#Bissexual #Corno

Entre a aliança e o desejo - Parte 7 - Final

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Lopedrinhofm

Eu me troquei, entramos no carro e fomos a um restaurante da região, eu comecei a entender a dor de Gustavo, ele me contou que toda sua família o zombava por ele estar se relacionando com uma trans, e por isso ele se afastou de todo mundo, aquela história que a Janaína ganhava bem era verdade, mas isso não importava pra ele, o que ele tinha com ela era uma história de superação de preconceitos, após jantarmos, Gustavo me levou até uma região rural, eu confiava nele, ele parou no alto de um penhasco, descemos do carro, ele desligou tudo, e simplesmente se deitou na grama, eu ri.
- Levanta daí, seu doido!
- Vem cá... deita aqui comigo
Me deitei me aconchegando em seu peito, o céu estava lindo, a lua enorme, e Gustavo me disse:
- Toda vez que você permite alguém te tratar como puta, você será respeitada como puta
- Nossa, que poético pra ouvir vendo as estrelas
- É sério... olha lá, tá vendo aquela estrela mais afastada?
- Sim, to vendo
- Por que que ela se destaca?
- Porque ela brilha mais
- Não brilha... ela brilha a mesma coisa que as outras
- Então não entendi...
- Ela se destaca por estar sozinha, e mesmo assim, ela permanece ali, sem querer se adaptar ou se juntar as outras, ela parece ser feliz como ela é, não importa o que as outras pensem a respeito dela
- É verdade... eu não tinha pensado assim
- Quando você está se encaixando em um lugar, você sempre vai ser só mais uma
- Gu... eu juro que eu tento sabe? Eu tento ser uma mulher foda, uma mulher respeitada, mas eu gosto de agradar quem tá comigo, de mover o mundo pela pessoa, eu não consigo simplesmente pensar em mim
- Eu te entendo... mas você nunca pode oferecer tudo de si aos outros e não sobrar nada para você mesma. Não podemos agradar nos desagradando
- Eu acho que se eu não agradar quem eu amo, a pessoa vai se irritar comigo...
- Isso não é amor
- Como não?
- O amor é algo leve... não se age dessa forma, isso é opressão e não amor
- O que é o amor?
- O amor é paciente e bondoso, o amor não arde em ciúmes, não se tem vaidade, nem orgulho, não é inconveniente nem busca os interesses de apenas um lado, não se irrita, não deseja o mal, o amor não é injusto, mas sim verdadeiro, o amor é sofredor, mas acredita em tudo, tudo espera, tudo suporta e nunca acaba
- Que definição linda, onde você viu isso?
- Na bíblia
- Eu nunca enxerguei o amor dessa forma... eu sempre vi o amor como um sentimento, um desejo, uma chama...
- O amor é mais que desejo, tem gente que te foderia numa cama, mas nunca estaria com você num leito de hospital
- É... o Marcos mesmo odeia hospital
- Eu também odeio, mas se for preciso, eu estou presente
- Gu... você me ama?
- Você foi a primeira mulher que eu amei na vida... e ainda me sinto aquele adolescente quando estou com você
- Eu também, eu fico perdida nas palavras, nas minhas atitudes, parece que eu volto a ser bobinha perto de você
- Então seja assim
- É pra eu ser quem eu sou?
- Sim...
- Então eu posso agir como eu quero?
- Pode
- E você não vai me julgar por isso?
- Não...
Eu me virei subindo em cima dele e o beijando ali mesmo, ele sorriu entendendo exatamente o que eu queria, nos levantamos, ele me virou contra o capô do carro e levantou meu vestido, abaixou minha calcinha e entrou em mim, eu comecei a gemer sorrindo, dizendo:
- É a primeira vez que eu transo ao ar livre, aiii
Ele pegou em minha cintura, beijou meu ombro, e começou a aumentar o ritmo.
Ele segurou minha perna a erguendo e metia cada vez mais rápido, minha buceta fazia barulho de tão molhada, logo ele gozou no chão, eu o abracei e o beijei, e saímos de lá, ao chegarmos em sua casa, eu ia pro outro quarto, quando ele me pegou pelas mãos e disse:
- Hoje você pode dormir comigo, se quiser
Eu sorri e naquela noite dormimos abraçadinhos.
As coisas pareciam estar equilibradas na minha vida, no dia seguinte, Gustavo foi trabalhar, Marcos me mandou mensagem dizendo que era pra eu buscar o resto das minhas coisas que ele já tinha separado, eu fui, quando entrei tive um receio dele fazer algo contra mim, mas ele me tratou bem.
- O Gustavo te aceitou?
- Sim, a gente se entendeu
- Era o que você queria né? Desejo que seja feliz
- Obrigada... você vai ficar bem?
- Vou... vou sim, eu vou aproveitar essa fase de solteiro pra minhas putarias, vou comer mulher, homem, vou dar, chupar... acho que é o que eu queria também
- É... então seja feliz assim
- Será que...
- Que o que?
- Que a gente pode ter uma despedida?
- Marcos... para...
- Vai me dizer que não quer
- Se eu ceder, nunca vai ser só uma despedida, você vai me querer fazer de sua amante
- Prometo que vou respeitar seu relacionamento
- Promete mesmo?
- Sim...
- Então vem... fode minha bucetinha
Marcos sorriu pra mim, a gente se beijou e transamos gostoso, sem peso, como se fossemos dois amigos, peguei minhas coisas e saí de lá.
Quando cheguei na casa do Gustavo, eu arranquei o quadro da Janaína da parede, eu sabia que significava muito pra ele, mas me incomodava ficar andando pela casa como se ela "estivesse me olhando", limpei tudo, e preparei a lasanha que ele gostava, quando ele chegou, me beijou, olhou pra parede e disse:
- Você tirou o quadro?
- Sim
- Ta bom
- Não vai brigar?
- Não... eu te disse para você ser mais autêntica, e isso já é um começo
- Fico feliz que tenha entendido tão fácil, eu já tava me preparando pra você brigar comigo
- Não, não vou...
- Eu peguei o restante das minhas coisas na casa do Marcos
- E como foi lá?
- Só peguei as coisas, foi normal...
- Você ficou sozinha com seu ex, não rolou nada?
- Sim... rolou
- Tá bom
- Só tá bom? Não vai me xingar por eu ter te traído com ele?
- Não... nós não oficializamos o namoro, então você era livre, foda-se o que você fez com ele
- Nossa, eu não to acostumada com essa liberdade toda
- Sol?
- Oi?
Gustavo tirou uma aliança do bolso e me perguntou:
- Você aceita se casar comigo?
- Ca-casar? Achei que ia me pedir em namoro...
- Não se encontra o amor da adolescência e se tem uma chance dessa a toa
- E-eu aceito, eu aceito sim.
Nos beijamos muito, pode parecer loucura, mas em 6 meses casamos, um casamento lindo, como sempre sonhei, entrei com vestido, buquê, ao som da marcha nupcial sendo tocada por violinos, a família do Gustavo estava toda presente e a minha também, eu chorei muito ao vê-lo de terno, ele preparou tudo com muito carinho, Marcos estava presente também, junto de Miriam, sua nova namorada, e não era estranho pra gente, eu aprendi de certa forma que as coisas acontecem como tem que acontecer, Gustavo e eu nos casamos e viajamos para o Pernambuco, que ele sempre desejou conhecer, depois fomos pro Rio, que era onde eu sempre quis conhecer, e aprendi que o amor é assim, não há conflitos de quem ganha, sabendo aproveitar os dois vencem.
Após o casamento eu engravidei, tivemos uma menina linda que colocamos o nome de Jasmine, claro que como todo casal a vida não é toda perfeitinha, mas posso dizer que eu encontrei o amor da minha vida.

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Baseado em uma história real de uma seguidora, esse conto fugiu um pouco do que eu costumo trazer a vocês, mas achei essa história muito foda e decidi dar meu toque a vocês, já estou trabalhando em uma saga nova que prometo que vai ser tão boa quanto Os cunhados e Jogo proibido, provavelmente posto hoje
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Comentários (3)

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  • Raposa: Muito bom

    Responder↴ • uid:1d1mzo39ptt7
  • PA22: Achei legal esse conto, fugiu da temática que estamos acostumados, mas foi interessante, iria dizer que esperava mais PLOT, mas como foi baseado em fatos reais, não dava para enfeitar demais!

    Responder↴ • uid:5h68mdv3
    • Julinha: A parte ruim é ter sido um conto cooperado, outra pessoa escreveu junto do Pedrinho, mas o "Laços de família" tá gostoso

      • uid:1e0akxuexppr