#Gay

Minha primeira experiência com outro homem

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Jorge

Meu nome é Jorge (nome ficticio).
39 anos, casado, pai, homem de rotina aparente.
Mas dentro de mim sempre houve um desvio de corrente — um desejo que nunca pediu licença. Mulheres nunca foram exatamente o meu destino final. O que me assombrava, com doçura e fúria, era a fantasia de um corpo masculino sobre o meu, o peso, a força, a entrega. Ser tomado. Sentir algo grande, pulsante, vivo, rasgar o silêncio do meu próprio corpo.
Era janeiro de 2023. Verão. Praia. Calor grudado na pele e na alma.
Sozinho em casa, abri o Grindr como quem abre uma porta que sempre esteve trancada por dentro. Não buscava conversa bonita, nem filosofia barata. Buscava carne, intenção, fome.
Entre mensagens cruas e nudes trocados sem cerimônia, ele apareceu.
Felipe. Italiano. De férias.
A conversa escorreu fácil, obscena, deliciosa. Fotos, provocações, promessas mudas. E então o convite — simples, direto, inevitável.
Preparei-me como quem prepara um ritual.
Banho longo. Corpo atento. Chuca feita com cuidado. Um gole pra soltar a coragem.
Esperei. Sentado. Aberto. Ansioso. Com o corpo já pedindo o que ainda nem tinha chegado.
Felipe entrou meia hora depois.
Alto, quase um metro e noventa. Cabeça raspada. Corpo grande, imperfeito, real. Bonito o suficiente para o que realmente importava: ele ia me comer. E eu queria isso com uma intensidade quase indecente.
Tomava cerveja quando chegou. Pediu o banheiro.
Quando voltou, eu já não tinha paciência. Arranquei minhas roupas e pedi que ele fizesse o mesmo. Nada de cerimônia. O colchão no chão da sala nos aguardava como cúmplice.
Ele deitou.
Eu subi.
Empunhei seu pau como quem segura uma promessa antiga. Grande. Firme. Bonito.
Levei à boca sem pensar, babado, faminto, entregue. Chupar aquele pau foi uma revelação — quente, salgado, vivo. Cada movimento arrancava de mim uma pergunta atrasada: como eu demorei tanto?
Depois, ele me virou.
De quatro. Aberto. Vulnerável.
Sua boca explorou meu cu com paciência cruel, preparando o terreno, desenhando o caminho. Quando finalmente entrou, absorvi o impacto com um misto de nervosismo e prazer. Não era virgem de mim mesmo — eu me conhecia bem — mas aquilo era outra coisa. Era presença. Era domínio. Era real.
Ele me comeu de todas as formas possíveis.
De quatro. De lado. Por cima. Por baixo.
O corpo dele marcando o meu, o ritmo, os gemidos, o suor misturado. Eu estava onde sempre quis estar, mesmo sem admitir.
Só um arrependimento ficou: não ter deixado ele gozar na minha boca. Queria ter provado seu leite, selado o momento com esse gosto final. Mas era a primeira vez. Eu estava nervoso, aprendendo meu próprio roteiro.
Depois do sexo, o silêncio.
Não soube o que dizer. Não soube como ficar.
Ele foi embora — simples assim — deixando no meu corpo um cansaço bom e na minha cabeça uma saudade inesperada.
Agora estou aqui de novo.
Praia. Verão. Sozinho em casa.
Grindr aberto. O desejo acordado.
Caçando outra vez.
E me pergunto, com um sorriso indecente nos lábios:
será que a minha segunda experiência gay está prestes a começar?
Fim!

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