Estuprado pelo fiscal da lojas americanas
Só queria pagar de "fodão" roubando chocolates, mas o abuso que sofri naquela salinha de segurança escura é algo que nunca vou esquecer.
O ar no corredor de doces estava pesado. Olhei os preços da Americanas e lembrei da crise da empresa; meus amigos brincavam que a loja faliu de tanto que roubavam. No jogo “Eu nunca”, o silêncio me entregou: eu era o único “certinho” que jamais roubaria nada nas Americanas. O espanto dos meus amigos me fez sentir um covarde sem graça. Entre as gôndolas, a dúvida surgiu: e se eu roubasse? Tinha o cartão da minha mãe, mas buscava a adrenalina. Queria deixar de ser o filho perfeito que nunca deu problema e sentir o que eles sentiam.
Aproveitei um ponto cego das câmeras e deslizei três chocolates para dentro da cueca. O plástico frio na pele deu um choque; mistura nova de medo e prazer. Pela primeira vez, quebrava as regras e estava amando. Afinal, eram só chocolates, o que de mal aconteceria?
A euforia durou pouco. Vi o fiscal: camisa preta, braços fortes e uma presença que intimidava. Nossos olhos se cruzaram e meu sangue congelou. Ele falou algo no rádio; o pânico soterrou o prazer. Peguei um KitKat e um Trident como álibi. Minhas mãos tremiam ao passar o cartão, sentindo o roubo na cueca como chumbo.
Ao caminhar para a saída, olhei para trás. O homem sumira entre as prateleiras. Respirei fundo, sentindo o suor frio. Eu conseguira. Não era o menino bonzinho; carregava um segredo na cueca, e aquela sensação era boa.
A liberdade estava a poucos passos, mas o destino tinha outros planos. Perto da porta, o mundo parou.
Ele surgiu do nada, como uma sombra. O impacto foi inevitável: meu rosto bateu contra seu peito firme, sentindo os músculos sob a camisa. O choque me fez recuar, tonto. Ele bloqueava a saída; minha segurança evaporou, substituída por um pânico gelado.
— Desculpe, não te vi — balbuciei.
Tentei contorná-lo, mas ele foi mais rápido, movendo-se como uma muralha. Encurralado, sua voz grave ecoou com autoridade.
— Você não está esquecendo de pagar nada?
As palavras caíram sobre mim como um balde de água gelada. O corredor parecia um tribunal e eu era o único culpado. O suor escorria e o peso do roubo no short parecia ter triplicado.
— Acho que não — respondi, com a voz falhando.
— Tem certeza? — insistiu ele, arqueando a sobrancelha.
— Tenho.
O silêncio foi torturante. Eu tremia diante da imponência dele. Meu corpo agiu por instinto; só queria atravessar aquela porta e sumir para ganhar o respeito dos meus amigos.
Disparei em corrida desesperada, mas não dei cinco passos. Ele foi mais rápido. Antes da liberdade, senti o solavanco: ele me agarrou com uma força que me paralisou.
Ouvi uma risada curta e debochada. A mão dele era enorme; seus dedos davam a volta no meu braço, como uma algema de carne. Meu coração quase explodiu. Estava sem saída.
— Você está encrencado, moleque — disse ele, sombrio.
O rádio chiou. Uma voz metálica cortou o silêncio:
— QRU por aí? Pegou o moleque?
— Peguei — respondeu, mantendo o controle absoluto.
O pânico subiu pela garganta. Os dedos dele apertavam minha pele, deixando claro: não havia escapatória.
— Me solta, está machucando! — exclamei, quase em socorro.
— Você vem comigo agora — foi tudo o que disse.
Puxou-me pelo braço, obrigando-me a caminhar. A adrenalina virou um desespero amargo. No pensamento, um filme de terror: e se ele ligasse para o meu pai? Imaginava a decepção e a surra. Senti arrependimento pelo momento em que decidi ser “fodão”.
Enquanto atravessávamos a loja, senti cada par de olhos cravado em mim. Eu, o orgulho da família, agora era levado como um criminoso.
Ele me conduziu até uma porta no fundo. Entramos em uma sala pequena, abafada e com cheiro de mofo, repleta de monitores. Sentada ali, vigiando as câmeras, estava uma mulher de cabelos curtos masculinos e de uniforme preto.
O homem me jogou na sala. Olhou para a colega e disse:
— Pode cobrir lá fora? Preciso dar uma lição nesse delinquentezinho.
— Pode deixar — respondeu ela com um risinho irônico.
Assim que ela saiu, o som da porta sendo trancada fez meu coração disparar. O lugar era bagunçado, com armários de ferro e caixas. Uma delas, de "Achados e Perdidos", transbordava roupas velhas.
Mas o que deu calafrios foi o mural na parede. Era enorme, cheio de fotos de adolescentes pegos na loja. Todos estavam desconfortáveis, alguns sem camisa. No topo, letras frias diziam: DELINQUENTES.
Olhar para aquilo fez-me sentir que, logo, meu rosto estaria naquela parede.
— Por favor, eu pago! Tenho o cartão da minha mãe, deixe-me ir — implorei, chorando muito.
Ele olhou-me frio e sem piedade.
— Agora é tarde para querer pagar, não acha? — rebateu, cruzando os braços.
— Por favor... — solucei.
— Se cooperar, eu te solto. Mas do meu jeito.
Limpei o rosto, esperando que pedisse os chocolates. Mas o que disse deixou-me sem chão:
— Tira a roupa. Agora.
— O quê? — perguntei, sentindo as pernas fraquejarem.
— Tira tudo para a revista.
— Não vou fazer isso! Não vou ficar pelado na sua frente!
Ele deu um passo, cobrindo-me com sua sombra.
— Ou obedece, ou chamo a polícia e o conselho tutelar agora. Você fica preso com vários homens até seus pais aparecerem. Prefere a viatura?
— Não! Eu coopero — respondi, sentindo um nó na garganta.
A imagem do meu pai surgiu como um pesadelo. Eu era o filho exemplar; imaginar seu rosto vendo-me algemado por chocolates era o pior. Faria qualquer coisa para que o erro ficasse trancado ali.
Virei de costas e desci a bermuda. Ele observava tudo e, antes que eu pudesse agir, suas mãos grandes entraram na minha cueca, tateando até encontrar as barras. Retirou os chocolates e cheirou cada um; estranhei o gesto enquanto ele os jogava sobre a mesa.
— Tira a cueca. — Agora — ordenou.
— Já pegou tudo — respondi, tentando esconder-me.
— Tira agora! Quer que eu ligue para a delegacia?
— Não, por favor...
Abaixei a peça, sentindo o olhar dele queimar minha pele. Ele calçou uma luva, pegou uma lanterna e agachou atrás de mim. Com os dedos, afastou as laterais da minha bunda. Aquela luz foi a maior humilhação que passei.
— Não está escondendo nada aqui? — perguntou, a voz densa.
— Não tem nada — respondi, chorando.
Ele levou o dedo à boca e depois o pressionou contra a entrada do meu cuzinho, gelando minha alma:
— Que bundinha lisinha gostosa... esse buraquinho rosadinho? Esconde algo aí dentro?
— Por favor, não tem nada — implorei.
— É meu trabalho. Se não for eu, vai ser a polícia.
Sem aviso, enfiou o dedo. Um gemido de dor escapou da minha garganta. Enquanto se movia ali dentro, falou em tom de conselho perverso:
— Por que roubou? Não tem cara de quem faz essas coisas, tem cara de anjinho inocente.
— Só queria emoção, senhor... deixe-me ir — gemia, sentindo o corpo reagir confuso à invasão.
— Emoção? — repetiu, movendo o dedo com força. — É assim que começa. A cadeia está cheia de gente que buscava "emoções". Quer ir para lá?
Ele levantou-se, mantendo o dedo em mim e colando a boca no ouvido. Senti seu hálito quente.
— Essa bunda na cadeia faria muito sucesso — sussurrou, com uma intenção que eu não processava.
No instante seguinte, desferiu um tapa violento na minha nádega. O estalo foi alto e seco. Minha pele ficou vermelha instantaneamente. A dor ardeu como fogo. Naquele momento, a ficha caiu: ali dentro, eu não tinha mais vontade própria.
O fiscal saboreava o poder. Retirou o dedo lentamente, mas continuou colado a mim. Sua presença ocupava a sala, transformando o ar em algo denso. O único som era minha respiração curta, no desespero de quem descobria que a lição apenas começava.
Quando tentei subir a cueca, ele puxou-a para baixo.
— Não mandei se vestir — rosnou. — Dá-me isso.
Arrancou o short e a cueca, jogando-os longe. Fiquei ali, exposto.
— Achei que já tinha terminado — balbuciei.
— Terminado? — Soltou uma risada seca. — Nem recebeu sua lição ainda. Não queria brincar de fora da lei? Agora aceite as consequências como um.
Empurrou-me e meu peito bateu na mesa de metal. Suspendeu minha perna direita, deixando-me vulnerável. Meu rosto ficava encostado no mural de “delinquentes”. Sentia-me como um nada, igual a eles.
Ouvi o som dele retirando a luva. Veio o primeiro golpe. A mão pesada caiu como chicote sobre minha bunda. O estalo foi alto e a marca queimava. Continuou a punição, tapa após tapa. Gemi com o rosto na mesa, em pura humilhação.
Apertava a beirada da mesa com tanta força que meus dedos ficaram brancos. Eu, o filho perfeito, estava sendo castigado como criança por um estranho em uma sala escondida.
Quando parou, jogou-me de joelhos entre suas pernas. Suas mãos seguraram minha cabeça, pressionando meu rosto contra o jeans áspero. Ali, senti o calor daquilo que lutava para escapar do tecido.
Abriu o zíper. O som do metal foi o último aviso antes de libertar o volume. Senti o peso daquilo bater contra meu rosto, sensação quente que me deixou sem ar.
— Olha o tamanho do problema que você arrumou — disse ele, com sorriso de lado, enquanto o membro pulsava.
O choque paralisou-me. Nunca vira nada daquele tamanho; parecia impossível. Olhei para mim e senti vergonha profunda: meu pinto, encolhido, não chegava perto da cabeça daquilo. A diferença entre minha fragilidade e a força bruta daquele homem era aterrorizante.
Eu estava encurralado. O cheiro forte e o calor que emanavam dele ocupavam meu olfato, deixando-me tonto. A ficha caiu de um jeito cruel: o que achei ser apenas um sermão cruzara todos os limites.
Aquela situação transformara-se em algo sombrio. Não era mais o menino que tentara roubar; era refém da vontade dele, enfrentando o inimaginável.
— Chupa meu pau! — ordenou, com autoridade que não admitia resposta.
— Eu... eu... — tentei balbuciar, com o coração na garganta e o pavor paralisando-me.
— Abre a boca e mama! É uma ordem! — rosnou, aproximando-se, deixando claro que não havia saída.
O tempo pareceu congelar, mas a paciência dele era curta. Antes que eu decidisse, ele agiu com brutalidade. Seus dedos fortes seguraram meu queixo, forçando a mandíbula para baixo até a boca abrir ao máximo.
Sem delicadeza, invadiu-me. Senti o pau enorme e quente entrar, preenchendo cada espaço e deixando-me sem ar. O choque físico batendo na garganta fez meus olhos transbordarem lágrimas instantaneamente.
— Abre mais — rosnou, a voz vibrando. — Se me machucar com os dentes, juro que volta para casa sem eles.
O medo de algo pior fez-me obedecer por instinto. Estava ali, humilhado, sufocando com a imposição. O silêncio da sala era quebrado pela respiração abafada e pelo chiado do rádio — lembrete de que, para o mundo, eu era apenas um criminoso sendo resolvido.
Minha boca mal dava conta de algo imenso, mas esforçava-me. Servia-o com dedicação desesperada, como se cada movimento fosse a chave para a liberdade. Olhava para cima e via o rosto autoritário transformar-se, cedendo ao prazer. Como era inexperiente naquilo, buscava na memória cenas de filmes pornô, tentando ser impecável.
Meu plano era simples: dar o máximo de prazer para que terminasse logo. Pretendia entregar-me para, depois, vestir-me e fingir que nada aconteceu. No entanto, o medo misturava-se a uma sensação confusa. Uma parte de mim sentia o impacto daquela força e do controle que eu, mesmo ali, exercia sobre ele.
Eu me sentia dividido entre o desejo de que acabasse logo e uma curiosidade perigosa. Ele movia-se com brutalidade, produzindo sons molhados. Em vários momentos, empurrava minha cabeça, fazendo o membro sumir na garganta até eu engasgar, enquanto dava tapas no rosto que me deixavam zonzo.
Forçou-me a descer até as bolas. Eram grandes, marcas de um verdadeiro macho que nunca viria. Envolvia-as, sentindo peso e textura, brincando com elas até sentir o vácuo ao soltá-las. Estava entregue, perdendo a noção de quem era, enquanto o mundo ignorava o que acontecia.
Depois, virou-me de costas. Senti o hálito quente antes de ele agachar e, sem aviso, usar a língua no meu cuzinho. Sensação invasiva; parecia que perdia o cabaço com aquele toque úmido. Preparava o caminho.
Levantou-se e travou as mãos na cintura, prendendo-me como um grampo. Senti a cabeçona pressionar; o primeiro contato foi dilacerante, como se o corpo fosse rasgado. Avançava com lentidão, centímetro por centímetro, enquanto abraçava-me e tapava minha boca. Sentia o gosto do suor de suas mãos, sabendo que gritar era inútil.
Para facilitar a entrada, enfiava os dedos na minha boca, molhando-os no pau com saliva para lubrificar o que faltava. Observava o progresso da invasão, mas, restando pouco para o fim, sua paciência acabou. Em movimento súbito e bruto, fincou o restante de uma vez só.
A dor foi choque elétrico que percorreu minha espinha; soltei grito abafado contra a palma da mão dele. Minhas pernas fraquejaram, mas ele segurou-me firme, rindo baixo perto do ouvido.
— Rabo guloso da porra — debochou, com risada maliciosa. — Nem esperou colocar o resto com cuidado, já foi sugando tudo.
Estava ali, preenchido, sentindo o latejar da invasão brutal. O deboche lembrava que, naquela sala, eu era brinquedo nas mãos de quem deveria vigiar a lei.
Os movimentos começaram lentos, testando limites, mas logo ganharam força e velocidade. Aquela coisa grossa, dura como pedra, abria espaço à força. A sensação inicial era fogo; tudo queimava, como se cada fibra do meu cuzinho estivesse sendo esticada ao máximo.
Conforme o ritmo tornava-se constante, a dor transformou-se. Quando meu anelzinho finalmente se moldou a ele, prazer inesperado brotou. Sabia que minha satisfação era irrelevante — eu era objeto da vontade dele —, mas a sensação física era inevitável, consequência do ato bruto.
Meus gemidos mudaram. O choro deu lugar a sons baixinhos, carregados de um prazer que eu não queria admitir. Ele percebeu e passou a possuir-me com ainda mais fúria.
Às vezes, parava por segundos apenas para ver minha reação. Nessas pausas, meu corpo tinha vontade própria; minha bunda buscava o contato, batendo contra ele. Estava entregue, dominado pelo ritmo daquele homem, enquanto a sala de segurança tornava-se o palco de uma entrega que jamais imaginei.
Ele colocou-me de frente na borda da mesa, pernas apoiadas em seus ombros. Estava totalmente aberto. Ver o rosto dele cheio de satisfação enquanto me possuía dava um prazer que eu não sabia explicar. Dominava-me pela mandíbula e, às vezes, apertava meu pescoço, tirando o fôlego a cada estocada.
Para ganhar impulso, apoiou o pé na mesa. Isso permitia ir ainda mais fundo, batendo com força no limite. De vez em quando, parava para observar o estrago; meu buraco, antes apertado, agora estava largo e entregue ao seu tamanho. Quando saía por um instante, sentia um vazio imenso e chegava a implorar para ele voltar.
Depois, sentou na cadeira e ordenou que eu subisse em seu colo. Tentei rebolar, mas percebi que preferia o controle total. Não queria esperar pelo meu movimento; queria ser quem empurrava e ditava o ritmo do prazer.
Mandou que apoiasse os pés em suas coxas, agachado sobre ele. Abraçou-me por trás e começou a "macetar-me" com vontade renovada. Suas bolas, grandes e pesadas, batiam com força contra as minhas, que pareciam bolinhas de gude. O barulho, a dor e o impacto daquele sacão no meu saquinho eram constantes; parecia focado apenas em usar-me até o fim.
As estocadas finais ficaram frenéticas. Eram os golpes mais fortes e profundos. Senti o membro pulsar e crescer dentro de mim, como se fosse explodir. Meu corpo inteiro sacudia com a violência do ritmo.
— Vou gozar! — rosnou.
Num movimento bruto, jogou-me no chão. Meus joelhos bateram no piso frio enquanto puxava meu cabelo, forçando minha cabeça para trás. Com os dedos, abriu minha boca e despejou uma carga quente e espessa lá dentro, marcando o fim daquela entrega.
O líquido era grosso, farto e abundante, preenchendo minha boca. Pela dimensão das bolas dele, a carga era pesada, transbordando como desfecho de toda aquela força acumulada.
A força era tamanha que jatos atingiram meu rosto e olhos, deixando minha visão embaçada. Ele apertava a cabeça da pica para extrair até o último rastro de prazer, lançando gotas finais sobre mim.
Quando finalmente soltou um suspiro de alívio, o silêncio retornou. Continuei ali, caído e marcado, sentindo o calor dele escorrer enquanto o peso do que aconteceu instalava-se no ar.
— Limpa tudo. Não vai querer aparecer todo sujo na foto — ordenou, recuperando o fôlego.
— Foto? — perguntei, ainda tonto.
Apontou para o mural, onde dezenas de rostos encaravam-me. Limpei tudo depressa, engolindo cada gota. No meio da confusão, sentia um tesão forte; o líquido quente pela garganta parecia a coisa mais preciosa do mundo. Tive um pensamento estranho: aquilo era mais gostoso que os chocolates que tentei roubar. Entrara em busca de cobre, mas sentia que ganhara ouro.
Depois que terminei, mandou que abrisse a boca para conferir o serviço. Satisfeito, o tom de voz mudou.
— Muito bem, bom menino. Merece até um beijinho — disse.
Senti a mão grande acariciar meus cabelos cacheados. O gesto confundiu-me: aquele macho bruto conseguia ser carinhoso? Agachou-se e deu-me um selinho rápido. Por um instante, desejei que não parasse; queria sentir sua língua e fazer o momento durar.
Mas o carinho sumiu. Pegou uma câmera e tirou minha foto. O som da impressora cortou o silêncio, entregando o papel quente. Com uma régua, cortou as bordas e colou minha imagem no mural, junto aos outros.
Olhei para a parede e senti aperto no peito. Não era mais o filho perfeito ou aluno exemplar. Agora, era apenas mais um rosto naquele mural de delinquentes, lembrança de que troquei a inocência por quatro barras de chocolate e uma lição marcada na pele.
Ele jogou as roupas contra meu peito; o tecido bateu no corpo ainda quente.
— Veste-te e some daqui — ordenou, retomando o tom de autoridade.
Vestia-me com mãos trêmulas quando três batidas secas soaram na porta. Ele abriu, revelando a outra segurança.
— Terminou a lição no moleque, chefe? — perguntou, com sorriso curioso.
— Já — respondeu ele, seco.
Ali a ficha caiu: não era simples fiscal, era o gerente, dono do jogo. Estava nas mãos de quem mandava em tudo — câmeras, mural e naquela sala. Ele era a lei e o carrasco; ninguém ouviria queixas.
Ela passou por mim enquanto fechava o short. Os olhos percorreram meu peito nu com olhar de quem sabia o que acontecera. Trazia café para retomar a rotina, como se minha destruição fosse apenas tarefa cumprida.
— Trouxe café, chefe — disse, colocando a garrafa na mesa, ao lado da foto recém-pendurada.
— Adivinhou — respondeu ele, servindo-se no copo plástico. Agiam como se nada tivesse ocorrido. Terminei de vestir a blusa, sentindo o tecido roçar na pele sensível, enquanto o cheiro do café misturava-se ao dele, que ainda estava em mim.
Eles sentaram diante dos monitores para a pausa. Quando me aproximei da porta, o grito dele paralisou-me:
— Some daqui, baitola! Se contar uma palavra, caço-te e mato. Nem passe perto dessa loja. Fui bonzinho; não tem ideia do que sou capaz.
Olhou para uma caixa no canto. Engoli seco: continha chicotes e paus de borracha enormes. Tinha instrumentos de tortura sexual que eu nem sabia como usar. O pavor dominou-me, mas a atenção dele logo voltou-se às câmeras.
— Olha lá, chefe — disse a mulher, apontando o monitor. — Parece que tem menina querendo uma lição também.
Um sorriso cruel surgiu. Encontrará a próxima vítima.
— Deixa-me assistir você comer essa novinha, chefe — pediu ela, ansiosa.
Ficou tão vidrado na tela que esqueceu-se de mim. Quando me notou, levantou-se brusco, empurrando-me com o peito e expulsando-me com pontapés.
— Some daqui, viadinho! — rugiu, batendo a porta de metal.
Cruzei a loja com pernas bambas, errando passos como se estivesse bêbado. Ninguém notou meu estado. Tinha sido a experiência mais insana da vida. Apesar do medo, um pensamento atingiu-me: roubar chocolates foi a melhor decisão. Não era para contar aos amigos, mas cada segundo daquela humilhação valeu a pena.
Saí para a rua com o corpo quente e a mente a mil. Aquele homem não era simples segurança, mas dono de um império de medo e prazer. Estava marcado; meu rosto agora pertencia ao mural dele, sob domínio total.
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Comentários (1)
Lala: Meu sonho
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