta da batalha intensa que acabáramos de enfrentar. Caí no chão sujo e carbonizado, respirando ofegante enquanto Mérida corria até mim para ver se eu estava bem.
— Conseguimos, caçador — ela disse com um sorriso cansado no rosto. — Vencemos aqueles monstros no final das contas.
Assenti em resposta, ainda tentando recuperar meu fôlego e controlar a dor que sentia por causa dos ferimentos. Olhei ao redor e vi o capitão da guarda ainda caído no chão, seu peito subindo e descendo lentamente.
— O capitão... — murmurei com preocupação. — Precisamos cuidar dele também...
Mérida concordou e foi até ele para verificar seus ferimentos enquanto eu me esforçava para ficar de pé novamente. Sabíamos que ainda tínhamos um longo caminho pela frente, mas pelo menos por agora podíamos celebrar nossa vitória contra aqueles monstros horríveis.
Mérida foi até o capitão da guarda e começou a examinar seus ferimentos, seu rosto estava sério enquanto ela avaliava a extensão dos danos causados pelo ataque do hobgoblin.
— Ele está sangrando muito... — ela murmurou para si mesma, claramente preocupada com o estado dele. — Não sou boa em magias de cura, mas vou tentar fazer o que puder.
Ela colocou suas mãos sobre os ferimentos mais graves e começou a murmurar um feitiço, uma luz suave emanando de seus dedos enquanto ela tentava estancar o sangramento. Depois de alguns segundos, ela respirou fundo e recuou, parecendo aliviada com o resultado.
— Isso vai ter que servir por enquanto — ela disse com um suspiro. — Não sei quanto tempo a mágica vai durar, mas pelo menos ele não vai sangrar até morte agora.
Assenti em reconhecimento ao esforço dela e me virei para olhar para o capitão, que estava consciente mas claramente sofrendo muito com a dor dos ferimentos.
— Capitão... — comecei a falar, mas ele levantou uma mão para me interromper.
— Não fale nada, rapaz — ele disse com voz fraca. — Você e Mérida salvaram nossas vidas hoje. Não teria conseguido sem vocês dois.
Sorri cansado em resposta, sentindo-me grato por sua gratidão. Olhei ao redor mais uma vez e percebi que ainda estávamos vulneráveis ali, cercados pelos corpos dos monstros mortos e com o incêndio continuando a se espalhar pela madeireira.
— Mérida... — chamei sua atenção. — Vá procurar Jax e os outros para contar o que aconteceu aqui. Diga-lhes que estamos bem, mas precisamos de ajuda para levar esses dois guardas desmaiados de volta à taverna.
Ela concordou imediatamente e começou a correr em direção ao centro da cidade, claramente preocupada com nossa segurança depois da batalha. Eu me virei para o capitão novamente e tentei ajudar ele a se levantar, ainda que soubesse que provavelmente não teria muito sucesso sozinho.
Mérida voltou com algumas homens-meio-animais que reconheci como frequentadores da taverna e eles nos ajudaram a voltar. Quando voltei encontrei Laura que se lançou para mim cheia de preocupação e alivio que eu voltei bem.
Depois que conseguimos levar o capitão e o outro guarda feridos até a taverna, fomos recebidos por Jax e alguns dos outros frequentadores que tinham ficado preocupados com nossa segurança. Conversamos longamente sobre tudo o que tinha acontecido na madeireira, desde o primeiro encontro com os goblins até a batalha final contra o hobgoblin.
Jax ficou impressionado com nossas façanhas e nos agradeceu profusamente por termos ajudado a salvar a cidade daquele perigo. Prometeu fazer tudo o que pudesse para ajudar na recuperação do capitão e dos outros guardas, sabendo que eles precisariam de muito descanso após aquele confronto tão intenso.
Após a conversa, Mérida, Laura e eu decidimos ir embora da taverna, cansados demais por conta da batalha e da tensão emocional. Caminhamos em silêncio pelas ruas da cidade até chegarmos à casa de Laura, onde finalmente poderíamos descansar um pouco.
— Obrigada por me ajudar hoje — Laura disse enquanto abríamos a porta. — Não sei o que teria feito sem você do meu lado.
Sorri cansado em resposta e envolvi ela em meus braços, ainda sentindo o cheiro de fumaça e suor da luta na madeireira. Mas não importava naquele momento. Estávamos vivos e juntos, e era tudo o que realmente importava.
— Eu também estou feliz por você estar bem — respondi baixinho. — Não teria conseguido sem Mérida e sua ajuda também.
Mérida sorriu timidamente ao lado de Laura, ao chegarmos fomos todos direto para cama, exaustos demais para fazer qualquer outra coisa além de dormir, aliviados por termos sobrevivido a tudo isso.
Na manhã acordei com uma sensação peculiar.
Acordei assustado com uma sensação estranha entre minhas pernas. Abri os olhos e olhei para baixo, surpreso ao ver Mérida e Laura, cada uma delas usando suas línguas para me proporcionar uma experiência bastante prazerosa.
— Pelo visto as senhoritas acordaram de bom humor hoje — murmurei com um sorriso, ainda meio adormecido enquanto elas continuavam seus movimentos delicados.
As duas sorriram em resposta, parecendo satisfeitas com minha reação. Laura começou a me lamber mais vigorosamente, meu membro sendo estimulado por sua língua quente e úmida enquanto Mérida concentrava-se na base do meu pênis, deixando que sua língua menor explorasse cada centímetro da pele sensível.
A sensação era incrível, quase demais para suportar. Fechei os olhos e deixei minha cabeça cair de volta no travesseiro, apenas apreciando o momento enquanto elas continuavam seu trabalho em equipe. Não demorou muito até que eu estivesse completamente duro, minhas pernas tremendo com a intensidade do prazer.
— Vocês duas são incríveis... — murmurei, olhando para baixo e vendo as expressões de pura luxúria nos seus rostos enquanto elas me lambiam.
Elas pareciam se divertir ao ouvir meu elogio, aumentando ainda mais o ritmo de suas línguas em resposta. Logo eu não aguentava mais, um orgasmo intenso tomando conta do meu corpo enquanto minhas mãos agarravam os lençóis embaixo de mim com força.
Quando finalmente gozei na cara das duas, elas se olharam e começaram a rir, claramente satisfeitas por terem me dado tanto prazer. Sorri de volta, ainda um pouco atordoado pelo que tinha acabado de acontecer.
— Bom dia — Laura disse baixinho, inclinando-se para beijar minha bochecha enquanto Mérida subia na cama ao meu lado e se aconchegava contra mim.
— Bom dia — respondi baixinho, envolvendo ambas em um abraço enquanto nos acomodávamos na cama para mais uma manhã agradável juntos.
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