#Coroa #Teen #Voyeur

Capítulo IV e V — O Peso da Coroa e a Sombra que Despert

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SR. HANMA

Aqui está um Combo de capítulos para aqueles que gostaram.

**Capítulo IV — O Peso da Coroa e a Sombra que Desperta**

O continente de **Eryndor** já não era o mesmo.

Em menos de três anos, **Kael Dravaryn** havia transformado Valdoren de um reino mercantil em um império marcial em expansão. Onde antes havia rotas comerciais e tratados frágeis, agora existiam estradas militares, fortalezas avançadas e estandartes negros fincados como avisos silenciosos.

### O Que Foi Conquistado

Eryndor era composto por **nove grandes reinos** reconhecidos:

1. **Valdoren** — o coração do império, agora irreconhecível
2. **Eldharyn** — conquistado e dissolvido como entidade soberana
3. **Skeld** — submetido e governado por um regente vassalo
4. **Ashkar** — aliado estratégico, ainda independente
5. **Thalassar** — cidades livres, em paz tensa
6. **Var-Nor** — territórios de antigos senhores da guerra, agora integrados
7. **Lythienne** — reino agrícola do oeste
8. **Caelum** — arquipélago naval
9. **Solmyr** — reino montanhoso e isolado, pouco conhecido

Desses, **dois haviam sido conquistados**, **um estava firmemente aliado**, **dois viviam sob submissão indireta**, e os demais observavam, divididos entre medo e preparação.

Kael não se intitulava imperador.
Não havia hierarquias simbólicas acima dele.
Não havia nobreza tradicional.

Havia **função**.

### O Estado de Kael

Fisicamente, Kael carregava as marcas da expansão. Seu corpo continuava forte, mas já não era intocado. Um ombro jamais se movia com a mesma fluidez após um confronto em Skeld. Uma cicatriz recente atravessava-lhe as costelas — lembrança de um combate menor, mas feroz. Seus cabelos escuros agora apresentavam fios grisalhos precoces.

Ele não se queixava.

Para Kael, dor era apenas um dado estratégico: algo a ser gerenciado.

Mentalmente, estava mais focado do que nunca — mas também mais solitário. O peso da liderança absoluta não permitia descanso verdadeiro. Ele dormia pouco, falava pouco, e observava tudo.

### O Exército do Aço Carmesim

O **Exército Valdorian** contava agora com **cerca de 180 mil soldados ativos**, divididos em:

* **Legiões Centrais** — infantaria pesada e disciplinada
* **Cavalaria de Ashkar** — rápida, letal e leal por interesse
* **Frota Negra** — mais de 400 navios armados
* **Corpos Auxiliares** — engenheiros, médicos de campanha, estrategistas

Não eram apenas muitos.
Eram organizados.
Eram treinados para obedecer sem hesitação.

No império de Kael, a ascensão vinha do mérito brutal, não do nome.

### Personagens que Ganham Forma

Novos nomes surgiam entre as fileiras:

**Tarek Vorn** — 27 anos
Comandante de Infantaria Avançada
Antigo ferreiro, recrutado à força, tornou-se um líder respeitado por proteger seus soldados sem questionar ordens. Vê Kael como inevitável, não como herói.

**Lysa Mereth** — 31 anos
Mestre-Curadora Militar
Pragmática e silenciosa, salvou milhares em campanha. Detesta a guerra, mas acredita que Kael encurtará todas elas ao vencer rápido demais.

**Irik Solbrand** — 45 anos
Governador de Skeld
Ex-inimigo, agora administrador frio. Serve por sobrevivência, mas observa em silêncio, aguardando algo que nem ele sabe nomear.

### E Então… Alguém se Levanta

No extremo oeste de Eryndor, além das colinas verdes e rios largos de **Lythienne**, algo diferente começava a acontecer.

Lythienne sempre fora um reino pacífico, agrícola, quase ingênuo. Seu povo valorizava colheitas, festivais e conhecimento. Nunca fora uma potência militar — e justamente por isso fora ignorado até agora.

No trono estava **Rei Alaric Valehart**, trinta e cinco anos.

Alaric não era um guerreiro lendário. Era um homem de presença serena, cabelos castanho-claros, olhos azuis atentos e um sorriso raro, mas sincero. Conhecia o nome de camponeses, caminhava entre o povo sem escolta pesada, e acreditava — verdadeiramente — que governar era servir.

Quando refugiados de Eldharyn e Skeld começaram a chegar, Alaric não fechou os portões.

Ele ouviu.
Ele chorou com eles.
E então tomou uma decisão.

— **Se o mundo se curva ao medo**, disse ao seu conselho, **então alguém precisa lembrar o que é coragem sem crueldade.**

Alaric começou a enviar emissários. Não exigindo submissão — mas cooperação. Falava de defesa mútua, de resistência moral, de limites que não deveriam ser cruzados.

Outros reinos começaram a escutar.

Não por ódio a Kael.
Mas por esperança de algo diferente.

### Dois Reis, Dois Mundos

Quando a notícia chegou a Valdoren, Kael ouviu em silêncio.

Um rei bondoso.
Um reino que acolhe.
Um homem que acredita que o mundo pode ser melhor.

Pela primeira vez em muito tempo, Kael não sentiu desprezo imediato.

Sentiu curiosidade.

— **Bondade**, murmurou, encarando o mapa onde Lythienne repousava, ainda intacta. — Sempre atrai seguidores… e mártires.

Dois caminhos agora se desenhavam em Eryndor.

Um forjado no aço, no medo e na ordem imposta.
Outro na empatia, na união e na escolha.

E o continente, ainda marcado por cicatrizes recentes, aguardava para descobrir qual deles sobreviveria ao próximo capítulo da história.

**Capítulo V — O Peso da Coroa e a Sombra que Desperta**

O nome de **Alaric Valehart** começou a viajar mais rápido que qualquer exército.

Não vinha acompanhado de ameaças, nem de estandartes negros, mas de histórias — e histórias eram perigosas. Em tavernas de Thalassar, marinheiros sussurravam que havia um rei que não exigia juramentos de sangue. Em vilas arrasadas de Eldharyn, sobreviventes diziam que Lythienne oferecia abrigo sem pedir nada em troca. Em Skeld, entre guerreiros que ainda lembravam o frio da derrota, surgia uma pergunta que ninguém ousava fazer em voz alta: *e se houvesse outra forma?*

### O Reino que Não Temia Ser Bom

**Lythienne** era um contraste vivo ao mundo que Kael moldara.

Campos dourados, rios largos e cidades abertas, sem muralhas imponentes. Não por ingenuidade, mas por escolha. Sua força nunca estivera na defesa armada, e sim na cooperação entre vilas, no conhecimento compartilhado e na confiança mútua.

Alaric governava havia sete anos. Não por herança direta — fora escolhido após a morte de um rei sem filhos, eleito entre nobres e representantes do povo. Esse detalhe, por si só, já tornava Lythienne uma afronta ao modelo de poder absoluto de Kael.

Alaric não vestia armaduras. Usava roupas simples, cores claras. Carregava uma espada apenas por tradição — e poucos acreditavam que ele fosse exímio no combate. Mas ninguém duvidava de sua coragem.

— **Se Kael governa pelo medo**, disse Alaric a seus conselheiros, **então nossa resistência deve ser pela confiança.**

### Novos Personagens, Novas Ideias

Ao redor de Alaric, um novo círculo começava a se formar:

**Serena Halwyn** — 33 anos
Diplomata-chefe de Lythienne
Mulher de fala calma e mente afiada. Acredita que palavras podem atrasar guerras — tempo suficiente para salvar vidas. Vê em Kael não apenas um tirano, mas um homem moldado por algo quebrado.

**Brom Alderic** — 48 anos
Comandante da Guarda Popular
Ex-soldado que abandonara a guerra após ver demais. Não gosta de batalhas, mas luta para que outros não precisem lutar depois. Treina milícias defensivas, não exércitos de conquista.

**Ilenya Frostwind** — 26 anos
Refugiada de Skeld
Testemunhou a queda de sua terra. Tornou-se símbolo vivo do que Kael deixava para trás. Sua voz, firme apesar do trauma, dava rosto humano às decisões políticas.

Essas pessoas não buscavam destruir Valdoren. Buscavam **limitar** Kael.

### O Primeiro Confronto — Sem Espadas

A notícia de uma **Liga do Oeste** — uma aliança defensiva proposta por Lythienne — chegou a Valdoren como um sussurro incômodo.

Kael convocou seu conselho.

— Eles não levantam armas — disse Voren. — Levantam ideias.

Lady Myrien franziu o cenho.

— Ideias atravessam fronteiras com mais facilidade que exércitos.

Kael permaneceu em silêncio por longos instantes. Seu corpo estava cansado, marcado por campanhas sucessivas, mas sua mente permanecia afiada. Ele sentia algo novo crescer — não medo, mas resistência verdadeira.

— **Então vou até eles**, disse por fim. — Não com legiões. Com presença.

### Dois Reis, Um Encontro

O encontro ocorreu na fronteira neutra entre Valdoren e Lythienne, em uma antiga ponte de pedra sobre o Rio Albor.

Kael chegou com uma guarda mínima. Alaric fez o mesmo.

Por um momento, o mundo pareceu suspenso.

— Você construiu um império — disse Alaric, quebrando o silêncio. — Mas impérios precisam de inimigos constantes para existir.

— E reinos bondosos precisam de alguém para protegê-los quando a bondade falha — respondeu Kael.

Não houve insultos. Não houve ameaças abertas.

Apenas duas visões irreconciliáveis.

— Eu não me curvarei — disse Alaric. — Mas também não o atacarei.

Kael o encarou longamente.

— Então você ensinará o mundo a resistir sem lutar — disse. — Isso é… inconveniente.

### O Campo de Batalha Invisível

Após o encontro, não houve guerra imediata.

Houve deserções.
Houve dúvidas.
Houve soldados de Valdoren que começaram a questionar por que lutavam.
Houve reinos que atrasaram tributos, inspirados por Lythienne.

Kael venceu batalhas por anos.

Mas agora enfrentava algo diferente:
um adversário que não queria derrotá-lo — queria **sobreviver a ele**.

Na solidão de seus aposentos, Kael observava o mapa. Seu império era vasto, poderoso, temido.

E ainda assim…

Uma pequena região verde permanecia intacta.

— **Esperança**, murmurou, quase com desprezo. — Sempre foi a mais difícil de matar.

O mundo não marchava mais apenas ao som de tambores de guerra.

Marchava também ao som de vozes que diziam *não* — sem erguer uma espada.

E Kael Dravaryn compreendeu, talvez tarde demais, que sua maior guerra não seria travada nos campos…
mas nos corações.

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